Resenha Politica

Em relação às candidaturas ao Governo de Rondônia – por Robson Oliveira

INTERROGAÇÃO – À medida que se aproxima as eleições de 2018, período fértil para as conjecturas mais extravagantes, a grande interrogação feita é a eventual candidatura ao Senado Federal do governador Confúcio Moura (PMDB). Os apaniguados de plantão juram que é candidatíssimo, ele próprio (Moura), em particular sinaliza que não é candidato. Em público, pela vez primeira, Confúcio Moura disse, durante inauguração de um órgão público em Cacoal, sábado passado, que vai até o último dia de governo como se fosse o primeiro. Pelas palavras ditas leva à dedução de que não é candidato a nada. Mas em se tratando de Confúcio Moura é melhor manter a interrogação: será que é? Um enigma para o PMDB desvendar.

INTERPRETAÇÃO – O deputado federal Nilton Capixaba (PTB), por exemplo, interpretou a fala do governador como descartando qualquer candidatura em 2018. Embora o parlamentar seja um entusiasta da administração do atual chefe do executivo, reconhece que pelas pesquisas feitas por aí a avaliação do governador já foi bem melhor.

DESGASTE – Nilton Capixaba reconhece que a atual conjuntura não é favorável aos políticos e, em particular, aos que estão perfilados ao presidente Michel Temer contra as ações da Lava Jato. Entretanto, Capixaba adiantou que votará contra o pedido de abertura de processo em face de Temer, visto que tem sido um dos parlamentares mais aquinhoados com liberação de emendas para os municípios rondonienses. Para minimizar o desgaste repete o mantra: “Não posso negar apoio a quem libera recursos para Rondônia”.

LIMITAÇÕES – Em relação às candidaturas ao Governo de Rondônia, o petebista Capixaba é simpático à pretensão do presidente da Assembleia do Estado, Maurão de Carvalho. Contudo, reconhece as dificuldades que o deputado estadual enfrentará na viabilização do nome no PMDB e, caso vença esta etapa, nas limitações pessoais quando exposto aos debates televisivos.

LIMITADO – A verdade é que Maurão de Carvalho é candidato a candidato dele próprio já que os mandachuvas dos partidos que hoje orbitam ao seu redor fazem juras de amor em privado e fogem do assunto em público. Mesmo sendo uma pessoa afável com qualquer interlocutor que o aborda, é perceptível a limitação política e pessoal para administrar um estado com as especificidades rondonienses, algo que numa campanha polarizada não passa despercebido do eleitor, inclusive aquele médio.  

BOMBANDO – Quem assistiu domingo ao evento promovido pela prefeitura para a entrega de títulos de lotes testemunhou o quanto o prefeito da capital está “de boa” com os munícipes. Foram inúmeros pedidos de selfies com Hildon Chaves. No final da solenidade o prefeito foi literalmente ovacionado, reconhecimento que anda incomodando muita gente que torce o nariz empinado para o alcaide.

RECONHECIMENTO – Sem muito alarde o presidente reeleito do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Edilson Silva, vem imprimindo no órgão uma gestão arrojada que começa a receber reconhecimento nacional. Recentemente, em Curitiba, o presidente do TCE recebeu o prêmio “Rui Barbosa”, como destaque nacional pelas boas práticas implantadas no Tribunal.

TRANSPARÊNCIA – Outro reconhecimento nacional vem de um dos principais prêmios instituídos pelo mundo jurídico. O Tribunal de Contas de Rondônia é um dos finalistas deste ano para ser agraciado com o prêmio INNOVARE. A premiação decorre da transparência adotada pela corte em todos os atos administrativos, além da certidão de qualidade e agilidade nos procedimentos internos da gestão. São ações dessa natureza que merecem registros da coluna porque em tempo não muito distante o TCE era visto por parte da população como um monstrengo “faz de contas”.

CUSTO BRASIL – Nesses dois dias que antecedem a votação do pedido de abertura de processo penal contra o presidente Temer, requerido pelo STF, a “Feira do Paraguai” se transferiu para o Palácio Jaburu, residência oficial do presidente. É nesse endereço que os deputados federais da base governamental levam seus pedidos de liberação de emendas e nomeações de apaniguados aos cargos federais nos estados. Parte da bancada rondoniense encaminhou ao Jaburu seus pleitos. Portanto, novas portarias nomeando para cargos federais começam a sair no DOU. ICMBio e Ceron, entre outros, já têm indicados.

ABOLIÇÃO – Ao editar um decreto punindo os fiscais que penalizam latifundiários por submeterem seus trabalhadores a casos análogos ao regime de escravidão, o presidente Temer ultrapassou todos os limites aceitáveis para garantir na bancada ruralista os votos de que necessita para sua impunidade. A reação nacional e internacional é grande para que o governo recue e revogue a portaria, o que deverá ocorrer após a votação de amanhã da Câmara Federal.

ESCRAVIDÃO – O episódio serviu para expor ao mundo a perversidade com que nossos produtores de commodities tratam os trabalhadores rurais, uma medida economicamente estúpida já que o modelo agrícola brasileiro é voltado para o mercado internacional. As nações civilizadas  valorizam os direitos humanos e não compram produtos de países incivilizados cuja mão de obra trabalhe em condições análogas à escravidão. Temer quis abolir por decreto a dignidade humana e reintroduzir a escravidão. Com o ato aboliu apenas o que restava de decência.

AGRADECIMENTO – Essa coluna reconhece e agradece o profissionalismo, a rapidez e a presteza com que os policiais da PRF (Cecílio e Paulo Barreto) agiram para recuperar e prender um perigoso bando que praticou um sequestro violento com roubo, sábado passado. Foram seis horas de terror, mas com um final satisfatório para os familiares. Agradecimentos também aos delegados da polícia Civil, Dr. Glauco, Dr. Alessandro e toda a equipe que, embora em condições materiais péssimas de trabalho, cumpriram suas missões com competência e denodo. A violência tem crescido, mas nossos policiais fazem o que podem com muito profissionalismo. A vítima é parente deste cabeça chata.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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