Resenha Politica

Jantar do PMDB: Mesmo negando, candidatura de Confúcio ao Senado ainda permanece – por Robson Oliveira

FUSÃO

Dois grandes escritórios de advocacia de Rondônia, NV Advogados Associados e Rocha, pertencentes a Dr. Diego Vasconcelos, Márcio Nogueira e Rochilmer Rocha decidiram se fundir. As negociações se deram ao longo de todo o ano com a assessoria da Consultoria Selem, Bertozzi & Consultores, de Curitiba. A mesma que conduziu as fusões dos maiores escritórios no país afora. A partir desta quarta-feira, as duas bancas passarão a ser uma única composta por trinta profissionais. Inclusive este cabeça-chata.

MISTÉRIO

A coluna recebeu um dossiê anônimo – razão pela qual ainda está checando as informações – que aponta um interesse muito suspeito do senador Romero Jucá pelo setor elétrico em Rondônia. Hoje, o PP e PMDB dividem as responsabilidades pelas indicações dos administradores da antiga Ceron. Aliás, há também suspeitas de que um recém fornecedor estaria na iminência de mudar de lado e virar diretor. Caso ocorra, restará saber se na condição de gestor público qual lado vai pender na hora de decidir. Mistérioooooo!

AGÊNCIA

As agências reguladoras são parte das sinecuras da União mais disputadas atualmente pelos congressistas para que os seus apaniguados sejam nomeados. A agência do setor elétrico, por exemplo, é uma das mais requisitadas. É provável que um rondoniense seja designado para uma vaga na ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, com anuência da maioria dos membros da bancada federal. A ver.

REGABOFE

Embora esta coluna tem destacado que política é como nuvem: uma hora está de uma forma e, em seguida, muda tudo, o regabofe promovido pela cúpula do PMDB que indicou a pré-candidatura do deputado estadual Maurão de Carvalho ao Governo de Rondônia, conforme a coluna apurou, foi de iniciativa do próprio governador Confúcio Moura.

MENU

Na avaliação de um proeminente peemedebista aboletado no palácio, Moura havia pensado em um nome novo que desse continuidade aos feitos do governo, mas se curvou aos apelos e obstinação de Maurão de Carvalho. No menu, não faltaram críticas ao aliado pedetista Acir Gurgacz. As relações entre o pedetista e os peemedebistas andam azedas, com intrigas e teorias conspiratórias para todos os (des) gostos. Ademais, pesquisas feitas ajudaram no processo de fritura do pedetista. Os comensais do regabofe prometeram juras de apoio a Maurão, enquanto a nuvem não mude outra vez.

APERITIVO

Entre uns goles de uísque e água – até que o cardápio principal fosse servido – os peemedebistas fizeram vários prognósticos sobre as eleições de 2018. No entanto, coube à deputada estadual Rosani Donadon fazer ao governador a pergunta mais aguardada da noite. Indagou ela – Confúcio, você vai ser candidato ao Senado Federal? “Não”, respondeu de forma lacônica o governador. O jantar foi servido, Maurão lançado e a dúvida em relação à pré-candidatura a senador de Confúcio Moura permanece. Embora tenha negado, o céu não é de brigadeiro para o PMDB. Todos vão aguardar a estação das chuvas passar.

PRÊMIO

A pedagoga rondoniense que levou o principal prêmio nacional de educadora do ano, Alisângela Dell-Armelina Suruí, professora na Escola Indígena de Ensino Fundamental e Médio Sertanista Francisco Meireles, em Cacoal, desenvolve um projeto inovador batizado de “Mamug Koe Ixo Tig”, que significa a ‘fala e escrita da criança’. O projeto inclui a elaboração de um material didático próprio em Paiter Suruí para alunos do 1º ao 5º ano fundamental. Poucos são os rondonienses que doam parte dos seus conhecimentos para as comunidades indígenas, e o prêmio comprova que vale a pena ajudar a mais brasileira das etnias. E tanto é espoliada nas suas tradições, riquezas e dignidade.

CPI

Mesmo não ocupando os mesmos espaços dos noticiários como outras CPIs instaladas pelo Congresso Nacional, a comissão parlamentar de inquérito instituída pelo parlamento nacional para investigar a JBS ouviu, nesta terça-feira, o ex-diretor internacional da empresa Ricardo Saud, preso na Papuda. No depoimento, Saud saiu com esta pérola: Estou há 40 anos aqui nessa Casa. Eu me sinto muito à vontade, nada de constrangimento, zero. Aqui no Senado, na Câmara, 40 anos. Me sinto perfeitamente à vontade”, disse. Uma declaração honesta do delator que, além dos crimes cometidos, gravou a si próprio zombando dos delatados e do acordo de delação.

FALASTRÃO

Na maior parte do tempo do depoimento aos parlamentares, Saud decidiu permanecer calado invocando direitos constitucionais, mas adiantou que assim que os termos da colaboração premiada forem restabelecidos vai voltar a falar. O falastrão fez a declaração em tom de ameaça o que apavorou alguns parlamentares presentes na CPI. Foi um alívio quando ele (Saud) invocou o direito de ficar calado. Foi um silêncio ensurdecedor.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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