Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais:”Só para lembrar: Dilma vai nomear meia dúzia de Ministros do Supremo” por- Gessi Taborda

A RESPOSTA

Taborda4E como já eram esperadas, recebi dezenas de manifestações contrárias à analise e comentários publicados na coluna de ontem sobre o resultado das urnas, favoráveis ao continuísmo do PT, no comando do país, e ao do PMDB aqui em Rondônia.

Certamente não escrevo para receber a aprovação dos leitores, muito menos os partidários de qualquer corrente ideológica. Não sou, como pensam alguns leitores, ser obrigado à imparcialidade da paixão política. Procuro sempre fazer a análise fria, baseada na constatação do cenário e das evidências captadas.

Não tenho o menor interesse em alimentar polêmica, sobretudo aquela temperada com xenofobismo e fanatismo. Não sou filiado a partido político e nem tenho qualquer aspiração nesse sentido.

Bem dito isso, responderei aqui a todas as manifestações de quem se sente nesse momento especialmente vitorioso, por ter derrotado aquilo que imaginei ser a oportunidade da mudança de que todos precisamos. Recebi também mensagens encorajadoras, pedindo a manutenção da linha crítica da coluna.

ACREDITE QUEM QUISER

Taborda4Embora a própria Dilma tenha afirmado numa entrevista do último dia 26 que “algumas vezes na História, resultados apertados produziram mudanças maiores e mais rápidas do que vitórias amplas”, eu não tenho esse otimismo.

Àqueles que se manifestaram contra a opinião contida na última coluna pergunto: O que o PT vai fazer em 4 nos que não fez em 12? Qual tipo de problema o Brasil enfrentou sem conseguir vencer nos 12 anos do PT que agora, com o resultado eleitoral, vai conseguir resolver?

São essas perguntas que gostaria de ver os missivistas responderem.

SERÃO HONESTOS?

Taborda4Como jornalista também vivi momentos de pavor nos anos de chumbo. Vivi o tempo da censura imposta de forma cruel. E não havia a quem apelar! Fui, como a maior parte dos jovens de meu tempo, revolucionário e esquerdista, com esperanças de que o PT seria, o dia que chegasse ao poder, o divisor de águas. Nunca me passou pela cabeça que gente como Zé Dirceu e o Jenoino fossem para a cadeia pela prática da corrupção. Aliás, por falar no Zé, ele estará em casa da próxima semana.

O Lula é honesto? O Dirceu? E o André Vargas, que enquanto fazia gestos de esquerda no STF só andava de jatinho de doleiro e ia para os melhores hotéis como aparece em gravações? Seremos um socialismo onde todos serão iguais, mas uns sempre serão mais iguais do que os outros? Dá para confiar num partido de esquerda com um vice como o Michel Temer? E a biografia do Sarney, o Lula ainda vai defender?

SITUAÇÃO REAL

Bandeira2Não adianta me olhar de soslaio. Estamos entre os últimos em educação, entre os 8 países com mais analfabetos, energia cara e infraestrutura pífia. Um alto nível de corrupção que faz o brasileiro pagar mais de 40% de impostos com o pior retorno do mundo, uma economia sobretaxada que gera inflação pois ninguém, idôneo, consegue investir em produção por causa dos impostos, até o salário aqui é sobretaxado em mais de 50%, gerando um spread enorme entre o que as empresas pagam e o que o trabalhador recebe.

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FIDELIDADE CANINA

Bandeira2

Olhando o PNUD vemos que na América Latina, nos últimos 10 anos, o Chile, Colômbia e Peru distribuíram mais renda e cresceram mais que o Brasil. O que gera tanta fidelidade ao PT, se os números nunca são favoráveis aos resultados? Uma prova é que temos 57 milhões de brasileiros devedores inscritos no SERASA, que é mais de 1/4 da população ativa de um país. É um absurdo dizer que o brasileiro não sabe gastar enquanto os bancos, com aval do governo, cobram os maiores juros do mundo sobre a mesma população que o PT defende na TV, algo está errado, concorda?

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PAGADOR DE IMPOSTOS

urna_eletronica_unbÉ natural receber um monte de mensagens contrárias aos pontos enfocados na coluna de ontem. Teve, como não poderia deixar de ser, leitores que votaram no time vencedor me xingando, dizendo que não sou imparcial (como se isso fosse um defeito) etc, etc. Mas respeito a opinião de todos e gostaria de saber com números e não propaganda o que faz metade do Brasil e você ainda votar no PT.

Sei que o PSDB roubou também roubou o permitiu que roubassem enquanto foi poder, mas não acha muito hipócrita defender pobres na tv enquanto desviam bilhões por trás dos panos? Antes de ser jornalista, sou apenas um brasileiro trabalhador e pagador de impostos sem retorno, como todos.

IDÉIA MANTIDA

dilma-presidente (1)Dilma foi eleita graças à indigência mental e física de brasileiros mantidos nessa subcondição, exatamente para garantir a permanência eterna no poder desse covil que assola nossa economia, superfaturando do papel higiênico às obras que não saem do papel, sem contar o pagamento aos marqueteiros, expertos sucessores de Goebbels. Para quem ficou elogiando a biografia do Sarney, beijando a mão do Jader Barbalho como o Lula, e a Dilma escolhendo como vice o Michel Temer está tudo em casa. Só falta colocar o Lobão presidente da Petrobras e o Gim Argelo no TCU.

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MAIS MENSALÃO?

dilma-presidente (1)Só para lembrar: Dilma vai nomear meia dúzia de Ministros do Supremo. Deve acreditar numa blindagem muito superior à dos anos anteriores. A economia norte-americana é dez vezes maior do que a nossa. Os compromissos políticos e militares dos EUA por todo o mundo são mil vezes maiores que os nossos. Pois bem, Barack Obama enfrenta a parada com 13 ministros e cerca de mil cargos de livre provimento. Enquanto isso, Dilma Rousseff trabalha com 39 ministros e cerca de 22 mil cargos de livre provimento. Sem contar o aparelhamento das estatais e das agências reguladoras. Sinto no ar um forte cheiro de “toma lá da cá”, um novo tipo de mensalão.

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

 

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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