Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais por Gessi Taborda

REGISTRO

A coluna acabou não registrando no sábado a importante efeméride do Dia da Água. E olha que esse é um assunto importante para os moradores de Rondônia, especialmente os de Porto Velho, onde pouco ou nada se fez nos últimos governos para garantir água tratada a 100 por cento da população, a não ser, claro, as promessas de praxe. E, reforcemos: não há luz no final do túnel, principalmente pela situação de desordem e falência da estatal (Caerd) responsável pela execução e gestão da captação, tratamento e distribuição da água à população.

Talvez exatamente por isso tanto o governante do PMDB, o tal filosófico Confúcio, como os políticos locais preferiram o silêncio sobre o Dia da Água, registrada no sábado, 22.

 

MORTE DE MILHÕES

Há uma meta definida na política mundial: a redução pela metade do número de pessoas sem acesso à água potável. A cinco anos do prazo para a meta, que vence em 2015, 87% da população mundial dispõe de fontes de abastecimento de água potável, diz relatório da ONU divulgado na semana que passou. Apesar do avanço em relação ao acesso à água potável, os números sobre o saneamento básico ainda são ruins.

Mais de 2,6 bilhões de pessoas – 39% da população mundial – continuam sem esse serviço. De acordo com o documento, o problema ainda mata anualmente 1,5 milhão de crianças de até 5 anos.

 

AFETADOS DE RO

As crianças e mulheres, segundo a OMS/Unicef, são as mais atingidas pelas dificuldades no acesso à água e na falta de saneamento básico.

Desconheço a existência de um algum estudo confiável sobre o reflexo da falta de água tratada para crianças rondonienses. Certamente são números capazes de pesar na consciência daqueles que dilapidaram recursos vindos para custear o saneamento básico na capital e no interior. Isso se os maus políticos tivessem algum tipo de consciência.

 

CASCATEIRO

O colunista já não se ilude com esse negócio de faz de conta da administração municipal há muito tempo. É cada vez mais difícil pedir credibilidade popular para os dirigentes públicos de Rondônia, especialmente para incompetência indisfarçável do prefeito de Porto Velho, o “probo” Mauro Nazif.

Ao dar posse aos integrantes do Conselho Municipal de Educação (com mandatos até 2017), Mauro Nazif saiu-se com essa nova cascata: “Nós compramos a ideia de transformar a educação de Porto Velho em um referencial nacional, para isto precisamos valorizar e principalmente investir na formação dos educadores da rede”. E o prefeito falou isso como se não acreditasse na total falta de credibilidade que a população lhe devota.

É claro que a declaração do alcaide mereceu aplausos de Mário Jorge (ex-vereador) e Mara Genery Centeno (???) escolhidos, respectivamente, como presidente e vice do tal CME. Afinal, certamente vão garantir altos estipêndios sem a obrigação de dar qualquer show de competência.

 

SEM PLANO

Mara parece ter saído do nada. Possivelmente por não ter compreendido o espírito da coisa revelou uma inconfidência na solenidade de posse: o ensino público municipal, funcionando a muito tempo de forma calamitosa, não tem plano de educação municipal. “O plano é uma das atribuições do fórum permanente, iremos trabalhar na sua conclusão”, afirmou Mara.

Já Mário Jorge, com seu jogo de cintura de político e professor, estabeleceu como meta a construção de um prédio para abrigar o Conselho. É preciso ficar atento sobre o valor da obra, a empreiteira, etc, etc.

 

PENHORA

O Grupo Laselva, maior rede de livrarias em aeroportos no Brasil, conseguiu reverter na Justiça uma penhora online de R$ 170 mil. A decisão foi deferida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), considerando que a empresa está em recuperação judicial e que não poderia sofrer com o bloqueio do valor. A Laselva, que tem dívidas estimadas em R$ 120 milhões, “poderá seguir com sua recuperação judicial sem sofrer restrições patrimoniais da espécie nestes autos, pois estarão afastados atos judiciais que possam comprometer a sobrevivência da sociedade empresária e implicar em prejuízo à Recuperação Judicial”.

 

CATÓLICOS

Recebo e repasso o convite do Seminário Maior João XXIII, da Arquidiocese de Porto Velho, para participar das festividades por ocasião da canonização dos beatos João XXIII e João Paulo II, que serão realizadas na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré (Rua Pau Ferro 640 – Bairro Eldorado), no próximo dia 27, com missa solene que começa a ser celebrada às 16 horas. O convite está assinado Pe. Geraldo Siqueira de Almeida, reitor do Seminário.

 

VIOLÊNCIA

O aumento da violência em Rondônia, destacado pela imprensa todos os dias em suas manchetes (especialmente nos sites) é, na verdade, generalizado e contra as pessoas e contra a propriedade, de lastro até para o crime organizado. O policiamento ostensivo em Porto Velho (e, como consta, também nas cidades dó interior) faliu. Procure um PM patrulhando nas calçadas em qualquer bairro: não se encontra. Lembre-se do “Cosme e Damião”? Só existe por aqui em vias comerciais nas épocas das festas de final do ano.

Não dá para ver luz no fim do túnel. As manchetes sobre execuções (como a registrada dia desses em Candeias, só para exemplificar) assaltos, roubos, homicídios é apenas o reflexo da falta de credibilidade na segurança pública de responsabilidade do governo e também na incapacidade da Justiça e julgar, condenar e manter na cadeia os marginais.

 

MACUNAIMA

E agora – com a desculpa das inundações – a desorganização macunaímica de Porto Velho é geral, visível, sensível, vergonhosa, descarada, principalmente nas praças (??) do centro da cidade tomadas pelo comércio da pirataria, do contrabando e do negócio marginal, numa permissão ilegal disfarçada de “apoio social” a quem por longos anos vive desse empreendedorismo de faz-de-conta. O prefeito trata a cidade com total descaso. Ao permitir que a lei seja desrespeitada pelo comanda da pirataria tomando conta dos logradouros públicos, o prefeito não só ajuda a incentivar a ilegalidade como parece contribuir para acobertar as atividades ilícitas que ainda concorrem com comerciantes que pagam impostos e geram empregos.

 

CONVERSA MOLE

Fala-se outra vez sobre os riscos do prefeito de Porto Velho sofrer um processo de “impeachment”, diante do rosário de escândalos que vai destruindo a antiga imagem de Mauro Nazif, com um aríete da corrupção.

O colunista não acredita nisso. A impunidade é o que vigora na Câmara, inclusive na hora de punir seus próprios membros conspurcados com conhecidos escândalos. No geral os vereadores sofrem igual ao prefeito com o descrédito popular. Não acredito que tais vereadores teriam coragem de afastar o prefeito para tornar mais saudável a gestão de nosso município.

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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