Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais por Gessi Taborda

MAR REVOLTO

Então, dizem, o filósofo caipira saiu vai anunciar (pode até ser) no final do presente mês sua decisão de disputar a reeleição. Isso mesmo: Confúcio não aguentou toda a pressão que vinha sentindo em seu próprio partido para não fugir da raia. Não será candidato por ter reduzido seu alto índice de rejeição popular. Deve ter se convencido de que a “Oposição” rondoniense é altamente desqualificada para enfrentar a candidatura chapa-branca.

Nem por isso Confúcio terá um céu de brigadeiro para desenvolver sua campanha em busca de um novo mandato. É até possível que, nesse momento, o nome de Confúcio surja na liderança das pesquisas. Mas há uma realidade bem visível agindo como um mar revolto para esse governador do PMDB: o desejo de mudança de uma vasta camada da população que torce para Confúcio ficar longe, bem longe, do comando do Executivo rondoniense.

 

DOR DE CABEÇA

Se os luas-pretas do PMDB soubessem (ou quisessem) interpretar realisticamente o sentimento de fastio da população, poderiam até perder o sono preparando-se para um possível desastre eleitoral. Isso, claro, se algum dos nomes anunciados até agora como pretensos candidatos de “oposição” tivessem a capacidade de encarnarem o espírito mudancista sinalizado pelo eleitorado rondoniense.

E o filosófico governador do PMDB resiste a evitar os enormes riscos para seu sucesso eleitoral. Anunciar, nesse momento, um reajuste abaixo da inflação para os servidores do estado, abaixo inclusive do índice (dá para acreditar?) anunciado até pelo Mauro Nazif é de uma insensibilidade inacreditável. É aumentar ainda mais a resistência dos servidores públicos ao seu nome. Certamente esse reajuste salarial não evitará movimentos paredistas de servidores. A classe não se deixa levar por argumentos estapafúrdios, como a cheia do Madeira.

 

MESSIANISMO

No fim das contas não temos como negar um fato importante: a “Oposição” é péssima no estado. Não tem apresentado argumentos capacitando-a a chegar ao governo (faltam programas e definições) e ainda se mantém na planície. A ponto do deputado Maurão de Carvalho se prender ao messianismo de acreditar que sua suposta candidatura ter o aval divino.

Que fique claro: o eleitorado não deve escolher o próximo governo levando-se em conta seu alinhamento com as seitas religiosas ou mesmo com a igreja católica. O processo eleitoral não será (ainda) uma disputa entre um padre e um pastor.

 

LIMITAÇÕES

As supostas candidaturas de deputados estaduais ao governo rondoniense perdem força quando passam a ser vistas como patrocinadas pelo ex-governador e (ainda) senador Ivo Cassol. E não porque Cassol tenha perdido sua liderança política e sua importância eleitoral depois de sofrer condenação na Justiça, tornando-se inelegível.

Verdade seja dita: Maurão de Carvalho (mesmo sendo pessoa simpática e afável) ou Neodi Carlos (sem glamour político nenhum) acabam contribuindo para a descrença na classe política, pois tiveram seus nomes relacionados com muitas notícias negativas em passado recente da vida do parlamento rondoniense, gerando inclusive pendências nas sendas do judiciário.

 

NOCAUTE

O deputado José Hermínio consolidou sua imagem de opositor no exercício desse seu primeiro mandato no parlamento estadual.

Assim que assumiu a presidência da Assembleia, conseguiu com a estratégia do ataque um impacto ainda maior na sua imagem pessoal de algoz dos corruptos.

Mas essa tática não contribuiu para definir e garantir o seu nome na relação de quem deverá disputar o governo.

Hermínio, um homem humilde e de ficha limpa. Não mete a mão no dinheiro público. Ele passou a ser rifado dentro do PSD. O partido, criado por Gilberto Kassab, para não ter ideologia política, certamente é incapaz de aceitar o acirramento de críticas, insinuações.

 

DISTORÇÕES DO ENSINO

O Tribunal de Contas da União realizou auditoria na rede pública de educação e revelou uma situação vexatória no ensino brasileiro. Apenas São Paulo e Roraima ficaram fora dessa auditoria, que foi realizada entre março do ano passado e fevereiro desse ano.

Foram avaliados aspectos relativos a quatro eixos: cobertura, professores, gestão e financiamento do Ensino Médio. O levantamento indicou a carência de 32 mil professores com formação específica nas 12 disciplinas obrigatórias. Significa que aulas de química, física e sociologia, entre outras, estão sendo ministradas por docentes que pouco sabe sobre as respectivas matérias ou, o que é pior, não estão sendo ministradas por professor algum.

O estudo também revela que mais de 60 mil professores concursados estão fora da sala de aula, ocupando cargos de direção e funções administrativas ou cedidos a órgãos diversos. Cerca de 5 mil atuam em áreas que nada têm a ver com a educação. O mais preocupante, porém, é a quantidade de professores que quebram o galho, ministrando aulas sem ter formação na disciplina para a qual foram designados. Desta forma, não há como qualificar a educação.

 

BRUXA SOLTA

Quem conhece as entranhas das operações policiais na caça de corruptos anda dizendo nos bastidores que este mês pode terminar como um flagelo para políticos e “empresários” envolvidos em negócios suspeitos. A detecção de supostos desvios de recursos federais na área governamental fará desembarcar por aqui uma nova operação para prender gente graúda.

Em instituições do parlamento era visível o nervosismo com o tititi de nova ação dos homens de preto nos próximos dias. Quem viver verá.

 

DINHO

A cassação do prefeito Dinho, de Candeias do Jamary, certamente pode contribuir para o fim de um longo ciclo político iniciado ali por Lindomar Garçom. É uma triste maneira de encerrar uma carreira brilhante de alguém que sem eira e nem beira começou como vereador e primeiro presidente da Câmara Municipal de Candeias. Lindomar – hoje um personagem abatido no cenário político – não falou nada sobre o assunto que pode ser a pá de cal na vida política da família.

 

ELES NÃO APRENDEM

A prática de atos de corrupção no estado é cada vez maior. É cada vez maior o número de prefeitos de pequenas cidades pegos com as calças arriadas. Se em Candeias do Jamary o prefeito Dinho foi cassado, em outros pequenos municípios prefeitos são afastados por determinações judiciais exatamente pelo envolvimento nessas práticas, como aconteceu com Ernan Amorim, no pequeno município de Cojubim.

A situação é tão catastrófica que o Ministério Público Federal anunciou ontem ter expedido “recomendação” ao prefeito de São Felipe do Oeste, José Luiz Vieira, para não superfaturar na contratação de obras financiadas com recursos federais.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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