Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais: No retorno ao batente, mais do que nunca caminhamos rumo ao obscurantismo eleitoral

NAS ORIGENS DOS ANTEPASSADOS

Finalmente consegui realizar um projeto acalentado por muitos anos: conhecer a terra de origem dos meus antepassados. E assim aproveitei as férias desse ano para conhecer Leiria, em Portugal, onde tudo começou para a família Taborda.
E antes de chegar às terras lusas (Lisboa), passei também por Paris, no exato dia em que os franceses comemoravam o dia da “Queda da Bastilha”, motivo pelo qual praticamente tudo estava fechado em Paris, me livrando do anseio consumista de entrar em seus palácios do consumo. Mesmo assim, antes de embarcar para Lisboa, fui tomar café no local onde o escritor James Joyce fazia ponto com seus amigos intelectuais para uns drinques e um café com o tradicional pão Frances.

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ROTEIRO

Portugal é um país de lindas paisagens, de cidades extremamente bem cuidadas (que em nada lembram a relaxada Porto Velho), de uma enorme movimentação cultural (destaque para o programa “Música nas Ruas” da prefeitura lisboeta) que – isso mesmo – que garante até apresentação de sinfônicas, executando repertório clássico a céu aberto.
Nem por isso deixei de aproveitar esse tempo de férias para ir também à Espanha e na Holanda, onde encerrei essa viagem europeia, voltando para São Paulo por um voo da KLM.

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No roteiro português além de Leiria fui conhecer Fátima. Estive no Algarve e também em Alba, de onde estiquei minha curiosidade a Bordajos e Madrid, na Espanha. Como é fácil viajar no continente europeu, com suas estradas de primeiro mundo e suas fronteiras sem restrições. Praticamente todos respeitam a legislação e talvez seja por isso que a gente não vê o policiamento ostensivo das estradas brasileiras.

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POUCA INFORMAÇÃO
Cheguei ávido por informação sobre o cenário político rondoniense. E assim constatei como faltam informações sobre esse processo tão importante. Li sites noticiosos e até jornais. E acabei ficando sem saber, por exemplo, o nome dos coordenadores de campanha dos candidatos que disputam cargos majoritários e também sem conhecer a agenda de cada um. Nossa política é verdadeiramente primária. Os candidatos ainda estão muito longe do bom profissionalismo eleitoral.

ACUADOS

Na verdade a falta de informação importante para o eleitor decidir seu voto de forma mais segura é, claro, reflexo da rígida interpretação da legislação eleitoral que acaba assustando os meios de comunicação. Tenho uma opinião própria, lastreada na vivência do jornalismo.

Para mim a legislação eleitoral quando aplica restrições à liberdade de imprensa, de opinião e de crítica, acaba tornando-se inconstitucional. Esse é um tema para discussões em fóruns da OAB e de outras entidades civis de defesa dos princípios de liberdade garantidos na Constituição.

TENTATIVA INSANA

Candidatos insanamente crentes na impunidade estão descobrindo que há uma determinação de se cumprir a lei. E foi por isso que a sonhada candidatura de Edvilson Negreiros foi barrada. Ora, como um partido político tem coragem de apresentar como candidato um personagem que chegou a ser preso pela prática de crime eleitoral e teve sua vitória eleitoral cassada?

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NOVA POLÍTICA

A democracia real não se restringe ao voto. Mais do que nunca esse jovem estado brasileiro precisa de uma nova política para recuperar o tempo perdido e garantir o tão falado desenvolvimento sustentável. Essa tal de nova política depende do grau de compreensão e comprometimento de cada eleitor.

Nova política não se resume a uma frase de efeito. Ele virá quando os políticos de um modo geral ouvir a voz das ruas. Até agora as mudanças ocorrem devagar porque em sua maioria os políticos não querem transformações de fato.

TRANSPOSIÇÃO

E o experiente Odacir, que no passado levantou muitas bandeiras dos servidores públicos, mostrou o caminho das pedras para o chefe de plantão: “Se o governo do estado criar uma Central Administrativa da Transposição para dar prosseguimento de forma célere ao trâmite dos processos dos servidores estaduais, tudo pode ser solucionado em três meses. Não é preciso mais que isso” – destacou o senador que deverá estar hoje em Rondônia para aprofundar esse tema.

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BOLHA FURADA

Muitos temas tratados na coluna antes dessas férias estão se confirmando pelos fatos de hoje. Um desses temas procurava alertar os consumidores rondonienses para um esperado estouro da bolha imobiliária com a qual Rondônia viveu nos momentos do aquecimento econômico.

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado como referência para os reajustes de aluguel e tarifas de energia elétrica, apresentou deflação de 0,61% em julho, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada quarta-feira. Em junho, o índice já havia caído 0,74%, e, em maio a redução fora de 0,13%. Como se sabe, o IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

INAFASTÁVEL

Traduzindo: a queda dos preços dos aluguéis e dos imóveis em geral é uma realidade inafastável, demonstrando que realmente terminou o festival da alta dos preços. Agora, estamos de volta à velha Lei da Oferta e da Procura, que não consta em nenhum Código Jurídico e não há regime político que consiga derrubá-la. Em Rondônia, sem os investimentos miliardários do setor elétrico, a festa acabou. O cenário não é de uma paralisação por um bom tempo na exagerada especulação desse setor.

COORDENAÇÃO FRACA

Por que a bela e culta Jaqueline Cassol está indo pelo caminho mais difícil em se tratando de conquistar votos e apoio nessa difícil disputa pelo poder? Certamente alguém não está orientando convenientemente essa candidata sobre a importância de distribuir simpatias e não processos de forma indiscriminada.
Candidato bom é aquele que começa a conquistar o eleitor pelo convencimento das ideias, pelo relacionamento social amável, pela humildade, etc. Quem perde tempo numa campanha arrumando inimigos e brigando com os donos do voto pode descobrir tardiamente que a vaca foi prô brejo.

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SEM ILUSÃO

Desde que cheguei não vi nenhuma manifestação política importante de qualquer candidato da Oposição buscando convencer o eleitorado de que é hora de mudar. A (vá lá) Oposição que está ai não demonstrou ter aprendido nada para apresentar um discurso consequente sobre o fim do continuísmo, o perigo do retrocesso e coisas desse tipo.

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FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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