Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais: Não dá para montar um bom secretariado tendo que atender a tantos interesses- por Gessi Taborda

PRIMEIRO DESAFIO

O que dizem agora os partidários mais próximos do governo reeleito em outubro: que Confúcio Moura já está estudando a montagem do secretariado da próxima gestão e que pretende surpreender Rondônia ao anunciar nomes de excelente currículo.

Esta não é a opinião de quem entende de gestão pública. Quem entende desse riscado sabe que é impossível montar uma boa equipe de secretários e presidentes de empresas estatais estaduais tendo que atender a tantos interesses.

Além da montoeira de partidos da coligação vitoriosa, há também os grupos econômicos, as empreiteiras e os caciques políticos (como os senadores Raupp e Acir Gurgacz) que vão indicar secretários de estado. Isso é elementar.

VAI FALTAR ESPAÇO

Confúcio precisará atender muitos interesses e não terá espaço para indicar os nomes de sua confiança pessoal, mesmo se esse número não passar da meia dúzia. Certamente na segunda quinzena de novembro deve começar a guerra de bastidores entre todos aqueles que já estão de olho em cargos bem remunerados e de destaque. Agora é esperar como Confúcio vai lotear o próximo governo. Pelo menos um consolo: Roberto Sobrinho – nome cogitado ainda antes do final da eleição para compor o secretariado – não deverá ser aceito como Secretário da Fazenda. Mas não está descartado para a Educação.

E DÁ PARA DESCANSAR?

A Câmara derrubou e agora a bola está com o Senado, que deve seguir a decisão dos deputados. Estou falando do Decreto 8243, uma tentativa de se criar já por nosso amado Brasil a espécie cabocla dos “soviets”, marotamente batizada nesse país que continuará refém das manobras dessa “esquerdopata” de “democracia direta”.

OBJETIVO

Esses “soviets” disfarçados tem o objetivo de “fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil” e define esta “sociedade civil” como de “cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”.

O tal decreto – até agora derrubado só na Câmara dos Deputados – daria poder para os bolivarianos, possibilitando fortalecer “a participação popular” através dos “conselhos populares” que podem inclusive “assegurar a criação de marco legal para a prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos, garantindo o devido processo legal e a função social da propriedade”.

Traduzindo: se alguém invadir sua área, sua fazenda ou sua casa, esse conselho vai se reunir com o invasor e definir quem de fato tem direito sobre a propriedade.

TARIFAÇO

A temporada de reajustes pós-eleição já está chegando. O reajuste da tarifa de energia elétrica para Porto Velho deve chegar próximo dos 50%. No mundo a gasolina caiu de preço. Nos estados unidos o consumidor paga menos de 2 reais o litro. Aqui o combustível vai subir também de forma absurda. É o tarifaço de agradecimento a quem decidiu dar mais 4 anos ao PT. E o governador rondoniense? Até agora não se mexeu para fazer pressão em favor do povo. Todos terão de pagar sem tugir e nem mugir.

ARTISTA

Ninguém conseguiu compreender como o ex-deputado e atual sentenciado como responsável pelo desvio de milhões de reais da Assembleia Legislativa, Marco Donadon, terá vaga garantida no Curso de Teatro da Unir. Certamente deve ter conseguido aprovação no Enem.

Todo mundo ficou pasmo com a divulgação dessa nota pela mídia. Bobagem. Diante dos episódios para roubar o dinheiro da Assembleia não dá para duvidar da capacidade de interpretação de tragédias (ou comédias?) com roteiro baseado em ações de esbulhos desse ex-parlamentar.

Dizem as “candinhas” das coxias políticas locais que Donadon está pronto para estrelar outras grandes produções antes mesmo de pegar o canudo universitário. As “candinhas galhofeiras” sugeriram o título para o estrelato do moço: “O Ladrão de Bag(re)Dá”, dando a entender que o futuro astro deve ter feito muitas oficinas na cadeira para compor o personagem.

INQUÉRITO, INVESTIGAÇÃO

Especialmente os sindicados, que representam servidores públicos, deveriam cobrar providências trazer a tona os lances e os personagens da “apropriação indébita” de vários milhões dos recursos do Iperon (leia-se servidores) feita pelo próprio governo para pagar folha dos servidores. E assim se evitou os efeitos dessa bomba na eleição recente. E dizem que isso é apenas a ponta do iceberg.

NÃO É DENUNCISMO

Foi com denúncias quase diárias durante o tempo em que foi parlamentar que Mauro Nazif conseguiu eleições sucessivas e pavimentou o caminho para chegar à prefeitura de Porto Velho. E agora, quem construir sua trajetória pela via do denuncismo está correndo o risco de sofrer um impeachment no palco da política.

 

MALA & CANETA

Um cronista com longa vivência na Câmara Municipal garante o óbvio: “o prefeito não será cassado e muito menos afastado”. Essa afirmação apenas reforça a antiga constatação de que também no parlamento municipal prevalece aquela velha estória do toma lá dá cá. Eu também não creio em qualquer punição ao prefeito. Afinal, ele tem a caneta que nomeia e emissários com malas pretas e sempre prontos a convencer os mais renitentes.

Nem por isso sou da opinião de que Nazif sofre apenas a ação do denuncismo. Com ele há várias comprovações de que colocou em risco o erário público, com gastos desnecessários, incomuns, lastreados em editais de licitação mal feitos ou direcionados malandramente para benefícios estranhos à gestão pública.

 

A LUPA DO TCE

Muita grana não foi ainda jogada no ralo em virtude da lupa dos conselheiros do TCE, especialmente de Valdivino Crispim de Souza. Agora mesmo esse conselheiro considerou ilegal mais um desses editais, dessa vez num valor aproximado de 15 milhões de reais, para a contratação de empresa especializada emrecuperação e manutenção de pavimentos, execução de baias de ônibus, sinalização horizontal, entre outros serviços.

Dá para perceber facilmente o interesse de alguém próximo a Nazif tirar coelhos da cartola. Ora, o prefeito vangloriou-se tanto de ter comprado centenas de máquinas e equipamentos. Por que não usa esses equipamentos para esse tipo de serviço rotineiro em qualquer gestão municipal?

Ainda bem que o TCE determinou a anulação desse fedorento edital.

INSISTINDO NA ESBÓRNIA

O alcaide – possivelmente interessado em concorrer ao título de pior prefeito de Porto Velho desde os tempos em que o território foi transformado em estado – insiste sempre nessa esbórnia. Até para simplesmente inverter a direção de trânsito na Sete de Setembro o prefeito tentou torrar uma tremenda grana com a conversa da consultoria. Depois veio a questão da contratação de empresa especializada na coleta e tratamento do lixo da capital.

Muitas outras prosaicas tentativas de editais com claro direcionamento não avançaram graças às diligências e análises do TCE. Desse jeito Nazif corre o risco de terminar num mar de lama como o de seu antecessor. Roberto foi ter o seu primeiro contato com a cadeia, para onde corre sério risco de voltar. A Câmara Municipal pode até não punir Nazif, mas se ele continuar nessa rota de engabelação sofrerá consequências pesadas no âmbito do Judiciário. Isso pode.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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