Em Linhas Gerais

Em linhas Gerais – Ivone Cassol “Foi uma das poucas mulheres de chefe do estado sem soberba” – por Gessi Taborda

O POVO MERECE

ELEIÇÕESNão, de verdade não há grandes mudanças possíveis no quadro estabelecido pelas convenções partidárias encerradas no último dia do mês de junho. Pouca coisa pode ser mudada nas decisões de convencionais até a última hora da apresentação das atas à Justiça Eleitoral. Os candidatos são os escolhidos e não serão substituídos, a não ser em caso de morte. E com os nomes já divulgados que o povo terá de fazer a sua escolha.

Imaginar que um povo mereça um bom governante é um absurdo. Merece o que vai escolher. Mesmo que seja enganado por falsas promessas, mereceu ser enganado, restará, pois, ao enganador pagar pelo engano.

Um povo merece os partidos que aí estão, merece afinal a corrupção, ou o mau uso dos recursos. Vote melhor, não se deixe enganar, dedique-se a compreender melhor o olhar, os gestos, as palavras. Aprenda a interpretar, a ler entre as linhas.

 

ENGANAÇÃO

eleiçõeseeOs próprios candidatos optam para enganar, falar o que o povo quer ouvir, presta-se assim ao jogo da enganação. “Engana-me que eu gosto”.

O que um governo que em nenhum momento representou a renovação tão esperada pela sociedade, ao longo de seu tempo, vai poder falar ao povo? Como conseguir entusiasmar esse povo que ainda recentemente saiu às ruas clamando por mudanças que não vieram?

Gostaria de ver como os marqueteiros irão recomendar aos comandantes da nau governista falar um pouco mais do futuro e das esperanças do povo rondoniense. A mim parece-me um desses diálogos do absurdo. Se não conseguirem pela mágica a tão sonhada vitória, os remanescentes desse “partido” no poder receberão um partido em demolição.

 

CONDOMÍNIO

ivoveConheço bem a mulher de Ivo Cassol. A imagem que tenho de dona Ivone é de uma mulher excepcional, preocupada com questões sociais, como demonstrou enquanto responde (no governo de seu marido) pela política social do Palácio Getúlio Vargas.

Mulher simpática, humilde, conquistou respeito e amizade em todos os círculos da vida rondoniense. Foi uma das poucas mulheres de chefe do estado sem soberba. Porém (e sempre tem um porém) dona Ivone nunca me pareceu ter interesse em entrar na disputa partidária. Mas, de acordo com fonte próxima de Ivo, ela será o nome decidido para disputar o cargo de senador. Não sei como conseguirão explicar essa questão para os eleitores do estado.

Do jeito que está, com Jaqueline escolhida para disputar o governo, uma das filhas de Cassol para concorrer a uma cadeira na Assembleia e, agora, com a mulher, dona Ivone, para o Senado, fica parecendo que o grupo Cassol pretende tratar a política rondoniense como seu condomínio particular.

 

DOTE

Segundo consta, diante da falta de dote dos demais pretendentes à vaga de senador, Cassol optou pela solução familiar. Afinal, se é para bancar uma aventura cara como a disputa pelo senado, melhor gastar com gente de casa.

 

NÃO É DE MÁRMORE

eleiçõeseeQue Expedito Junior ainda está inelegível não resta a menor dúvida. Mas mesmo assim ele teve seu nome homologado na convenção do PSDB para disputar o governo rondoniense. A coluna sempre discorreu sobre o assunto sustentando teses de juristas entendidos do tal direito eleitoral, de que Expedito está inelegível para o pleito que começa agora.

Mas a vida não é de mármore. E convenhamos: sem Expedito na disputa a eleição perderia muito no aspecto do confronto entre o continuísmo e a continuidade.

 

JULGAMENTO POPULAR

eleiçõeseeExpedito foi condenado num processo de compra de votos. Perdeu sua cadeira de senador para Acir Gurgacz (que agora disputa a reeleição sem nunca ter sido eleito), ficou calado por um bom tempo e agora ressurge com a “certeza” de que tem plenas condições de participar do pleito, submetendo-se ao julgamento do povo.

Cabe à Justiça a palavra final. Expedito parece não temer o julgamento do povo, mas deverá temer se tiver de concorrer sub-júdice, com meros documentos protelatórios capazes de ser usado politicamente pelos adversários.

 

FEDERAL

osAfirmações ignóbeis, sem pé e nem cabeça. Li ontem em algum site jornalístico da capital comentário de um “colunista” dando conta de que Odacir Soares (até então cotado para entrar na disputa como candidato a senador) seria apeado da disputa desse ano por “não ter voto”.

Pode-se, claro, não gostar de Odacir (o que é muito fácil), mas não se pode falar uma coisa dessas sobre um camarada que exerceu por três vezes o mandato de senador, isso depois de ter passado pela Câmara dos Deputados. Odacir (que já foi até prefeito de Porto Velho) deverá integrar a chapa dos candidatos a deputado federal de seu partido.º

 

RECESSO BRANCO

SabiaDurante os meses de campanha eleitoral (agosto e setembro), a Câmara dos Deputados fará dois esforços concentrados para votações. Nesse período, a Casa terá apenas quatro dias para apreciação de propostas. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), informou que haverá sessões deliberativas nos dias 5 e 6 de agosto e 2 e 3 de setembro.,,

 

 

SEM VAGAS

E por falar em recesso, a falta de vagas para se estacionar nas proximidades da Assembleia continuam como dantes, mesmo no período de recesso que começou no último dia 1º do corrente mês.

 

ESQUiZOFRENIA

psb-bandeiraEntão ficou decidido: o nome escolhido para vice do candidato do (a reeleição) PMDB é de Daniel Pereira, indicado pelo prefeito Mauro Nazif, do PSB. Ora, como o PSB tem candidato a presidente da República (Eduardo Campos) e o PMDB compõem a chapa de Dilma (com Temer, como vice), estamos diante de mais uma esquizofrenia política rondoniense. Será que os eleitores visualizarão Campos e Marina no palanque governista numa cena não só esdrúxula como surrealista?

 

PURO SANGUE

E o PT vai para a campanha com uma chapa puro sangue. Padre Ton disputará o governo, tendo como vice a vereadora Fátima Ferreira (a Fatinha), de Porto Velho.

 

PURO SANGUE

Comentário ouvido de um pepista “chegado” na família Cassol: “Com o anúncio da participação de dona Ivone nossa chapa é a mais puro-sangue de Rondônia e não um amontoado de pangarés”.

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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