Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais: ” faltam cinco dias paras convenções partidárias e as indefinições são muitas” por Gessi Taborda

AINDA HÁ INDEFINIÇÕES

ELEIÇÕESRetornando ao batente, após aproveitar o feriado prolongado, ainda não dá para registrar na coluna as necessárias “certezas” do mundo político. Isso, é claro, mostra o desserviço dos dirigentes partidários ao eleitor rondoniense. Falta apenas cinco dias para terminar o prazo final de escolha dos candidatos pelas convenções partidárias. Cinco dias e nem assim é possível dizer com tanta clareza quem são todos os candidatos (especialmente os majoritários) que poderão participar da corrida rumo ao Palácio Getúlio Vargas, sede do governo rondoniense.

Ontem, por exemplo, a coluna recebeu dois pressreleases dando conta das indecisões do PT. Primeiro o gabinete de Valdir Raupp informava sobre a longa conversa com o chefe do PT no estado, o padre Ton. Logo depois era a assessoria do padre petista que informava sobre seu encontro, em Brasília, com o (ainda) senador Ivo Cassol, chefe do PP rondoniense, para aprofundar os acertos da anunciada aliança (em replay) na coligação orquestrada para dar suporte a Jaqueline Cassol, que deve ser mesmo a candidata do senador.

ESDRUXULA

PTTTem muitos petistas (como se esperava) classificando a (possível) aliança com o grupo de Ivo Cassol como uma coisa esdrúxula. Mas não é menos verdade que há outro grupo do próprio PT classificando de “oportunista” a adesão do partido à campanha que pretende reeleger o governador Confúcio Moura. O próprio padre, a quem compete definir os rumos do PT na eleição de outubro, andou dizer que “preferia” voltar a rezar missa que apoiar o atual governador para mais um mandato.

O PMDB, pelo que se anunciou, quer porque quer ter o PT em sua aliança. O partido do barbudo Valdir Raupp não quer perder o controle do estado de jeito nenhum. E por isso faz um grande esforço para montar uma tática de rolo compressor, correndo atrás dessa aliança com o padre que praticamente esconjurou o chamado filósofo caipira.

Enquanto isso, fontes próximas da cúpula petista, andaram afirmando que um “grupo significativo” do partido apoia uma aproximação com partidos onde Ivo Casso dá as cartas, como uma “aliança pragmática”, mais vantajosa para o objetivo do PT em ampliar (ou pelo menos manter) sua bancada legislativa.

PROBLEMAS JURÍDICOS

JUNIORA convenção do PSDB deverá ser uma das mais retumbantes de Rondônia. Essa é a expectativa dos tucanos e dos partidos aliados para fazer de Expedito Júnior o próximo governador. Expedito não perde oportunidade para afirmar que é ficha limpa e que terá sua candidatura devidamente homologada pela Justiça Eleitoral, porque não tem mais problemas jurídicos.

Expedito, o emplumado tucano rondoniense vai presidir a convenção partidária capitaneando um monte de siglas. Terá alguns problemas logo do início da campanha: o escolhido para ser candidato ao Senado está impedido de concorrer a cargos eletivos, por condenação na Justiça em virtude de envolvimento num grande escândalo (o das passagens aéreas da Assembleia) e, até o momento, ninguém sabe quem será o substituto. O escolhido para compor a chapa como vice, também responde a uma série de processos. São assuntos que não mereceram, até agora, nenhuma declaração de Expedito.

SELEÇÃO

copa

No Sábado o Brasil enfrenta o Chile, eu preferia a Holanda. O Chile nunca nos deu trabalho, nem mesmo em 1962, quando jogava em casa. Está bem, fizemos o obrigatório, invicto e em primeiro lugar. Mas falta muito para ser uma verdadeira seleção, que inspire confiança.

ESCAPISMO

Porto VelhoA capital mais escrachada do país e os vereadores de Porto Velho (será por alienação?) fizeram na tarde de ontem mais uma dessas audiências públicas sem pé e nem cabeça, com um resultado que não influi em nada. A cidade falta tudo. Não conseguimos resolver problemas prosaicos, como sinalização de trânsito, arborização, praças públicas (dignas desse nome); limpeza, iluminação, etc, etc.

COMPETÊNCIA DO ESTADO

Porto VelhoE mesmo assim os vereadores decidiram fazer da tarde de ontem o momento para discutirem sobre a questão da água e do esgoto. É claro que a edilidade sabe que esse é um assunto de competência do estado. É o estado, como maior acionista da Caerd, que tem obrigação de propor soluções para o segmento do saneamento básico. O estado é o verdadeiro responsável pelo descalabro da Caerd, pelo desperdício de dinheiro com uma folha de pagamentos injustificavelmente cara, assegurando salários de marajás, entre outras coisas já informadas pela imprensa.

UNIR

Porto VelhoSe verdadeiramente existir o interesse dos vereadores em estimular a implantação do saneamento básico na capital, poderia, isso sim, convencer os executivos a firmaram uma parceria com a Unir e nossas melhores faculdades para a elaboração de planos de saneamento (incluindo-se estação de tratamento de esgotos; estação de tratamento de lixo, inclusive aproveitando-o para a geração de energia limpa, etc), ao contrário de gastar milhões com institutos e empresas de projetos de fora, como é praxe nessa nossa exaurida Rondônia.

PERDA DE TEMPO

Porto VelhoImagine o cidadão-contribuinte-eleitor enfrentando o calor das 15 horas para ir à Câmara ouvir blábláblá sobre aquilo que bem conhece: falta de água e de esgoto na cidade. Tá certo que no passado um vereador conseguiu parar as obras desse setor na capital. Apresentou uma denúncia ao MP com o objetivo aumentar a desestabilização do ex-governador junto ao eleitorado de Porto Velho. Mas fora isso, os vereadores não têm competência de interferir numa decisão do executivo estadual. Então é isso: apenas perda de tempo e falta de foco sobre aquilo que é o verdadeiro papel do edil.

ALERTA DO RAUPP

barbaO senador Valdir Raupp “exigiu” (com quem pode não se brinca) do governo federal “serinidade” para não retirar a Guarda Nacional da segurança dos bloqueios aos acessos da Reserva do Roosevelt, em Espigão do Oeste e Pimenta Bueno. Sem a Guarda Nacional, o senador teme a repetição de novas chacinas com a extração ilegal de diamantes.

TINTINHA

CONTRA.JPGA prefeitura está realizando uma ação que deveria ser rotineira, mas, em se tratando de Porto Velho, chega a motivar propaganda (desnecessária e cara) paga pelo contribuinte: a revitalização de chamada sinalização de trânsito no solo. Estão pintando faixas e lombadas (até agora poucas, muito poucas) em vários pontos da cidade. Seria louvável se não estivessem usando os mesmos materiais mequetrefes (mas certamente caríssimos) do passado.

São pinturas de curta duração, que não seguem as determinações do Código Nacional de Trânsito. Lombadas, faixas e demais sinalizações de solo só deveriam se pintadas com tinta reflexiva (aquela que reflete a luz dos faróis) e isso não é o que acontece por aqui. Motivo para uma fiscalização mais rígida do MP e do TCE

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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