Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais: “Com os escândalos do seu governo, se ele governasse o estado de um país sério estaria preso. Acorda, Rondônia!” – por Gessi Taborda

ÚLTIMA OPORTUNIDADE

 debate1O debate realizado na noite da última quinta na TV Rondônia (retransmissora da Globo) entre Expedito Júnior e Confúcio Moura foi a derradeira oportunidade para que o eleitor pudesse fazer mais uma avaliação entre sobre qual dos dois é a melhor opção para governar Rondônia a partir do próximo ano. É impossível aferir qual o número de indecisos foram influenciados pelo tal debate, para ir às urnas do domingo conscientes de exercer seu voto com firmeza. O debate ficou livre da excessiva animosidade dos anteriores mas foi, salvo melhor juízo, muito curto para explicações e exposições das ideias e para que os candidatos se comprometessem com as demandas reais da população rondoniense.

CORRUPÇÃO

debate1Mais uma vez a corrupção serviu para abertura do debate, na primeira pergunta formulada por Expedito Júnior, usando como pano de fundo as acusações feitas pelo ex-secretário adjunto da Saúde de Confúcio, feitas perante autoridades do Ministério Público Federal e da PF, com a chancela da delação premiada.

Confúcio não respondeu e nem justificou sua tática de ficar calado diante dos fatos escabrosos, preferindo sair pela tangente, como se nada tivesse com isso, embora nos depoimentos prestados as afirmações são de que ele, como governador, foi o principal chefe da quadrilha e quem determinava como ela devia agir para conseguir, com fraudes e extorsões, o dinheiro para o pagamento de suas dívidas de campanha.

PONTO ALTO

debate1O último debate teve como ponto alto a postura de Expedito de não aceitar as costumeiras provocações desrespeitosas de seu oponente. Dessa vez a dissimulação não ajudou Confúcio e nem conseguiu desequilibrar o adversário. Expedito conseguiu manter a pauta de suas propostas, expondo com suas intervenções o candidato à reeleição exatamente como ele é.

O que se viu foi um candidato oficial decadente e patético, incapaz de aceitar que no primeiro turno houve sim, um empate e não uma vitória. Não reconhecer isso é chamar o eleitorado de imbecil. Impressionam os níveis de subsolo moral e ético a que um só homem pode descer.

DESGATADOS

debate1Ao destacar os aspectos da aliança do governador com figuras desgastadas da política local (citando especificamente o prefeito Mauro Nazif) Expedito conseguiu, a meu ver, sinalizar que também em Rondônia a corrupção gira em torno de um sistema político recheado de alianças espúrias. Essa transformação do Executivo num balcão de negócios foi o que determinou a ampliação do número de funções e cargos públicos, que transformou Rondônia numa máquina pesada, mastandôntica, de custo caríssimo e sem nenhuma agilidade e eficiência.

POLÍTICA RASTEIRA

debate1O povo é livre para escolher o seu candidato preferido. E assim o fará, não mais acreditando de forma ingênua que os métodos tão criticados ao longo da gestão que termina serão abandonados no caso de uma reeleição. E foi isso que Expedito se esforçou para demonstrar no último debate.

O que o candidato apoiado por Aécio Neves tentou demonstrar com sua participação nesse último debate foi o grande risco do continuísmo manter a privatização do espaço público para aqueles que sempre se veem como os donos do Poder. É o que aconteceu, como Expedito sempre destaca, com o Detran “a galinha dos ovos de ouro, entregue aos interesses dos donos da Cascavel”.

De fato, o que se vê em Rondônia é consolidação de uma cultura política rasteira, em que interesses desprezíveis se legitimam em nome da governabilidade. E a sabedoria do personagem corrupto, segundo a qual quem quer rir tem que fazer rir, parece ser a bandeira da prática política.

OMISSÃO E IGNORÂNCIA

Batista2Quando ouço opiniões afirmando que o brasileiro não vota levando em consideração fatos como a roubalheira da Petrobrás, das práticas de corrupção do governo (como aconteceu aqui em Rondônia e agora está comprovada na denunciação premiada do ex-secretário adjunto da Saúde  dessa gestão), clássicos exemplos de má gestão que se apropria de obras do passado como se fossem suas; que promover o bilionário endividamento do governo, etc, etc, preocupa-me  a postura dos que dizem detestar a política, como se fosse coisa do demônio, e se omitem, alardeando o voto branco e nulo.

A omissão e a ignorância estão na raiz dos desmandos e da rapinagem no trato do bem público.

IMBECILIDADE

Batista2Valho-me das palavras do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, sempre atuais e mais que pertinentes para o momento: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro, que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política e os políticos. Não sabe o imbecil que da sua ignorância nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.

ASSIM FALOU RUY

ruibarbosa3 “A política afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento. A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis” foram palavras ditas pelo ilustre brasileiro Ruy Barbosa tão oportunas para esse momento.

A MALÁRIA É AMARELA

ruibarbosa3O mesmo Ruy alertou para a degradação da prática política. Ao contrário da boa política, “a politicalha é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moral estragada”.

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É DO BARALHO

IvoneteA negativa de ligação entre o governador Confúcio e a quadrilha que agiu dentro da administração para extorquir e desviar recursos, denunciada pelo ex-secretário adjunto da Saúde, mostra até onde vai a desfaçatez de um grupo criminoso que pretende manter-se no poder a qualquer custo. Também o que esperar de quem serve para produzir manchetes como a posta ontem pelo “Rondoniagora”. “Confúcio e PMDB condenados pela Justiça por não pagar trabalhador; Campanha deu apenas R$ 4 por 74 dias de serviço”. Ora, desse jeito nem pirulito na mão de criança  escapa. Fatos como esse nos leva a entender o perigo que representam para o Estado.

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COISAS DAQUI

Com os resultados (concretos e não na propaganda) apresentados até agora, se Confúcio gerisse uma firma privada estaria demitido. Com os escândalos do seu governo, se ele governasse o estado de um país sério estaria preso. Acorda, Rondônia!

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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