Em Linhas Gerais

Eleições 2016: Em Rondônia não faltaram o registro de casos absurdos e até bizarros – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Você pode encarar um erro como uma besteira a ser esquecida, ou como um resultado que aponta uma nova direção.” Steve Jobs (1955/2011), empresário norte-americano.

 MOTIVO

No Brasil, a crise na venda de veículos é, na verdade, uma crise de financiamento. A falta de aprovação de crédito (a maioria dos tomadores tem alguma restrição) e os juros altos tornam ainda mais difícil a negociação, agravada pela falta de confiança do consumidor no futuro da economia do País.

 MARACUTAIAS

As mais recentes notícias sobre as eleições desse ano (com regras mais rígidas, pelo menos no financiamento das campanhas) dão conta de que falta muito para conseguirmos o nível de depuração fundamental do processo. Ainda estamos sujeitos às maracutaias de políticos acostumados a buscar meios fraudulentos para tentar a eleição e para arrumar dinheiro pelas vias transversas.

 MALANDRAGEM

Em Rondônia não faltaram o registro de casos absurdos e até bizarros. É o caso registrado, só para exemplificar, em Ariquemes, onde o candidato à reeleição conseguiu a proeza de veicular na propaganda eleitoral o depoimento favorável a ele dado por um homem da zona rural.

Até nada demais se não descobrisse depois que aquele “apoiador” da candidatura de reeleição do prefeito não estava vivo. Aliás, teve seu falecimento registrado em 2015. O fato deixou a família do falecido indignada e certamente deve motivar um procedimento contra a malandragem do candidato.

 EMPREGUISMO

Também não faltaram denúncias contra político com cargo de deputado que promoveu uma enorme onda de empreguismo de cabos eleitorais para garantir apoio e votos à campanha de cônjuge que disputa eleição de prefeito.

Isso sem contar também a denúncia de suposto direcionamento de verbas públicas (no jogo das emendas parlamentares) para entidades controladas por familiares de candidata a prefeita no Cone Sul.

Tudo isso, espera-se, vai gerar procedimentos investigatórios das autoridades responsáveis, buscando afastar da vida pública essa “nata da malandragem” que perdura no mundo político rondoniense.

 INDICATIVO GRAVE

O Ministério Público Federal (MPF) produziu 65.268 relatórios com indicativos de irregularidades na arrecadação de recursos de campanha para as eleições de 2016, o que representa 13% do total de candidatos. O número de relatórios com candidatos potencialmente inelegíveis chegou a 5.492. Muitas impugnações já foram apresentadas pelos promotores a partir dos indícios encontrados.

 E ASSIM…

Nada é mais democrático do que a realização de eleições, certo? Sim e não. Especialmente quando o próprio Judiciário anuncia dados com a enormidade das irregularidades existentes na arrecadação de recursos e em outras maracutaias.

É o próprio Judiciário que por motivos vários acaba possibilitando a participação de candidatos sem qualquer candura (a palavra candidato deriva de “candidus”, expressão latina) e que servem, portanto, apenas para macular o processo, criando confusão na escolha do eleitor.

 VOTOS COMPRADOS

Em Rondônia são várias candidaturas impugnadas que estão fazendo campanha como se estivessem abonados com ficha limpa ou acima de qualquer suspeita.

O eleitor não pode esquecer: O Haiti do Baby Doc tinha eleições presidenciais, com 100% dos votos a favor do cidadão; e o Iraque de Saddam também tinha. Eleição nem sempre é sinônimo de democracia, principalmente quando os votos são comprados, fraudados ou a população é manipulada por promessas eleitoreiras impossíveis de cumprir, como ocorreu aqui há pouco tempo.

 GOVERNO DO PT

Deve ser o uso constante do óleo de peroba o que leva o sujeito da linha de frente dos petralhas a ir para a televisão pedir votos de novos e prometer as mesmas coisas que não fez em oito anos… Devem imaginar sempre que o povão não passa de um bando de otários fáceis de cair no conto do vigário. E por que isso não causa a menor surpresa?

Será que o povão está se esquecendo de quem afundou o Brasil?

 GOVERNABILIDADE

A frase de Lula, repetida inúmeras vezes, “é preciso ter governabilidade”, sempre chamou minha atenção. Aí veio o mensalão e o Brasil ficou sabendo que a governabilidade era a compra de consciências. No andar de baixo, ofereceu o Bolsa Família em troca de votos; no andar de cima, deu cargos e exigiu propina. Vieram à tona o desmonte da Petrobras, dos fundos de pensão, do BNDES etc. O Brasil, hoje com 12 milhões de desempregados, amarga uma crise sem precedentes. Fomos roubados, nossos impostos foram usados por criminosos, nossa esperança de um Brasil melhor naufragou.

 DECADENTE

Não passa de truque de madame as afirmações do prefeito desenhando uma imagem de Porto Velho que não condiz com a realidade. A cidade, como gosta de afirmar, está assistindo uma “gestão arrojada” nos setores fundamentais. Isso é o que ele diz.

Como simples cidadão que paga imposto, esse colunista não tem receio de afirmar: A Porto Velho de hoje é uma cidade decadente.

E é decadente a partir do centro, com suas praças erodidas, com suas ruas sujas, mal iluminadas e dominadas por pedintes, flanelinhas e marreteiros. Praça como a dos Engraxates nem deveria ser chamada de praça pois não passa de um muquifo. A orla do Rio Madeira é desanimadora e nem assim esses mentirosos oficiais deixam de falar em turismo.

 PROMESSAS

Às vezes a gente imagina estar vivendo mais uma encenação do teatro do absurdo. Imagina alguém que andou arrancando desordenadamente árvores de ruas e avenidas falar agora em arborização fantástica da cidade. Prometer qualquer candidato promete, desde os tempos mais remotos. Agora, fazer alguma coisa é que é o difícil. Muitos prefeitos e vereadores se candidataram não por ideal, mas para tirar o pé da lama. Alguns conseguiram até salvar empresas falidas e nem assim sofreram qualquer investigação séria ou condenação de verdade.

 PRECISANDO INOVAR

A cidade de Porto Velho nunca precisou tanto de uma inovação. Certos fatos do conhecimento público indicam com muita clareza que dinheiro é o que não falta; falta é gestão. Não dá para acreditar em sã consciência, vendo a josta em que se transformou a margem do rio Madeira na praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré que ali se enterrou quase  20 milhões de reais na gestão anterior.

 QUEM VENCEU?

É difícil apontar um vencedor no debate realizado na noite de domingo pela TV Candelária, a repetidora da TV Record em Rondônia.

Num debate em que a maioria dos candidatos se chamavam a todo o tempo de mentirosos e desinformados, que base teremos para decidir quem venceu?

Foi difícil assistir os dois primeiros blocos. E não foi apenas pelo amadorismo revelado logo no início, com a confusão do mediador com a cronometragem do tempo. Os candidatos ficaram um bom tempo mais perdidos que cegos em tiroteio.

 RAIVOSOS

Mas do que o tropeço dos candidatos na citação de números e versões, o que se viu foi uma exposição de agressividade, como uma demonstração de que a nossa democracia política terá de evoluir muito para merecer esse nome. Muito pouco de debate programático se viu.  Ninguém deixou claro a que virão os futuros governantes do município.

Foi uma cantilena épica da hipocrisia, especialmente quando o candidato do PT se fazia de vítima dos processos e condenações que recebeu na Justiça e até de seu afastamento o cargo no finalzinho da gestão do segundo mandato.

Foi mera conversa para boi dormir, especialmente se o cidadão esperava ouvir mais sobre diretrizes…

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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