Em Linhas Gerais

E se Porto Velho fosse uma cidade linda inteirinha e não a capital das cenas tristes?

FILOSOFANDO

“Ser civilizado significa ser capaz de reconhecer plenamente a humanidade dos outros.” TZEVETAN TODOROV (1939/2017), filósofo, linguista e crítico literário da Bulgária. Ele “previu” a crise humanitária dos refugiados na Europa. Todorov foi um dos nomes mais importantes do Estruturalismo francês e um dos responsáveis por difundir o formalismo russo na Europa.

 GOSTO DE CIDADE LINDA

Não, não consigo entender esse raivosos críticos de uma nota só, coisa muito comum aqui nessa cidade de Rondon, banhada por um rio lindo, que deveria ser o grande símbolo da capital.

Estranhamente na bandeira da cidade, o que aparece são as 3 caixas d’água, enferrujadas, mais parecendo um símbolo fálico de baixíssimo valor na heráldica. Bem que eu acharia muito melhor que a nossa Porto Velho fosse inteirinha uma cidade linda, com praças, com jardins e todo o escambau citadino próprio de uma capital de estado.

 UMA NOTA SÓ

Então fica mesmo difícil de entender os eternos críticos de qualquer coisa que se faça para dar um pouco de dignidade a tal Praça da EFMM, até quando se trata se uma enorme limpeza e de uma grande festa (pasmem, leitores!) para comemorar o natalício da própria cidade onde vivemos. Como se isso fosse um violação de território sagrado.

Às vezes dá vontade de mandar à PQP esses contumazes reclamantes (denunciantes) de violação do “sítio sagrado da EFMM”, erodido exatamente pelos pascácios dos primórdios incapazes que foram de preservá-la, preferindo entrega-la à voracidade da ferrugem, transformando-a numa enorme massa falida sem possibilidade de recuperação.

 CALADINHOS

Esses mesmos arautos não gritam apontando a aridez de nossas praças do mesmo (vá lá!) sítio histórico ou os locais rodeados de miséria fétida, desagradável, que descaracteriza o tal “perímetro histórico” a ser preservado, como é o caso gritante daquilo que num passado não distante chegou a ter o nome de praça dos engraxates…

São os mesmos emudecidos nos tempos do comando petralha, quando a área foi descaracterizada para abrigar um tal teatro (???) Banzeiros (que não se perca pelo nome) com a beneplácito dos Iphans da vida; essa entidade com a função de ser um espécie de cabide de empregos para petralhas mais estrelados.

A mesma entidade que gritou alto contra a construção de um hotel (onde um dia existiu a loja da extinta Teleron) e que agora sequer sussurra cobrando o fim de sua transformação num horroroso terreno baldio… É isso que faz de Porto Velho a capital das cenas tristes.

 QUEREMOS

Finalmente a cidade tida como patinho feio das capitais brazucas ganhou um prefeito compromissado com sua transformação.

Tem mostrado isso nos poucos mais de 40 dias à frente de sua gestão. E é por isso que estou com ele e não abro. Não vou cair nesse conto do vigário de quem está oposição por ter sofrido a acachapante derrota das urnas ou – o que é pior – querendo ganhar um capital para as negociações de coxias a serem tentadas lá na frente dentro da filosofia batida do escroque, feita em tempos antanhos…

Quero uma cidade gostosa de morar, de circular nela inteira. Não a josta deixada como herança por petralhas e socialistas de mentirinha.

 APÓIO E NÃO ABRO…

Como Hildon Chaves, também quero uma cidade arborizada, sem poluição dos igarapés, do rio Madeira, do visual, com ruas limpas, calçadas desobstruídas por onde dá gosto de andar, ruas limpas e livres de terrenos baldios como os existentes hoje, até no centro da cidade.

O novo prefeito dessa (ainda) feia cidade me dá a sensação de que vai conseguir mudar para melhor muita coisa. Seu constante trabalho de limpeza de áreas degradadas, de estar modificando os costumes responsáveis pelo atraso dos tempos passados me faz esperançoso. O novo prefeito é desses que fala com o povo, ao contrário de ficar preso ao conforto do gabinete, como seus antecessores. Estou com Hildon e não abro…

 CAOS SOCIAL

Me cansei de testemunhar todos os dias o caos social gerado pelos antigos administradores (??) dessa desamada capital. Me cansei de uma cidade onde prefeitos (todos) foram incapazes de organizar os espaços de estacionamentos públicos. Me cansei de uma cidade onde a classe dirigente não se preocupou (de verdade) em dotá-la de opções culturais e nem mesmo de patrocinar monumentos para imortalizar sua história, glorificar seus poucos vultos, valorizar seus artistas e artesãos como é praxe em todas as urbes com alma. Me cansei de enganações do tipo “espaço alternativo”, de paliativos como a tal “solução emergencial” para o transporte coletivo…

 DORMINHOCO

Não sei se conseguiremos deixar para trás as maracutaias criadas pelas péssimas gestões da cidade mais que centenária, traduzido em coisas como a inexistência de rede de coleta de esgoto, de usina de compostagem de lixo, de recuperação de fundos de vale, de trânsito caótico, de desemprego, insegurança pública e tudo o que a gente está cansado de ver por ai. Mas a esperança renasce com o fim da impostura no comando da cidade.

Inauguramos o fim da presença de dorminhocos, vagabundos ou caras-de-pau na chefia da cidade onde o normal era fazer cambalachos, mamar nas tetas gordas do poder eternizando a máxima de que quem não rouba é imbecil.

 VONTADE DE MUDAR

Os problemas da cidade de Porto Velho são muitos e são enormes. Mudá-los exige sacrifício de todos. Quem deve pagar mais são aqueles que se beneficiaram do passado de cambalachos, dos negócios mutreteiros, do longo período de trapaças e planos feitos para enganar a maioria da população.

Apesar da raiva destilada em sites daqueles apeados da vida pública na sentença das urnas, constato a sincera determinação de nosso novo prefeito de conduzir as mudanças necessárias para avançarmos na concretização do sonho de termos uma cidade bonita, humana, boa para se viver. O prefeito é debutante e inexperiente nos jogos da política, mas pelo visto tem cancha para fazer essa mudança ciclópica.

 PREOCUPAÇÃO

O político Expedito Júnior não perde seu contato com o povo. Sem ter ainda definido qual será o caminho a seguir nas eleições de 2018, o presidente regional do PSDB está participando constantemente de reuniões com grupos sociais organizados ou de reivindicações da capital e de outras regiões do estado.

São encontros esclarecedores. Expedito se recusa a agir como um vendedor de ilusão. Líder experiente, o ex-senador fala às claras das dificuldades existentes no estado sem aplicar o “panis et circenses”, mais fácil do que abordar a dura realidade que nos cerca.

 SISTEMA PÚBLICO

Para Expedito, a progressão dos déficits públicos é implacável. Os indicadores estão gritando para quem tem ouvido, sinalizando a perda de velocidade do avião e da cota. Essa tomada de posição consciente revela que Expedito certamente vai participar da próxima eleição sem ser o vendedor de ilusão que para obter o voto fácil prefere reconhecer que estamos vivendo um processo de destruição do sistema público. Para o tucano o mais importante é “Rondônia conseguir um próximo governo de fazer reformas corretas e realistas, estancando a depressão econômica que reduz o PIB e complica ainda mais a geração de empregos”.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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