Em Linhas Gerais

É preciso que o próximo prefeito seja capaz de executar projetos que melhorem as condições de logística da Capital – por Gessi Taborda

O POETA TEMER

Pouca gente conhece o lado de poeta do vice-presidente Michel Temer. Em 2013 ele lançou seu livro com o nome de “Anônima Intimidade”. E ali, no poema “Embarque” é possível constatar o previsível desfecho de Temer no seu relacionamento com Dilma Roussef. Veja sua explicação: “Embarquei na tua nau sem rumo. Eu e tu. Tu, porque não sabias para onde querias ir. Eu, porque já tomei muitos rumos sem chegar a lugar nenhum”.

DO QUE PRECISAMOS

Aproveitemos esses 10 dias que antecedem o natal para refletirmos, mais uma vez, sobre o que precisamos que aconteça no país, em termos da esfera pública, a partir do próximo ano, que é ano eleitora.

A retomada do crescimento econômico é, segundo os especialistas, o grande desafio. O Brasil precisa de uma boa equipe de economistas para atacar as causas da inflação, controlar a estabilidade do dólar, facilitar a importação de insumos, aumentar o crescimento do PIB e incentivar as exportações. Ufa! Não é pouca coisa.

MAIS DO QUE REFORMA

O eleitorado precisa estar consciente de que o voto tem de ser uma ferramenta para provocar profundas mudanças, mais do que uma simples reforma na condução da máquina pública.

O eleitor deve conhecer as propostas daqueles interessados em assumir o comando da gestão pública antes de definir sua escolha. Se a escolha não for feita com critérios minuciosos, toda a coletividade irá sofrer de forma muito mais intensa os efeitos da crise.

EFICIÊNCIA

A máquina pública precisa ganhar eficiência e ser administrada com metas de desempenho e produtividade, como em uma grande empresa. Deve ser feita uma reforma administrativa baseada em meritocracia e que evite o aparelhamento da máquina administrativa. A gestão deve ser séria, ética e capaz atacar a corrupção que atrapalha o progresso do País. Além disso, deve criar instrumentos capazes de punir com severidade todos os envolvidos nesses atos criminosos.

Não podemos mais ter uma gestão que considera a simples colocação de sinalização semafórica em todas as esquinas como a solução do caos do trânsito. E nem aceitar quem prioriza a indústria da multa como se isso fosse solução para alguma coisa.

BUROCRACIA

Mesmo na esfera da gestão municipal a política econômica a ser implementada deve oferecer maior previsibilidade para o empresário no longo prazo, trazer equilíbrio das contas e atrair mais investimentos. O município depende de geração de empregos e renda e, independentemente do estado, tem de fazer a sua parte. E quem gera emprego e renda é a indústria! A burocracia é um dos gargalos para o desenvolvimento dos setores produtivos. E isso é o que não falta em nossa capital.

VOLTAR A CRESCER

Precisamos de um novo prefeito capaz de desengessar a economia. Uma reforma tributária pode ser o primeiro passo. A nova política deve buscar a simplificação e os impostos não podem se transformar em desestímulo ao emprego.

É preciso também que o próximo prefeito seja capaz de executar projetos que melhorem as condições de logística dessa capital, inegavelmente desestruturada em todos os aspectos. Falta-nos uma política capaz de atrair investimentos impactantes em termos de indústria e comércio.

INVESTIMENTOS

Não é reforçando paradas de ônibus (mais uma clara enganação do prefeito) que iremos modificar a realidade de Porto Velho. É preciso investir sim, mas em infraestrutura de qualidade dos transportes, do turismo, da logística.

A cidade já passou dos 100 anos e não tem um mísero centro de distribuição e abastecimento do tipo Ceasa. Não tem até hoje um local apropriado para grandes eventos (um centro de convenções), não tem sequer uma avenida beira-rio. E quando se fala em Distrito Industrial, tudo não passa de sofismo.

CÂMARA DE QUALIDADE

E ainda precisamos – se realmente pretendemos obter desenvolvimento – investir massivamente em educação, saúde e segurança. Tomara que nosso eleitorado entre no próximo ano convencido de que é preciso modernizar o nosso sistema político. Então precisamos de uma Câmara Municipal de melhor qualidade que a atual, com vereadores mais comprometidos com a representação popular.

CAMUFLADA

Toda pessoa medianamente informada sabe que o Mauro Nazif pretende disputar a reeleição. Certamente esse é um motivo para que mantenha na linha de tempo do seu perfil no “face” a propaganda eleitoral utilizada na campanha passada. Afinal, ela camufla a tal propaganda eleitoral fora do tempo. Será que partidos de oposição ou a Justiça Eleitoral já sacou essa camuflagem?

QUEM FAZ

Ainda falta um bom tempo para as eleições de 2018. Naquele ano haverá disputa para o senado e, como se especula, Confúcio é candidatíssimo. Afinal, depois desse segundo mandado, chegar ao senado seria a coroação de sua biografia política.

Essa deve ser a principal justificativa para sua presença cotidiana nas redes sociais. O perfil do governador no Facebook e seu blog pessoal registra uma intensa atividade. No “Face” sempre há materiais novos, com refinado esmero especialmente nos vídeos.

QUEM PAGA?

É uma qualidade de produção profissional. Difícil saber que administra o perfil de “sua excelência” na rede. Há suposições de que seriam utilizados servidores públicos e profissionais da agência de publicidade que detém a conta governamental. Essa é uma daquelas informações mantidas no mais absoluto sigilo. Quem sabe o MP resolva investigar.

BLOG                                                                                                                                 

Por não ser do ramo de quem tem a escrita como uma extensão de seu próprio ser, no “blogdoconfucio” é fácil descobrir as fragilidades desse político camaleônico. Alguém deveria alertá-lo de que escrever é expor-se. Revelar sua inapetência e incapacidade, nas linhas e entrelinhas. É o que ele faz nos posts “Cada qual com sua justiça” e “Governo: não é tudo”. Teria mais útil, para ele próprio, silenciar-se. Confúcio cronista? Só pode ser piada!

ADESÃO PEQUENA

A adesão aos protestos do domingo ficou abaixo das manifestações de agosto, que por sua vez tinham sido bem menores que as de março. O Palácio do Planalto obviamente evitou polêmicas, mas deve estar comemorando, afinal se os protestos tivessem grande adesão, isso certamente seria um impulso para o impeachment.

Agora integrantes dos movimentos sociais da oposição falam em nova manifestação só em março, depois do carnaval. Na quarta-feira será a vez dos defensores do governo Dilma irem para a rua.

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