Em Linhas Gerais

“E no final dessa opereta bufa a Câmara Municipal acabou descendo mais um degrau perante a opinião da população” -por Gessi Taborda

CÂMARA LENTA

cam.muE no final dessa opereta bufa a Câmara Municipal acabou descendo mais um degrau ao simplesmente engavetar o relatório feito com o objetivo de conseguir o impeachment do prefeito Mauro Nazif. Essa Câmara Municipal de Porto Velho nunca cassou um prefeito e não seria agora que as coisas iriam mudar. Mais uma vez a coluna acertou em suas análises.

Não é novidade para ninguém que em 2012 a população de Porto Velho elegeu – mais uma vez – uma maioria de vereadores despreparados e sem nenhuma vocação para representar os verdadeiros interesses da população.

INTERESSES PAROQUIAIS

cam.muNessa legislatura esses vereadores interessados apenas em defender interesses paroquiais conseguiram a proeza de serem levados para a cadeia exatamente por não resistir ao cio político da corrupção. E os que não caíram na esparrela nada fizeram para purificar o ambiente da Câmara, aplicando as penas aos seus pares que conspurcaram os mandatos e feriram o código de ética. Tudo ficou como dantes e os nomes envolvidos com as denúncias de corrupção não perderam nada. Falou mais alto o corporativismo daquela Casa.

SEM HORIZONTES

cam.muA arapuca montada pela edilidade para afastar o prefeito certamente objetivava reduzir a descrença popular nos atuais vereadores. Mas o resultado final serviu para realçar mais ainda o perfil macunaímico daquela Casa que, por essas trapalhadas vai zerando o pouco de credibilidade que poderia ter junto à opinião pública.

Não é que Mauro Nazif tenha escapado da armadilha por ter se transformado num alcaide de qualidade mediana. O prefeito eleito em 2012 sofre hoje da mesma falta de respeito popular que seus algozes, os vereadores.

FARINHA DO MESMO SACO

cam.muNazif vai concluindo os dois anos de sua gestão conseguindo a proeza de ser um gestor público sem horizontes, consolidando a imagem de perfeita incapacidade de gerir a capital do estado, dotando-a dos requisitos mínimos de uma capital de estado.

Aliás, como reconhecem os analistas da pobre política local, foi esse aspecto de deserto de personalidade que parece ter tomado conta do prefeito que motivou o cio político dos vereadores a ponto deles imaginar o impeachment do prefeito como uma tábua de salvação para quem já está preocupado com a sentença das urnas de 2016.

NO LIMBO

mauro_nazifNinguém consegue compreender quais motivos levaram o serelepe Mauro dos tempos dos legislativos a viver meio recluso num limbo tenebroso, como se não fizesse mais diferença para seu projeto político, como um prefeito que ninguém obedece e ninguém escuta.

Em todos os lugares da cidade é impossível não ouvir quando se fala de Nazif, pelo menos umas cinco vezes, alguém dizendo que “Porto Velho é uma cidade sem prefeito”.

CENÁRIO TENEBROSO

cam.muO cenário é tenebroso e nem por isso a população chegou a apoiar o jogo dos vereadores tentando um impeachment do prefeito até porque, como disse um repórter político, isso só tornaria o pior aquilo que está muito ruim.

Dos vereadores a população espera que cumpram seu papel de fiscais respaldados pela sociedade. E que o prefeito continue no limbo agindo desmioladamente, como quem está acreditando que suas ações não precisam estar conectadas com as exigências da lei, quando se trata de lidar com o dinheiro público.

NA JUSTIÇA

mauro_nazifConheci de perto o dr. Mauro. Fui testemunha dos seus esforços para chegar ao Executivo. Fez acordos mais parecidos como “entregar a alma” para chegar onde está. Sinceramente ficou de triste de vê-lo hoje no cargo executivo só dando tropeções e barrigadas.

E a meu ver seu maior adversário é seu despreparo. Como alguém tenta tantas vezes ser Executivo e quando chega lá fazem tudo para não ver nem mesmo o óbvio. Ora, Mauro corre o mesmo risco de seus antecessores que até hoje estão assombrados por abacaxis na Justiça, correndo sério risco de ver o sol nascer quadrado.

VIRADA? QUANDO?

mauro_nazifMauro deve estar convencido da impossibilidade da Câmara Municipal se opor ao seu jeito de (vá lá!) governar. Com o engavetamento na Câmara Municipal das denúncias contra ele, poderá até anunciar a partir de agora que vai ser um bom prefeito, “dando a volta por cima”.

Pode até ser um ponto do marketing (embora o prefeito seja pessimamente assessorado na área de comunicação) mas difícil de acreditar. Seria a mesma coisa que acreditar que um paralítico poderia vencer Usain Bolt nas olimpíadas do Rio.

Até agora o dr. Mauro demonstrou que não possuí o mínimo que se espera de um prefeito.

CABEÇA DE ELEITOR

Déficit de R$ 15,7 bilhões em setembro. E em outubro a maioria ainda pediu bis para essa gestão incompetente.

PLANOS DE SAÚDE

vergonhaUma das mais vergonhosas relações existentes de prestação de serviço em nosso país, os planos de saúde, que usurpam frequentemente seus clientes, em três anos viu crescer as reclamações em cinco vezes. E a tendência é só aumentar, se não for realmente feita uma reforma na legislação. Mas, como todo empreendimento milionário neste país, a bancada da saúde está sempre a postos para deixar as coisas como são e os planos de saúde, cada vez mais ricos.

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ESPERANÇA

herminioJosé Hermínio, presidente da Assembleia, contou que não tem maiores esperanças em relação ao próximo governo. Pelo que se anda falando por ai, comentou o deputado do PSD, “corremos o sério risco de assistir a reedição de um governo pautado pela mediocridade, pela corrupção leniente e pelo aparelhamento da máquina estatal”, assinalou.

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É MELHOR SE CUIDAR

banco-centralConcluído o processo eleitoral, o grande desafio é como voltar a crescer. A inflação resistente, convivendo com o crescimento baixo, impõem limitadas ações ao governo. Surpreendeu a todos que exatos três dias após a eleição presidencial o Banco Central elevou a Selic, reconhecendo a gravidade da situação econômica.É esperada, além do aperto na política monetária, também uma contração fiscal, com a redução do gasto público, um dos vilões da resistente inflação. Essas ações atuam alinhadamente para a retração da atividade econômica, inibindo o crescimento, com menor geração de emprego e renda e da lucratividade das empresas.

QUESTÃO ESTRUTURAL

banco-centralHá, portanto, um ciclo, do qual fazem parte ainda a questão cambial, com a desvalorização do real e a deterioração da balança comercial e do balanço de pagamentos, gerando um cenário preocupante, resumido na possível perda do chamado grau de investimento. A quebra desse ciclo passa pelo enfrentamento de uma questão estrutural nunca bem resolvida pelos governos que se sucedem que é a baixa taxa de investimento da economia brasileira. Uma das razões disso se explica pela reduzida poupança interna que deveria se somar aos recursos de investidores estrangeiros para alavancar o crescimento econômico. Socorro!!!

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

 

 

 

 

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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