Em Linhas Gerais

É melhor não alimentar grandes esperanças de um ano novo alvissareiro para não se frustrar ainda mais

FILOSOFANDO

“Aquele que não prevê as coisas longínquas expõe-se a desgraças próximas.” CONFÚCIO (551/479 a.C), filósofo e pensador chinês que desenvolveu doutrinas de procedimentos corretos nas relações sociais, na justiça, na moralidade e na sinceridade, princípios observados no sistema filosófico conhecido como confucionismo.

 MUITO LENTA

É melhor não alimentar grandes esperanças de um ano novo alvissareiro para não se frustrar ainda mais. Afinal, somente a perseverança no ajuste fiscal e uma redução menos tímida dos juros serão capazes de contribuir para uma recuperação da atividade econômica, que, ao que tudo indica seria muito mais lenta do que se esperava.

Pelo menos em nível da gestão pública de Rondônia, o estado segue a mesma batida dos morubixabas de Brasília: manter-se olimpicamente indiferente às questões mais sérias, como infraestrutura, desemprego, segurança, educação e vai por ai afora.

 BUROCRATISMO

A vocação que se vê em tudo por aqui é a ausência do estado, é o burocratismo caboclo de um estado tutelado por atrasadas hostes políticas. Exemplos? Há, às carradas, mas fiquemos apenas no mais visível para quem mora em Porto Velho: a interminável reforma (isso mesmo, uma mera reforma!) do Ginásio Cláudio Coutinho.

Se o governo precisa de todo um mandato para reformar um ginásio de pequeno porte, quando conseguirá destravar a economia estadual para gerar crescimento real, empregos e renda, melhorando a qualidade de vida do povão?

 É CARÍSSIMO

Apesar de toda a queda nos preços das passagens aéreas, o Brasil ainda é o 12º país mais caro do mundo para viajar de avião.  O preço cobrado no Brasil, para cada 100 quilômetros voados, é bem superior ao praticado nos maiores mercados aéreos. Brasileiros pagam, por exemplo, 48% mais que os britânicos e 223% mais que os norte-americanos.

 DECADÊNCIA

Difícil entender como os tais “representantes” do povo suportam, e até mesmo admitem, o enorme grau de decadência do legislativo estadual, transformado nesse finalzinho de ano em algo semelhante a um acampamento de refugiados, onde servidores públicos do segmento da segurança pública lá estão “morando”, para pressionar o governo a enviar PCCS da polícia civil, delegados e agentes penitenciários.

 BAGUNÇOU GERAL

Ninguém deve ser contra o direito de qualquer categoria reivindicar melhorias em seus vencimentos. O que é inaceitável é a ocupação de uma instituição pública como o parlamento estadual, durante todos os dias dessa semana. Nunca se viu algo desse naipe na história dos parlamentos estaduais. Estamos diante de um exemplo clássico da decadência de um Poder que não deveria ser emasculado por meros interesses paroquiais.

 AFRONTA

Consta que a maioria dos parlamentares não se sente prejudicada com esses fatos, acostumados que estão em desprezar o virtuosismo do Regimento Interno e os valores morais que são, ao longo da história republicana, pilares da dignidade das casas legislativas.

Mas o cenário que prevaleceu esta semana, com as categorias da segurança pública dormindo em espaços do legislativo num ambiente de promiscuidade é uma afronta à sociedade.

É mais uma ferramenta para ampliar a perda de confiança da grande maioria da população no Legislativo rondoniense. Os deputados avalistas dessa “ocupação” deveriam compreender que a fé pública é o bem maior para a dignidade do parlamento.

 VÍCIOS

A miséria política de Rondônia, os vícios de conduta dos personagens ungidos com o voto popular tem colocado Rondônia em situações vexatórias no cenário da vida pública nacional. Esse tipo de comportamento visto nessa semana dentro da Assembleia funciona como um tiro no pé para um estado carente de investimentos privados (e públicos também), pois gera medo do empresariado em colocar seus recursos num estado onde a cultura política é retrógada e ainda tem viés esquerdista.

 REMENDO

Deputados defendem a continuada “ocupação” da Assembleia pelos servidores da segurança pública para forçar o governo recuar da decisão de não atender as reivindicações da categoria. O governo explica que está impedido de aumentar despesas sem ferir a legislação do teto dos gastos.

Os parlamentares exigem no mínimo um remendo orçamentário. E chegam a renunciar parte do orçamento destinado a ALE contornar a complexidade das contas do governo em favor do atendimento corporativo e cartoriais dos milicos civis. E enquanto não se supera esse impasse ninguém arrisca a prever quando se dará a desocupação da Assembleia Legislativa rondoniense, mesmo com deputados ameaçando não votar o orçamento de 2017 se o governo não ceder.

 ESPERANÇA

Hildon Chaves o próximo prefeito de Porto Velho, carrega as esperanças de que finalmente a capital rondoniense terá um prefeito livre de conchavos partidários e políticos, contando com um grau de independência como nunca se viu para gerir a vida do município de acordo com os interesses da população e não de caciques partidários ou de nichos paroquiais.

Afinal, a dupla Hildon Chaves e Edgar (Tonial) do Boi não dependeu do apoio de nenhum “dono” de partido e de nenhum financiador privado para fazer a campanha.

 GENTE DECENTE

Então há nesse momento uma grande expectativa em relação ao anúncio dos componentes de seu secretariado. O povo tem a sensação de que dessa vez não haverá espaço para gente sem nenhum compromisso com a ética, a moralidade, o pudor e a decência, como vinha sendo praxe na gestão municipal nos últimos anos.

Ainda sem anúncio oficial, especulava-se ontem que a nova equipe será conhecida nesse fim de semana. É esperar para ver. Isso será fundamental para limpar a sujeira presumivelmente acumulada nos desvãos do comando da prefeitura.

 EXTINÇÃO

Fonte próxima do prefeito eleito Hildon Chaves deu a entender ontem, em contato com a coluna, que haverá extinção de órgãos da estrutura municipal. São órgãos inúteis que mesmo assim funcionavam com status de secretaria.

 AMEAÇA

Políticos rondonienses com os nervos à flor da pele diante da ameaça de uma suposta delação premiada de Ayres do Amaral. Seu longo tempo de trânsito livre na alta cúpula dos últimos governantes rondonienses com certeza faz dele uma fonte potencial para detonar esquemas de enriquecimento ilícito.

Quem conviveu próximo desse personagem garante que pelo menos na área de comunicação suas informações serão fundamentais para se fazer um pente fino na identificação de ralos que funcionaram e, supostamente, ainda funcionam para escoar o dinheiro público em favor dos barões da mídia.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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