Noticias

Divisão dos recursos do pré-sal é prioridade da CCJ da Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara vai retomar as discussões sobre a cessão onerosa para garantir que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que garante a divisão dos recursos do pré-sal com estados e municípios seja aprovada antes do próximo leilão do pré-sal, marcado para novembro. A pauta terá prioridade no colegiado já a partir de terça (24) ou quarta-feira (25). Afinal, mesmo depois de o Senado ter ajustado o texto para garantir uma divisão mais equilibrada desses recursos, os estados do Sul e Sudeste seguem pedindo uma fatia maior da verba que será arrecada com a exploração do petróleo.

“Uma PEC que está me preocupando e quero agilizar na semana que vem é a PEC 98, da cessão onerosa. Esse assunto foi muito debatido no Senado, mas quando saiu do Senado acabou sendo um pouco abafado. Mas a PEC precisa ser aprovada rapidamente por conta dos prazos”, afirmou nesta sexta-feira (20) o presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini. Ele explicou que, depois de a Câmara aprovar esta PEC, o governo ainda precisa enviar um projeto de lei regulamentando a divisão dos recursos do pré-sal. Por isso, para ter validade no leilão de 6 de novembro, o ideal era que a PEC precisa fosse promulgada até o próximo dia 15. Para isso, o assunto vai entrar como prioridade da pauta da CCJ na próxima terça ou quarta-feira, para que a comissão conclua os debates e a votação sobre o assunto na outra semana.

O governo espera arrecadar cerca de R$ 106 bilhões no próximo leilão do pré-sal, em novembro. E boa parte disso será distribuído com os estados e municípios. Desse montante, a União vai tirar R$ 30 bilhões para quitar uma dívida com a Petrobras e dividir o restante. De acordo com os critérios aprovados pelo Senado no fim de agosto, a União vai ficar com 67% desses recursos, os estados com 15%, os municípios com 15% e os estados produtores como o Rio de Janeiro com mais de 3%. Isso dá cerca de R$ 10,5 bilhões para serem divididos entre os estados e mais R$ 10,5 bilhões entre os municípios. É uma divisão que, ainda segundo o texto aprovado pelos senadores, deve ser feita de acordo com os critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O problema é que esses fundos tentam reduzir as desigualdades regionais e, por isso, preveem repasses maiores para os estados e os municípios do Norte e Nordeste – algo que está sendo questionado pelos estados do Sul e Sudeste. Francischini, que é do Paraná, já conversou com governadores do Sul e tem uma reunião agendada com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, para tratar do assunto, admitiu que há um movimento para mudar esse critério.

O próprio Francischini quer conversar com o relator da cessão onerosa na CCJ, cujo nome ainda não foi revelado pelo deputado, para analisar se é possível suprimir o FPE e o FPM do texto sem que a mudança obrigue a matéria a voltar para análise do Senado. “Passarei o fim de semana em estudo”, finalizou Francischini, que também vai discutir a questão da cessão onerosa com o presidente da Petrobras, Paulo Castello Branco, na próxima segunda-feira (23), antes de anunciar o relator e também pautar a matéria na CCJ da Câmara.

 

FONTE: CONGRESSO EM FOCO

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]