Justiça

DEU NO METROPÓLES: Aposentadoria de ministro do TCU provoca mudança na relatoria de processo que apura suposto nepotismo no gabinete de Coronel Chrisóstomo

Saída de Aroldo Cedraz do Tribunal de Contas da União ocorre enquanto tramita a Representação nº 022.518/2025-8, aberta após denúncia publicada pelo colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, sobre nomeações de familiares no gabinete do deputado federal de Rondônia.

A aposentadoria compulsória do ministro Aroldo Cedraz do Tribunal de Contas da União (TCU), formalizada por decreto publicado no Diário Oficial da União em 26 de fevereiro de 2026, altera a condução de um processo que apura supostas irregularidades envolvendo o deputado federal Coronel João Chrisóstomo de Moura (PL-RO), o Coronel Chrisóstomo. Cedraz era o relator da Representação nº 022.518/2025-8, instaurada para examinar nomeações e pagamentos a familiares no gabinete parlamentar do deputado na Câmara dos Deputados. 

Com a saída do ministro da Corte de Contas, o processo deixa de ter relatoria definida e deverá passar por redistribuição interna para designação de um novo ministro responsável pela condução dos autos. O procedimento tramita no TCU desde 2025 e tem como unidade técnica responsável a AudGestãoInovação. De acordo com registros processuais, o caso foi autuado naquele ano sob a classificação de representação, tendo como objeto a análise de “nomeações e remunerações de familiares do deputado Coronel Chrisóstomo no gabinete parlamentar”.

A abertura da apuração tem origem em denúncias tornadas públicas a partir de reportagens assinadas pelo colunista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, de Brasília. O material jornalístico detalhou a presença de familiares do parlamentar em cargos de assessoramento na Câmara dos Deputados.

Segundo o levantamento citado nas reportagens, o gabinete do deputado teria mantido em sua estrutura a companheira do parlamentar, uma cunhada e dois concunhados em funções de confiança. Os registros apontados indicavam que os pagamentos realizados pela Câmara dos Deputados a esses servidores ultrapassavam R$ 2,1 milhões em salários ao longo do período em que permaneceram vinculados ao gabinete.

Entre os nomes mencionados nas publicações estava Elizabeth Dias de Oliveira, companheira do deputado, que atuava como secretária parlamentar e teria recebido cerca de R$ 1,2 milhão desde 2020. Também foram citadas Naara Star de Oliveira Souza Dias, Gabriela Aparecida de Lima Oliveira e Luy Ferreira Sobral, todos nomeados para funções vinculadas ao gabinete parlamentar.

Após a repercussão do caso, a assessoria do deputado informou que os quatro servidores mencionados foram exonerados. Mesmo com as exonerações, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União apresentou representação solicitando a abertura de investigação para verificar a regularidade das nomeações e a eventual utilização indevida de recursos públicos.

Na manifestação encaminhada ao tribunal, o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, sustentou que a exoneração dos contratados não encerraria a necessidade de apuração sobre eventuais irregularidades. A representação pediu que o tribunal verificasse os registros de nomeação e remuneração, além da efetiva prestação de serviços pelos assessores nomeados.

O pedido resultou na autuação do processo nº 022.518/2025-8 no Tribunal de Contas da União. O procedimento foi distribuído ao ministro Aroldo Cedraz, que passou a atuar como relator responsável pela análise inicial da representação.

Conforme o sistema processual da Corte de Contas, o último andamento registrado ocorreu em 12 de novembro de 2025, quando foram juntados ao processo documentos classificados como elementos comprobatórios e evidências relacionados ao pessoal de gabinete do deputado federal.

A aposentadoria de Cedraz ocorre após quase duas décadas de atuação no Tribunal de Contas da União. O ministro assumiu o cargo em 2007, após renunciar ao mandato de deputado federal que exercia na Câmara dos Deputados. Antes disso, também ocupou o cargo de secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia entre 2000 e 2002.

O decreto que oficializou a aposentadoria foi assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União. Com a vacância do cargo, o TCU passa a ter uma vaga aberta entre seus nove ministros, cuja indicação depende de aprovação do Congresso Nacional.

Paralelamente às discussões sobre o preenchimento da vaga, processos que estavam sob relatoria de Cedraz passam por reorganização interna no tribunal. Entre eles está a representação que examina as nomeações no gabinete do deputado Coronel Chrisóstomo, cuja condução ficará sob responsabilidade de um novo relator a ser designado pelo Tribunal de Contas da União.

FONTE: RONDONIA DINAMICA  /  METROPÓLES

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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