Em Linhas Gerais

Desfecho assustador sinalizando para o caos eleitoral de 2018 – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.” RUY BARBOSA (1849/1923), jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador, nascido em Salvador (BA), foi um intelectual dos mais brilhantes no seu tempo, um dos organizadores da república e coautor da primeira Constituição da República, ao lado de Prudente de Moraes.

 SEM PROJETO

Ás vésperas de mais um ano eleitoral o brasileiro medianamente informado sobre as coisas da política, assustado com a desfaçatez de parte expressiva de seus homens públicos certamente ficou ainda mais preocupado com o que virá a partir das próximas eleições, diante do resultado do trágico julgamento encerrado no Tribunal Superior Eleitoral que inocentou a chapa Dilma/Temer mesmo diante do desfile de provas apresentadas pelo ministro relator Herman Benjamim em seu voto.

É que o resultado serve como um passaporte para novas campanhas eleitorais de baixo nível, com a utilização dos abusos do poder político e econômico, não só no âmbito federal, mas também no regional. E isso, como sempre acontece, beneficia exatamente os piores pretendentes, aqueles que não têm propostas para modificar a paupérrima realidade atual, bem como partidos sem projetos para recuperar o tempo perdido e levar progresso e avanço social para a grande maioria dos cidadãos.

 CAOS ELEITORAL

O desfecho do “maior julgamento” realizado pelo TSE ao longo de sua história é assustador em relação ao que poderá acontecer no pleito do próximo ano. Mais uma vez estarão na disputa (em nível estadual e nacional) partidos e candidatos lutando pela perpetuação no poder. Podemos testemunhar mais uma vez o caos eleitoral com o aumento da desesperança dos eleitores, diante de estratégias rasteiras e desprezível entre os partidos (e candidatos) concorrentes. O poder poderá até mudar cara, mas não de “donos” verdadeiros.

 IMPRENSA

Com essa ideia de que liberou geral ainda veremos por mais tempo esse cenário bolivariano, onde corruptos são legisladores e comandantes das máquinas políticas mais poderosas, crentes até de seu poder em calar a imprensa e comandar as instituições.

Os dirigentes dos mais importantes cargos públicos, sobretudo os de natureza político-eleitoral não gostam de imprensa livre, comprometida com seus deveres sociais. Afinal – pensam eles – essa imprensa sem rabo preso é muito perigosa pelo fato de abrir os olhos dos cidadãos-contribuintes-eleitores e fazer o povo pensar.

 CONVENIÊNCIAS

Eles podem usar todos os argumentos, mas não mudarão a percepção da maioria da população. Ao rejeitar o relatório de Herman Benjamin, os ministros Napoleão Maia, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira e Gilmar Mendes tomaram uma decisão baseada na conveniência, e não nos fatos.

Para esse velho jornalista (com quase meio século de profissão), o julgamento do TSE acabou numa desfaçatez com as esperanças da grande massa dos brasileiros. Mesmo com a rejeição – inexplicável, diga-se de passagem – de parte dos elementos levantados durante o processo, ainda sobravam elementos mais que suficientes para cassar a chapa, que teve sua campanha irrigada com dinheiro de corrupção. É quase difícil acreditar que homens certamente preparados, que juraram servir ao Brasil, não vissem evidência nenhuma de abuso de poder econômico, mesmo diante de revelações bizarras de coisas como “propina-poupança”, feitas pelo relator do processo.

 MAGISTRAIS

Se tudo isso aconteceu no planalto, o que não acontece e poderá acontecer na planície. O resultado do julgamento é um tiro na esperança que iria renascer com força entre os brasileiros de boa vontade. Afinal o julgamento revelou também a existência de homens magistrais nas cortes. O Brasil precisa mais do que nunca desses juízes de primeira linha, a começar pelas instâncias básicas. Gente como o juiz Sérgio Moro, do Paraná, gente como o relator do processo que terminou numa absurda absolvição da “ex-presidenta” e de Temer.

Benjamin não foi magistral apenas em expor, de forma técnica, os argumentos pela cassação da chapa. O relator ainda fez um trabalho notável ao desmontar a argumentação de seu principal antagonista no julgamento, o presidente da corte, Gilmar Mendes, usando textos do próprio Mendes.

 VERDADEIRA INTENÇÃO

Na verdade, o Gilmar Mendes de junho de 2017 discorda até mesmo do Gilmar Mendes de abril de 2017. E a explicação de Mendes pareceu estapafúrdia: a intenção de nunca foi cassar mandatos e sim apenas “aprender” sobre o funcionamento das campanhas no Brasil. Argumento totalmente bizarro, assim bizarro foi afirmar que a cassação de Temer bagunçaria o país.

Até parece motivações que no plano local mantém impunes muitos políticos chafurdados na corrupção, no enriquecimento ilícito. Ora, o caos seja no Brasil ou nos estados advém exatamente da impunidade e não da aplicação da Justiça, das penas previstas em lei.

 DE DOER

Estou praticamente decidido a encerrar de fato minha longa carreira no jornalismo assim que (espero, em Deus!) muito brevemente concluir o meu processo de aposentadoria. As explicações surreais para derrotarem o voto do magnífico relator desse processo encerrado no TSE me causa desânimo. Como não desanimar-se diante do comentário feito por um próprio ministro, com a aprovação do presidente da Câmara, ao considerar que o absolvição de Temer e Dilma foi justa: “Abuso de poder político existe em toda eleição, e por isso não seria razão suficiente para cassar uma chapa; e que, como bem se sabe que muitos candidatos e partidos estão sujos, punir apenas uns poucos seria injusto”.

 REAÇÃO

A decisão frustra a s expectativas da esmagadora maioria da população brasileira, e não é porque 90% desejem eleições diretas e tenham aderido ao Fora Temer. É porque há provas incontestáveis na delação da Odebrecht para justificar a cassação, mas a maioria dos ministros decidiu ignorá-las. Vamos ver a reação da sociedade.

 TRIBUNAL VALENTE

Pelo menos em termos do estado onde vivemos (Rondônia) ainda mantenho a esperança de ver nossos homens integrantes do Judiciário valentes no sentido de defender os reais interesses da população. Acredito que pela iniciativa dos membros das instituições de controle pertencentes ao Judiciário acabaremos assistindo o fortalecimento institucional que – claro – dará guarida à justiça capenga às vezes mantida para preservar “a governabilidade” exercida por homens contaminados pela corrupção.

A Justiça não pode ser valente apenas contra prefeitos e vereadores dos grotões enquanto mostra timidez em aplicar os rigores contra autoridades de coturno mais alto das instituições de alcance estadual.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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