Atualidades

Delator diz que pagou propina a presidente do Senado e três outros emedebistas por obras contra a seca

Jorge Valença, da Galvão Engenharia, afirma que repasses foram feitos em dinheiro vivo e doações oficiais a Eunício Oliveira
Em delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-superintendente regional da Galvão Engenharia Jorge Henrique Marques Valença afirmou que pagou ao menos R$ 1 milhão em “propina” ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), em troca da liberação de recursos em obras contra a seca. A delação também aponta que outros três emedebistas recebiam propina dessas obras: o senador Fernando Bezerra, o ex-deputado Henrique Alves e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Eunício atualmente é candidato à reeleição ao cargo de senador pelo Ceará.
No sábado, o GLOBO revelou que o ex-executivo da Galvão delatou ter feito repasses via caixa dois a Lúcio Gomes, irmão do presidenciável do PDT Ciro Gomes, em troca da liberação de recursos do governo cearense, comandado à época por Cid Gomes – eles negam as acusações. Agora, a delação atinge também os políticos do MDB. Neste caso, a delação apresenta maior riqueza de detalhes sobre os pagamentos em relação a Eunício. Procurados, todos os citados negam o recebimento de propina.

No seu relato, Jorge Valença não diz se chegou a estar pessoalmente com os políticos do MDB alguma vez, apontando que negociava com operadores que diziam falar em nome deles. O executivo, no entanto, anexou recibos de doações, que qualifica como “pagamentos de propina”, para o diretório nacional do PMDB, que tinha Eunício como tesoureiro.

O delator afirmou que recebeu a cobrança de propina por meio do empresário cearense Ênio Ellery, que seria o responsável por operar o esquema no Dnocs com ajuda de um sócio. Segundo Jorge Valença, os dois operadores “afirmavam que os valores arrecadados seriam partilhados num primeiro momento entre Eunício Oliveira, Henrique Alves [ex-deputado] e Geddel Vieira Lima [ex-ministro da Integração Nacional], na proporção de 1,66% para cada”, disse o delator. Ainda segundo Valença, os pagamentos eram feitos em dinheiro vivo aos dois empresários.

“Eles eram encarregados de fazer a repartição e entrega dos numerários recebidos para os políticos beneficiados”, disse na delação.

A sistemática de pagamento para Eunício mudou a partir de 2011, relata Valença. Naquele ano, ele diz ter sido procurado por um ex-assessor do senador, César Pinheiro, e foi informado de que os repasses deveriam passar a ser feitos por meio de doações oficiais. “O declarante sempre apresentava dificuldades para viabilizar pagamentos em espécie, de forma que César Pinheiro o orientava a reservar o valor devido para realizar os pagamentos de propina em forma de doação eleitoral no período de campanhas”.

O delator apresenta comprovantes de doações ao PMDB feitas entre 2012 e 2014 que, em suas palavras, foram “realizadas em benefício de Eunício Oliveira como forma de pagamento de propina”. Os repasses por meio de doações oficiais totalizaram R$ 1 milhão. O delator não apresentou um valor total das entregas em dinheiro vivo e citou ter pago, em espécie, ao menos R$ 50 mil destinados ao senador emedebista.

César Pinheiro, segundo o delator, era conhecido como “representante dos interesses e do grupo político de Eunício” e foi indicado por ele para comandar a Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará durante o governo de Cid Gomes (2007-2014). O Dnocs, segundo Valença, também era composto por indicados políticos de Eunício. Atualmente Pinheiro comanda a Companhia das Docas do Ceará.

Jorge Valença narra uma ocasião específica durante a campanha de 2010 em que a empresa não recebia os pagamentos da obra da Barragem Figueiredo e, quando foi cobrar a área financeira do Dnocs, foi orientado a procurar Pinheiro no diretório regional do PMDB.

“Cesar Pinheiro cobrou-lhe que regularizasse os pagamentos de propina devidos a Eunício”, afirmou o delator. Valença prossegue em seu relato: “Com a promessa de que o declarante regularizaria o débito tão logo recebesse suas medições, César Pinheiro ligou no mesmo momento para o tal Evaldo do financeiro do Dnocs e disse: ‘Evaldo, pode liberar a medição do rapaz’. Que depois, já no Dnocs, Evaldo disse ao declarante que ‘agora tudo bem, você já falou com o homem’, de forma que as medições retidas foram posteriormente liberadas”.

Outro episódio envolvendo pagamento a Eunício ocorreu quando Pinheiro era justamente secretário de Recursos Hídricos. Valença relata que precisou solicitar a Pinheiro a liberação de R$ 18 milhões devidos à Galvão Engenharia pela obra do Eixão das Águas, sob responsabilidade da pasta. O então secretário afirmou que os recursos só sairiam caso houvesse pagamento de R$ 2,5 milhões ao PMDB.

Segundo o relato de Valença, Cesar Pinheiro lhe afirmou na ocasião: “O Eunício me mata se ficar sabendo que eu autorizei um pagamento desse sem uma participação para nós. Não dá para passar um valor desses na minha secretaria sem nenhuma participação”.

O presidente do Senado já é alvo de inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de receber repasses via caixa dois da Hypermarcas e pagamentos ilícitos da Odebrecht em troca de benefícios no Congresso Nacional. A delação da Galvão Engenharia, caso comprovada pelos investigadores, mostra mais um possível ramo de atuação ilícita do emedebista.

O delator Jorge Valença afirmou ainda que, em 2011, quando o senador Fernando Bezerra assumiu o Ministério da Integração Nacional substituindo Geddel Vieira Lima, o novo ministro passou a ser o destinatário do percentual de propina. Valença relatou que foi procurado por um assessor de Bezerra, Iran Padilha, que reclamava que Ellery não estava repassando os valores combinados e passou a cuidar pessoalmente do assunto. “Iran Padilha a partir dali compareceria em pessoa, de forma mensal ou bimensal, em Fortaleza, encontrando o declarante no segundo andar do estabelecimento Empório do Pão, no shopping Pátio Dom Luís, onde o declarante lhe entregava o valor em espécie”, disse Valença.

Os repasses a Henrique Alves e Geddel, segundo o delator, eram operacionalizados por Ennio Ellery, todos em dinheiro vivo, mas Valença não forneceu detalhes sobre quanto foi efetivamente repassado a eles.

CITADOS NEGAM ACUSAÇÕES

Procurado, Eunício negou as acusações por meio de nota divulgada por sua assessoria de imprensa. “Muitas delações carecem de provas que as sustentem e várias estão sendo anuladas pela Justiça. O senador não conhece os delatores. As doações de empresas ao PMDB, feitas na forma da lei e quando isso tinha abrigo em nosso sistema político-partidário, estão todas declaradas ao TSE e aprovadas pela Justiça Eleitoral”, diz a nota.

César Pinheiro foi procurado por meio da Companhia Docas do Ceará, da qual é presidente, mas a assessoria de imprensa informou que ele estava de férias e que, por isso, não foi possível localizá-lo.

O advogado de Fernando Bezerra, André Callegari, afirmou que “a defsa não teve acesso ao inquérito, mas pode afirmar que o senador segue tranquilo e confiante na Justiça, pois todos esses inquéritos instaurados com base apenas na palavra do colaborador são meras ilações e serão arquivados, como já tem decidido reiteradamente o STF”.

O advogado de Henrique Alves, Marcelo Leal, disse que o cliente nega ter recebido qualquer vantagem indevida referente às obras do Dnocs. A defesa de Geddel Vieira Lima, o empresário Ennio Ellery e Iran Padilha não responderam até a publicação desta matéria.

A defesa de Iran Padilha afirmou que a acusação “não é verdadeira” e negou que ele tenha praticado “qualquer ato ilícito”.

FONTE: O GLOBO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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