Em Linhas Gerais

CPI DA CARNE: deputados estaduais deveriam focar o esforço investigativo na sonegação fiscal -por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Só percebemos que o paraíso era um paraíso, depois que dele fomos expulsos”. Herman Hesse (1877/1962), escritor alemão (Calw), naturalizado suíço. O autor de “O Lobo da Estepe” recebeu em 1946 o Prêmio Goethe e também o Nobel de Literatura.

LEÃO DESDENTADO

Quem acompanha o processo político nacional não tem dúvida de que o PT na Oposição a um eventual Governo de Temer, aliado ao PCdoB, ao PSOL e ao PDT não passará de um leão barulhento que ruge, mas não morde.  Esta base, isolada, não terá força suficiente para disputar a presidência da Câmara Federal em fevereiro de 2017. Se o PT for esmagado nas eleições municipais, poderá transformar-se em um partido menor do que é hoje e viver de ilusões.

NÃO TERÁ VOTOS

Muitos lulopetistas não pensaram ainda, mas o partido deles – o PT – poderá transformar-se em uma agremiação sem votos na Câmara para abrir uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito – contra um eventual governo chefiado por Temer. O PT corre o risco de ficar como o PSDB na oposição, articulando ações contra o governo, mas sem votos para concretizar a vontade política. O Governo do PT, influenciado por Lula e com Dilma Rousseff no primeiro mandato, chegou a contar com uma base parlamentar de 370 deputados.

BYE BYE DILMA

Dilma já começou a retirar seus objetos e documentos pessoais do gabinete no Planalto. Mesmo perdendo o cargo e o Poder, a (vá lá) presidente conservará algumas mordomias garantidas em lei, como um número excepcional de servidores à sua disposição e alguns carros. Está mandando tudo para o Palácio Alvorada, onde continuará residindo até o final do seu julgamento no Senado.

DICA QUENTE

Os deputados rondonienses poderiam ter um resultado muito melhor com a CPI da Carne, criada para investigar cartelização e manipulação de preços por parte de frigoríficos. Deveriam focar o esforço investigativo na sonegação fiscal que supostamente acontece no segmento, inclusive indo fundo na questão da renúncia fiscal.

O assunto tem tudo para render bastante, tanto assim que o próprio dono da JBS, Wesley Batista, será ouvido numa CPI em curso na Assembléia do Mato do Grosso. No estado vizinho os parlamentares estão convencidos de que “existe uma quadrilha especializada em fraudar o fisco”, agindo em favor de empresas importantes e consideradas acima de qualquer suspeita. A oitiva de Wesley está marcada para o próximo dia 10, em Cuiabá.

PRECEDENTE

É bom lembrar que lá nos Estados Unidos o mafioso Al Capone só foi para no xadrez quando pego em fraude fiscal. E olha que o FBI tinha certeza de que o “capo” da Máfia comandava o crime organizado no país ianque e nem assim conseguia prendê-lo.

SERÁ?

Que o Brasil se tornou um caso crônico de corrupção em todas as latitudes do Poder Público não é novidade para ninguém. E mesmo com esse novo tempo de combate à roubalheira, a malandragem não deixa de praticar mutretas, sempre acreditando na impunidade.

Um político apostava que se alguma autoridade isenta decidir fazer uma auditoria na folha salarial de servidores públicos do estado, vai encontrar até nome de falecidos que continuam recebendo a bufunfa. Segundo comentou, esses “fantasmas” provocam um rombo milionário nos desguarnecidos cofres públicos.

NA MIRA

Se até a Câmara Municipal continua na mira do Ministério Público pelo excesso vergonhoso da contratação de servidores comissionados, a ponto do presidente Jurandir Bengala (petista de carteirinha até recentemente) ter assinado um TAC para demitir pelo menos 50% dos comissionados que incham a folha, imagina se uma auditoria a nível do estado não irá encontrar aberrações ainda maiores…

APELO

Leitor da coluna que pediu para não ser identificado fez um dramático apelo às autoridades competentes. Disse ele: Pacientes rondonienses do TFD (Tratamento Fora de Domicílio) estão sem receber o valor da diária de ajuda de custo para hospedagem, afetados pela falta de repasse. O leitor não soube explicar a quanto tempo está acontecendo esse atraso para quem faz tratamento fora do estado.

CONTRIBUIÇÃO

Um senhor bate à porta de uma casa e assim que um homem abre ele diz: O senhor poderia contribuir com o Lar dos Idosos? É claro! Espere um pouco que eu vou buscar a minha sogra!

LAVA JATO

Até ontem a operação já apresentou 37 denúncias contra 179 pessoas acusadas de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa, tráfico de drogas, crimes contra o sistema financeiro, dentre outros. Das 37 acusações, o juiz Sérgio Moro já proferiu sentença em 18 ações penais, contabilizando 93 condenações cujas penas somadas chegam a 990 anos e sete meses de prisão.

NOVAS DENÚNCIAS

Hoje deverão estar na mídia detalhes de mais duas novas denúncias contra investigados sobre corrupção na Petrobras que avançou para outras áreas do governo federal. São as primeiras acusações formais desde que a Lava Jato avançou sobre o “departamento de propinas” da Odebrecht e sobre o ex-senador Gim Argello (PTB), preso preventivamente sob suspeita de receber R$ 5,3 milhões para evitar a convocação de empreiteiros nas CPIs que investigaram a Petrobras no Senado e no Congresso em 2014.

TRANSPORTE COLETIVO

Com o simples intuito de faturar eleitoralmente, o lamentável prefeito de Porto Velho decidiu impedir por horas o trânsito na avenida Calama, ao lado do Shopping, na manhã de ontem para “apresentar” os ônibus que aumentam a frota do Consórcio SIM. Mesmo assim o número de ônibus para atender o transporte coletivo de Porto Velho ainda continuará menor do que o volume de veículos disponível pelo consórcio anterior.

TEM TRUTA

A tal “solução emergencial” inventada pela gestão (??) Nazif não trouxe nenhuma novidade positiva para o setor. Com esse aumento na frota, o que vem por ai é o aumento da tarifa. Além disso, essa ação sinaliza a pretensão do prefeito de perenizar a exploração do transporte para tal SIM, deixando de cumprir a determinação de realizar concorrência pública de verdade (em caráter nacional) para suprir de vez essa deficiência.

O TCE está concluindo auditoria no segmento do transporte coletivo. Certamente conselheiros da instituição devem ter farejado que tem truta nesse negócio “emergencial”, numa operação muito manjada para acontecer em ano eleitoral. Será que vão deixar o prefeito Nazif prorrogar a tal “contratação emergencial”?

SUCESSÃO

O clima político permanece tranquilo, ao menos por enquanto. A impressão é que o momento é de reconhecimento de área e de observação. Prefeituráveis marcam presença discreta em eventos e logradouros públicos de maior movimentação. Até se esbarram, mas está tudo bem. Até quando é a questão.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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