Justiça

Congresso pode votar projetos sobre orçamento impositivo nesta terça

Fachada do Congresso Nacional. Brasilia, 26-10-2018Foto: Sérgio Lima/Poder 360

Textos enviados pelo Executivo propõem redivisão de verba de mais de R$ 30 bilhões que ficaria concentrada com deputado relator do Orçamento

O Congresso Nacional pode votar nesta terça-feira (10) projetos que vão regulamentar a execução de emendas impositivas de parlamentares e que são alvo de polêmica. Os projetos foram enviados pelo Executivo após o governo Bolsonaro vetar regra do Orçamento de 2020 que previa R$ 30,8 bilhões a serem executados sob orientação de comissões e do relator do Orçamento, o deputado Domingos Neto (PSD-CE).

O veto foi mantido pelo Congresso na semana passada, após os parlamentares fecharem um acordo com o governo para fazer uma nova divisão da verba.

A sessão conjunta de deputados e senadores está marcada para as 14h desta terça. Eles vão inicialmente analisar dez vetos presidenciais a outros temas para poder então liberar a pauta para os três projetos enviados pelo Executivo. Os textos precisam passar pela Comissão Mista de Orçamento antes de irem ao plenário.

A obrigatoriedade de o governo executar emendas de comissões e do relator foi aprovada pelo Congresso no ano passado. Essas emendas se juntam a outras também de execução obrigatória, que são as emendas individuais e de bancadas – para 2020, a previsão é que apenas essas emendas que já existiam antes custem mais de R$ 15 bilhões.

A nova regra que amplia as emendas foi vetada por Bolsonaro, dando início a um impasse com o Congresso. A tensão aumentou quando o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno, afirmou em um vídeo sem perceber que era gravado que o governo não pode ser “chantageado”. Além disso, o presidente Bolsonaro chamou a população para protestos no dia 15 em apoio a ele, gerando críticas da cúpula do Legislativo e do Judiciário.

Projetos

Os três projetos enviados pelo governo pretendem a redivisão dos R$ 30,8 bilhões. Pelo orçamento aprovado no ano passado, seriam R$ 30,1 bilhões nas mãos do relator e R$ 0,7 bilhão nas mãos de comissões. Não foram detalhados valores de como ficaria o montante caso os três projetos sejam aprovados.

Em um dos projetos, o PLN (Projeto de Lei do Congresso Nacional) de número 2, o Executivo lista uma série de impedimentos técnicos para execução dessas emendas, como a falta de comprovação pelos entes federados (estados, Distrito Federal ou municípios) da capacidade de colocar recursos próprios e manter serviços, como unidades de saúde.

O PLN 3 transforma R$ 9,6 bilhões em gastos discricionários do Executivo, ou seja, que o governo pode escolher executar ou não.

Já o PLN 4 prevê que, na execução de emendas, o relator-geral ou comissão do Congresso somente serão ouvidos pelo governo quando a iniciativa parlamentar reforçar despesa fixada pelo Executivo. Isso acontecerá apenas quando houver valor acrescentado. Por exemplo: em uma dotação original de R$ 100 mil elevada para R$ 120 mil, o relator-geral ou a comissão orientarão apenas sobre a execução dos R$ 20 mil extras.

FONTE: R7.COM

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]