Tempo Real

Congresso aprova Exame Revalida duas vezes por ano e beneficia rondonienses formados em medicina na Bolívia e outros países – Por Sérgio Pires

Médicos estrangeiros e brasileiros que se graduaram em outro país, fazem a segunda etapa da edição 2017 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

Alguns destaques importantes têm que ser registrados no encontro inédito desta quarta, em Brasília, entre membros da bancada federal e deputados estaduais, titulares e suplentes da CPI da Energisa. Afora a reunião inusitada, que por si só já mereceria uma citação especial, pode-se sublinhar o importante detalhe de que os parlamentares, tanto os estaduais quanto federais, perderam a paciência com a poderosa distribuidora de energia de Rondônia. O primeiro sintoma foi óbvio: todos os discursos foram eivados de duríssimas críticas à empresa e ao contrato que ela tem com o Estado. Nesse contexto, sobrou também para a Aneel, alvo de palavras nada positivas. O tom do primeiro discurso do relator da CPI, Jair Montes, deixou clara a insatisfação dos representantes rondonienses. “Em Rondônia, há muitas pessoas que têm que escolher: ou comem ou pagam sua conta de energia”. Outro que não poupou críticas foi Mauro Nazif. Foi ele, aliás, que recentemente espalhou out doors pela Capital, com q frase ‘Fora Energisa”! A eles seguiram-se pronunciamentos de praticamente todos os parlamentares.  Dos federais, Mariana Carvalho, Jaqueline Cassol e Silvia Cristina, da ala feminina, bateram duro, sem piedade, tanto na empresa quanto na falta de fiscalização. O Coronel Chrisóstomo e Expedito Netto também subiram o tom. O líder Lúcio Mosquini, que foi quem planejou o encontro e o comandou, tinha um discurso menos agressivo e inclusive apresentou sugestões que pudessem melhorar os serviços da Energisa e a fiscalização pela Aneel, mas não eximiu a empresa ou q Aneel de culpa. No geral, nunca diminuíram. Pelo contrário. Já entre os representantes estaduais, ficou claro que a paciência com a distribuidora acabou. Edson Martins, Marcelo Cruz, Anderson Pereira, Ismael Crispim e deputado Fúria fizeram pronunciamentos muito duros, cheios de cobranças, exigindo que q Energisa trate o consumidor rondonienses com respeito. A mais forte medida, contudo, foi anunciada pelo presidente da CPI, o deputado Alex Redano. Ele avisou que, na próxima semana, apresentará projeto de lei na Assembleia Legislativa, exigindo a extinção do contrato da Energisa com o Estado de Rondônia.

Nova reunião entre a bancada federal e os deputados estaduais rondonienses está agendada para o dezembro próximo, em data ainda a ser definida. Na pauta, é lógico, a crise da Energisa, que parece não ter fim. Espera-se que, em nosso Estado, os três senadores, ausentes nessa quarta, possam, enfim, comparecer. Confúcio Moura foi operado e avisou eu não poderia participar; Marcos Rogério e Acir Gurgacz tinham outros compromissos agendados. A CPI tem agendadas ainda mais três reuniões. Uma será em Guajará Mirim nesta sexta, dia 20. Outras duas ocorrerão em Rolim de Moura, na segunda, dia 2, pela manhã e no mesmo dia, à tarde, em Ariquemes.  Não há perspectiva, ao menos por enquanto, eu a crise da Energisa um dia chegará ao fim!

ANEEL TAMBÉM OUVIU POUCAS E BOAS

A audiência no Anexo II da Câmara Federal, durou mais de três horas. Na fase inicial, o diretor da Aneel, Efrain Pereira da Cruz fez uma explanação sobre questões relacionadas com contrato com a Energisa, incluindo o que não está sendo cumprido. A partir dali e durante praticamente todo o encontro, Efrain, um técnico muito respeitado, que inclusive atuou em Rondônia durante 16 anos, na Eletrobras, ouviu duríssimas críticas, principalmente a de que a Agência tem sido omissa na fiscalização das falhas da Energisa. No final, pode responder a algumas das críticas, mas mesmo assim foi novamente contestado, principalmente pelos deputados Léo Moraes e Mauro Nazif. No final, o representante da Aneel disse que acredita no diálogo e na solução dos problemas. O que se quer, disse Efrain, é que Rondônia tenha uma energia de qualidade e com preço justo. Não se sabe ainda como e quando esse sonho se tornará realidade.

NÃO TEM FIM O CASO DAS GRAVAÇÕES

O caso continua fervilhando. As gravações envolvendo autoridades, tanto da Polícia Civil como, agora, também do Ministério Público, tomaram conta das redes sociais. Já entramos no segundo mês em que o escândalo estourou e, praticamente todos os dias aparece um áudio novo, alguns deles acompanhados de vídeos, mostrando personagens muito conhecidos do nosso sistema de segurança, que deveria ser apenas de combate ao crime. O assunto passou a dominar as rodas de conversas em praticamente todos os órgãos públicos, em todos os poderes; nos cochichos dos corredores e nas salas trancadas, onde as informações verdadeiras e as Fake News têm terreno fértil para se espalharem. Num grupo de políticos em Brasília, dias atrás, personagem conhecido comentava que o número de gravações que ainda virá a público, é inacreditável. Seria algo em torno de 1.600 áudios e vídeos, no total. O personagem garantiu que o número é verdadeiro, mesmo ante o descrédito de outros comensais. Será mesmo que a extensão do caso chegaria que essa informação retrata a verdade?

LÉO JÁ PENSA EM…2022

Se a eleição fosse hoje e não em outubro de 2020, como será, o futuro do jovem deputado federal Léo Moraes estaria definido. Ele seria sim candidato. Não à Prefeitura, mas sim à reeleição, em 2022. Isso mesmo! Apesar de ser considerado um nome fortíssimo para disputar a sucessão municipal em Porto Velho (alguns dos seus eleitores acham que ele seria imbatível) Léo diz não ao projeto. Sempre se acreditando a hipótese de que ele não concorra no ano que vem, ele provavelmente apoiaria o nome do jovem Guto Pellucio, para ser o candidato do Podemos à sucessão de Hildon Chaves. Há ainda um longo caminho a ser percorrido, porque haverá muitas mudanças, muitas lideranças novas, muitos projetos que recém estão começando, no caminho da eleição municipal de 2020.  Mas é sempre bom se ter um pé atrás. Uma decisão política tomada um ano antes das urnas, tem muito tempo para ser alterada. Vamos esperar para ver…

AVANTE VIRÁ COM BRENO MENDES?

Por falar na disputa municipal, o número de candidatos cresce cada vez mais. A relação  Hildon Chaves, Mauro Nazif (que volta à relação dos pré candidatos, com a possível saída  de Léo Moraes); Vinicius Miguel, um nome do MDB, ainda não definido e um petista, também ainda  um incógnita. Claro que há mitos outros pretendentes, mas com chances reais, são realmente poucos. Surge agora o nome do advogado Breno Mendes, que está sendo preparado pelo  Avante, partido liderado pelo deputado Jair Montes, para ser o nome para 2020. Advogado criminalista, Breno Mendes começou a se notabilizar quando conseguiu com que o empresário Mário Calixto, então dono do jornal mais poderoso de Rondônia durante longos anos, o Estadão do Norte, condenado e procurado pela Justiça, fosse considerado como perseguido político no Brasil e recebesse status de exilado na Bolívia. No início do governo de Hildon Chaves, ele foi chefe de gabinete. Ficou poucos meses no cargo. Agora, atuando como   advogado de consumidores que se consideram explorados pela Energisa, Breno já busca espaço, para entrar na briga, no ano que vem.

MOSQUINI COMEMORA O REVALIDA

Quase dez da noite da terça-feira, horário de Brasília e o deputado Lúcio Mosquini, líder da bancada  federal no Congresso, não conseguia esconder sua alegria, com a aprovação da PEC que autoriza a realização de exames Revalida, para médicos brasileiros formados no exterior, duas vezes ao ano. Foi uma das grandes lutas do parlamentar, junto com colegas seus de Congresso, como a deputada Jaqueline Cassol e o deputado Léo Moraes. Num vídeo postado nas redes sociais poucos minutos depois da votação, Mosquini anunciq a boa nova. “A você que estuda Medicina fora do Brasil, tenho grande notícia: aprovamos a Lei do Revalida”. O deputado deu detalhes: “o exame, na segunda etapa, poderá ser executado por Universidades públicas ou privadas e o custo da prova será de aproximadamente 300 reais”. No vídeo, Mosquini dá ainda outros detalhes aos que pretendem realizar o exame. Milhares de estudantes e médicos  formados no exterior terão agora oportunidade dupla, no ano, a partir de agora, para conseguirem se tornar aptos a clinicar no Brasil. O Conselho Federal de Medicina é contra a nova lei, principalmente em relação ao item que autoriza que universidades particulares façam as provas. O assunto ainda vai render, mas a verdade é que Mosquini e tantos outros parlamentares que lutaram pela causa, agora estão comemorando o sucesso da iniciativa.

ELE MERECEU A LONGA E DIGNA VIDA QUE TEVE

A morte de Euro Tourinho continua sendo um assunto de grande tristeza para todos os rondonienses que o conheceram ou que conheceram sua história. Ele era um homem quase centenário, com histórias de lutas vencidas, de obstáculos superados, de bom humor, apaixonado pela boa música, que frequentou bares até quase o final da vida e que, aos 97 anos, ainda tinha uma lucidez inacreditável.  Euro Tourinho mereceu cada dia da longa vida que teve. Mereceu sua grande e querida família. Mereceu suas centenas e centenas de amigos, espalhados por todos os recantos por onde passava. Euro mereceu viver nesta terra de Rondon, a terra que amou durante toda a sua vida. E nós, que tivemos a sorte de conviver com esse personagem inesquecível da nossa História, certamente o merecemos. Ele deixou um pouquinho dele em cada um de nós. Com ele compartilhamos a vida, pelo exemplo que espalhou. Fará muita, muita, mas muita falta, o velho guerreiro Euro Tourinho!

PERGUNTINHA

Há alguma explicação razoável para que o Detran rondoniense implantar a placa caça níquel do Mercosul um mês antes do que o restante do país?

 

AUTOR: SÉRGIO PIRES –  COLUNA OPINIÃO DE PRIMEIRA –  JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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