Em Linhas Gerais

Confúcio e Mauro: Não dá para compreender tanta docilidade de nossos deputados, vereadores e até mesmo do MP e do TCE-por Gessi Taborda

É MELHOR REZAR

apagão-2Uma nova semana e outra vez o começo foi marcado pelo drama real, no domingo, de mais apagão que deixou moradores de Rondônia por horas a fio sem energia. Essa é uma situação de descalabro, praxe cada vez mais frequente, nos sábados e domingos. Um sinal claro que os rondonienses continuam sendo tratados como cidadãos de categoria inferior, a quem se nega informações sobre a lambança, sem que alguém seja punido por isso.

A situação verificada no domingo pela fornecedora de energia é repetida sempre é repetida sempre. E esse pânico não motiva as autoridades locais (governantes, deputados, autoridades do judiciário e da defesa do consumidor) a agir e evitar que cada vez essa prática nefanda se torne pior. Há, pelo visto, um complô das autoridades locais contra os cidadãos-contribuintes-eleitores. Ainda estamos naquela situação de que o melhor é rezar.

É DO BARALHO

apagão-2Se a própria Eletrobrás, em sua nota distribuída à mídia, diz não saber o que provocou o apagão do domingo, que começou por volta das 14 horas (e atingiu até o AC), imaginemos nós, pobres consumidores. Tá mais do que claro: com esse pessoal da agência reguladora, com esse governo e esses políticos, vamos “sifu” e nada mais.

NOÇÃO DA REALIDADE

ConfucioMauro1Nem levaremos em consideração a realidade do mercado financeiro, da economia real e do estrago provocado pela perda do grau de investimento do nosso sofrido estado de Rondônia. É lícito alertar a população para o aprofundamento das incertezas do futuro próximo e médio, por culpa pelas mazelas que Confúcio Moura (o governador cassado) e Mauro Nazif (o sofrível prefeito de Porto Velho). Certamente o dia a dia das pessoas piorará – e muito.

A maneira como agem esses senhores que comandam a gestão do estado e da prefeitura é como se não tivessem noção da realidade, ou fingisse não tê-la. Todavia, tudo leva a crer que a recessão vai e agravar. Não dá para compreender os motivos de tanta docilidade de nossos deputados, vereadores e até mesmo de nossos membros do MP e do TCE.

DESEMPREGO

ConfucioMauro1Outra vez a coluna alerta para o que virá. A combinação perversa de retração econômica com inflação em alta levará o desemprego às alturas, assim como a dificuldade dos trabalhadores de honrarem dívidas. E nem Confúcio e nem Nazif demonstram disposição para fazer alguma coisa, para minorar os efeitos da retração.

Aliás, nesse momento vozes agourentas dos governantes começam a falar da redução de salários, mesmo com a demissão de um grande número de comissionados.

A economia rondoniense está deprimida. A presença de Nazif (no comando da Capital) e de Confúcio (o governador cassado) na vida pública rondoniense é sinônimo de anos perdidos, admitem especialistas.

REFLEXO NA SAÚDE

ConfucioMauro1Riquezas individuais e de família estão sendo destruídas. Estão se perdendo planos de saúde, escola particular para os filhos e se sacrificando muitas outras despesas, como a de lazer, de cultura, etc.

“O quadro é tão complicado, que o movimento nas emergências dos hospitais caiu 20%, em média, desde o início do ano”, diz um diretor de um dos principais hospitais da rede particular de Porto Velho. “E não foi porque as pessoas estão com saúde melhor. Elas perderam o plano de saúde, seja porque ficaram desempregadas, seja porque não conseguiram mais pagar as mensalidades”, acrescenta.

ÓLEO DE PEROBA

 NatanDifícil compreender se esse á um caso de esquizofrenia ou se tudo não passa da comprovação de que com o uso do óleo de peroba o condenado Natan Donadon pretende voltar ao convívio da sociedade de Vilhena, como se os tempos em que passou preso na “Papuda” em Brasília, serão perfeitamente assimilados como algo que, entre outras coisas, não provocou vergonha a Rondônia no cenário nacional. É muita cara-de-pau.

OLHO NELE

NatanOntem, ao anunciar o retorno àquela cidade do Cone Sul, o condenado fez uma revelação no mínimo preocupante: pretende dar continuidade – diz ele – ao trabalho que vinha fazendo quando ainda estava ocupando cargos políticos. É melhor o povo rezar e as autoridades ficarem de olho no homem que provocou um rombo miliardário na Assembleia. Pobre Rondônia que tem dificuldades para se livrar até mesmo de corruptos condenados.

DESEJO CAMUFLADO

PTTEm nível nacional, a análise política corrobora a opinião da coluna de que o PT dificilmente vai sobreviver à tsunami de Dilma Roussef no comando do Planalto.

Lula e seu entorno perderam completamente qualquer expectativa em relação a Dilma e seu governo. E acham mais: sua continuidade será um abraço de afogado em Lula e no PT. Melhor seria ela sair logo. A possibilidade de um impeachment, com todo o ritual desgastante de autorização pela Câmara de Deputados para julgamento pelo Senado, seria descarnar Dilma e o PT e inviabilizar qualquer projeção de Lula para 2018. Esse foi o cerne dos comentários publicados na mídia no dia de ontem.

PSÍQUICAS

NatanAinda ontem recebi de boas fontes de Vilhena a confirmação de em parte do eleitorado de Vilhena há um entusiasmo com o anunciado retorno de Natan Donadon. Se isso for verdade, o cenário vilhenense deve justificar um estudo científico do estranho funcionamento da psique coletiva naquela região do estado. Só faltava o condenado por corrupção ser recebido com banda de música.

INEXPLICADO

apagão-2Até a coluna recebeu a informação, diretamente da gerência de imprensa da falida Petrobrás. Murilo Ferreira, presidente do seu Conselho de Administração, comunicou hoje sua licença desse colegiado até 30 de novembro de 2015. Faltou explicar os motivos. Em se tratando dessa estatal, tudo é motivo para desconfianças.

PREPARADO

ConfucioMauro1Goste ou não, a crise vai provocar recessão em Rondônia também. Aliás, para alguns economistas ela já está aqui. O governo estadual e os prefeitos prometem cortes radicais nas despesas para o próximo ano. Especialmente na folha de servidores sem estabilidade.

Mas esse assustador ainda está longe de Poderes como Legislativos e Judiciário. A arrecadação que se imagina garantida pelo governo no ano próximo vai dar para cumprir a meta orçamentária dos poderes constituídos.

Mesmo assim, diz uma fonte, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Maurão de Carvalho, já estuda cortes nas despesas do Legislativo. Seu exemplo, dizem, deve ser seguido pelas câmaras municipais.

SONEGAÇÃO

ConfucioMauro1A crise deverá ser a motivação principal para a formação de uma força tarefa para “caçar” grandes contribuintes do estado suspeitos de sonegação. O assunto vem sendo tratado em gabinetes fechados, mas uma fonte disse que, o alvo são os empresários que reduziram os valores pagos de ICMS nos últimos meses, sem “justificativas plausíveis”.

PENSAMENTO DO DIA

Seja forte, seja confiante em si mesmo, tenha pensamento positivo. Dias melhores virão, se não for hoje ou amanhã, será depois, mas chegará, confie em Deus, ele não faz nada em vão.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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