Em Linhas Gerais

Como ser otimista nesse país das bruzundangas – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO
“Eu não sinto obrigado a acreditar que o mesmo Deus que nos dotou de senso, razão, e intelecto pretendeu que renunciássemos ao uso deles.” GALILEO GALILEI (1564/1642), astrônomo, físico e matemático italiano, descobridor da lei dos corpos, do princípio da inércia e do conceito de referência inercial. Também foi ele quem desenvolveu a balança hidrostática, o compasso geométrico e o relógio de pêndulo. Esse italiano é considerado o pai da ciência moderna.

A PRÓPRIA PELE
Se a Câmara Municipal tivesse vereadores mais capazes, com melhor formação política e consciência de seu verdadeiro papel no processo de recuperação econômica da capital rondoniense, inclusive olhando pelo viés social e político, certamente o tema da concessão ou não de quinquênios (pagos pelos contribuintes) aos servidores municipais como um adicional que custa milhões de reais aos cofres do município não teria ganhado a dimensão do momento, a ponto de alimentar um movimento da edilidade na tentativa de anular a sessão em que os próprios vereadores aprovaram a lei extinguindo essa antiga prebenda que não dá para ser mantida agora nesse cenário de crise.
É ridículo escutar essa conversa de que os vereadores aprovaram a lei extinguindo a concessão de futuros quinquênios sem saber exatamente o que estavam fazendo. Na verdade, os vereadores não são ingênuos desse jeito. Estão se fazendo de vítimas agora com a ideia de que só assim salvarão suas próprias peles.

FROUXIDÃO
Sem ter liderança de fato e condições de explicar cabalmente seus atos, boa parte dos vereadores estão sucumbindo ao jogo de manipulação urdido no meio de um sindicato controlado (ainda) pela filosofia petralha com a frouxidão peculiar de um grupo de político capaz de qualquer coisa para salvar a própria pele, mesmo que para isso tenha de afundar ainda mais o erário e desestabilizar a autoridade escolhida pelo povo para arrancar Porto Velho do fracasso, desarticulando os interesses paroquiais nascidos num sistema marcado pela corrupção de todos os lados.
Ora, criar prebendas pagas com o sacrifício do contribuinte (esse sim, sempre desrespeitado) é sim uma marota espécie de corrupção que colocou em maus lençóis todos os moradores que pagam os impostos para manter algo incapaz de ser suportado pelos combalidos cofres de uma cidade onde a arrecadação vem se reduzindo ao longo dos últimos anos.

OPINIÃO POPULAR
Na tática urdida nos corredores do sindicalismo dominado pelas práticas petralhas é perfeitamente compreensível atacar de forma soez o prefeito disposto a corrigir as idiossincrasias do passado, calcado que está no enorme apoio popular desse princípio de gestão.
As explicações do prefeito não são escamoteadoras, como tenta fazer crer os arautos da oposição radical. E quem assiste de fora o esforço ciclópico de Hildon para colocar a gestão da cidade no bom caminho manifesta sua opinião considerando positiva a iniciativa do burgomestre portovelhense.
Certamente os vereadores acuados pelas aleivosias de um grupo interessado em manter as coisas como sempre estiveram não têm como desmentir afirmações de gente do povo com mais massa encefálica do que aqueles premiados nas urnas.

INCOMPATÍVEL
O contribuinte Gilvan Ramos – ao contrário dos vereadores vivendo o dilema do cagaço – diz alto e bom com que a extinção dos quinquênios deveria ter acontecido antes.
“Quinquênio, anuênio, adicional de tempo de serviço, licença-prêmio, gratificação de incorporação de cargo comissionado ou função gratificada, todas essas benesses são insustentáveis”, disse para continuar: “É igual auxílio-moradia, férias de 60 dias, 14º salário, verba de gabinete, só defende quem recebe”. É, como disse Gilvan, incompatível pois são benefícios insustentáveis.

BANDEIRA
Na verdade o que está em jogo entre a classe política e a sindical não é um discussão em torno do que pode acontecer na realidade da economia do município.
O assunto está sendo transformado numa bandeira utilizada para colocar em xeque o prefeito, na esperança de minar o apoio popular devotado a ele nesse trabalho fazer uma limpeza profunda nas nuvens acumuladas pelos gestores antecedentes convertidas no quadro adverso de uma prefeitura que sofreu com desvios de milhões e a criação de benesses insustentáveis ao longo do tempo.
O prefeito tem de enfrentar inteligentemente essa teoria da conspiração, especialmente quando passa a ser assimilada por parte de uma edilidade insensível às consciências mais despertas desse município.

VAI ANDAR
O transporte coletivo de Porto Velho ainda é motivo de grande preocupação, especialmente para aqueles com a responsabilidade de torna-lo legal. O consórcio inventado na gestão anterior, batizado de SIM, está operando numa penumbra de ilegalidade, pois ainda se escora numa “contratação emergencial” que, como se sabe, está vencida.
E mesmo caduca, o tal consórcio (uma união de investidor local com uma empresa do Amapá) age sem levar em consideração os desdobramentos de uma investigação sobre o imbróglio feita pelo TCE.
O trabalho de auditagem do TCE já terminou. O relatório mostra que a gestão anterior cometeu erros para fechar o tal contrato formando o SIM. O processo está caminhando e certamente o novo prefeito deverá procurar uma solução de longo prazo para o segmento do transporte urbano.

IMPOSTOS
Segundo consta, a gestão atual ultima levantamentos sobre o montante de impostos devidos pelo SIM para instruir a ação de cobrança. Diante dessa situação, dificilmente os irmãos siameses desse tipo de monopólio que explora o transporte urbano vai continuar como permissionários. Até agora o novo prefeito não anunciou as medidas em gestão para corrigir domar mais esse dragão recebido como herança da gestão anterior.

TÍPICA
Dia desses a coluna abordou assunto similar em relação à Associação Rondoniense dos Municípios (Arom), presidida por alguém sem mandato de prefeito. Essa típica solução dos políticos rondonienses também foi a escolhida pelos vereadores do estado.
A entidade representativa dos vereadores rondonienses é presidida nesse ano por Jairo Benetti. Ele já foi vereador e até presidente da Câmara de Rolim de Moura mas está sem mandato. Não se sabe como Benetti consegue manter seu prestígio entre os atuais vereadores do estado. Certamente não é por ser irmão de Milleni Mota que foi prefeita de Rolim por mais de um mandato e que hoje está na lista de condenados pela Justiça rondoniense em ação de improbidade administrativa.

DENÚNCIA
Quem visita a orla do Rio Madeira onde se localiza o histórico complexo da Madeira Mamoré não tem como evitar a tristeza com a degradação do local, mesmo após o antigo prefeito petista Roberto Sobrinho ter gasto ali (como informava a propaganda oficial) mais de 19 milhões de reais (verbas compensatórias do complexo hidrelétrico do Madeira) “na reforma” do lugar.
O deck de madeira na orla do rio foi totalmente erodido e em seu lugar ficou o perigoso esqueleto de madeira coberto de pregos, como uma ameaça anunciada de possível tragédia humana.
E até agora, pelo que sabe o Ministério Público e os demais órgãos da fiscalização externa, não responsabilizou ninguém pela enorme desfaçatez e pelo sumiço dos milhões… Será que ninguém vai ser responsabilizado por tamanha pouca vergonha???

FUNDO DO POÇO
Como ser otimista nesse país das bruzundangas? A Comissão de Constituição e Justiça do Senado ouvirá Alexandre de Moraes, indicado pelo presidente Michel Temer para o Supremo Tribunal Federal. O presidente da CCJ é Édison Lobão. E, dos seus 13 integrantes, dez respondem a processo no STF. E são eles que ouvirão um candidato a ministro do tribunal em que estão sendo processados. E nós, rondonienses, em outras circunstâncias, deveríamos até aplaudir. Afinal, o rondoniense mais cacifado na nossa política, Valdir Raupp, está lá também.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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