Em Linhas Gerais

Com a recusa da mesa do senado em acatar Decisão de Ministro do STF, fica realmente difícil acreditar nas instituições desse nosso país

FILOSOFANDO

“O Brasil vai sair da barbárie para a decadência sem conhecer a civilização.” CLAUDE LEVY-STRAUSS (1908/2009), antropólogo, professor e filósofo belga, considerado fundador da antropologia estruturalista.

 A PROPÓSITO

A propósito da decisão de senadores, após passarem horas e horas de reunião no dia de ontem, em não aceitar a decisão do afastamento de Renan Calheiros, fica realmente difícil acreditar nas instituições desse nosso país.

No caso desse mais que sexagenário colunista, não há outro sentimento: o Brasil é uma m* política. Ninguém parece conhecer os fundamentos constitucionais: Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário.

Estou decepcionado.

O Brasil virou uma esbórnia política. Todos são culpados e inocentes. Todos são políticos devotados para servir ao país que tem 15 milhões de desempregados. Então Renan fica exatamente onde estava, se lixando para a decisão de seu afastamento.

A ordem constitucional é uma coisa corporativista, cada um tratando de seu salário, cada um cuidando de seu pirão. Ninguém está preocupado com o bem-estar da população, de todos nós que trabalhamos cerca de cinco meses apenas para pagar impostos. Esbórnia constitucional.

 CABIDE

Se a austeridade na gestão do município for o alvo da nova gestão, Hildon Chaves terá de começar os cortes de pessoal pelo próprio gabinete. Essa é a opinião de uma fonte qualificada da coluna. Segundo ela o gabinete do (ainda) prefeito Mauro Nazif funciona como uma espécie de cabide de emprego que, segundo consta, supera em termos de pessoal até o a Casa Civil do governo de São Paulo.

Fonte próxima do futuro prefeito tucano acredita no corte de mais de 50% dos chamados cargos de confiança. Se não forem eliminados de imediato, tais cargos (todos de livre preenchimento) ficarão vagos até uma reestruturação administrativa da prefeitura.

 FEUDOS

O prefeito HIldon Chaves, disse outra fonte, deverá ser devidamente informado de que algumas secretarias municipais estão entre os maiores cabides de emprego da prefeitura. Isso porque tais pastas foram transformadas há anos em verdadeiros feudos de vereadores e partidos, como é o caso notoriamente conhecido da Semtran, onde quem dava as cartas eram donos de empresas de ônibus ou vereadores ligados ao segmento dos taxis.

Além de ser reduto de afilhados políticos, ela se transformou na indústria da multa com a ferramenta dos fiscais de trânsito, incentivados para multar sem dó e nem piedade.

 PROLIFERAÇÃO

Os cabides de empregos na prefeitura proliferam pelos mais diversos segmentos. HIldon vai precisar dar uma atenção especial ao que acontece na Emdur, empresa controlada pelo município, onde segundo consta tem mais gente lotada na burocracia do que na prestação de serviços à coletividade.

A Emdur ganhou notoriedade no tempo em que o PT governou a cidade quando foi apontada como tentáculo de destaque na corrupção que levou seu presidente (que era vereador licenciado) a ser preso numa operação policial de combate à roubalheira.

 ORÇAMENTO

Os deputados estaduais começaram a discutir no âmbito das comissões fixas da Assembleia o orçamento do estado para o próximo ano. A peça em discussão, de acordo com quem é da área econômica, não está de conformidade com a realidade presumível para o próximo ano. Um economista consultado pela coluna garante que a Secretaria de Finanças do governo rondoniense terá de adotar medidas extremas para o enfrentamento da crise financeira que certamente será aprofundada em 2017.

 CENÁRIO DESOLADOR

Basta uma rápida observação no número de prédios comerciais fechados no centro de Porto Velho ou uma simples constatação de que esse cenário se repete, por exemplo, no único shopping da cidade para prever que no próximo ano o cenário será possivelmente mais desolador do que agora, nessa época das festas natalinas.

Empresas de vários setores que estão fazendo de tudo para resistir à crise já preparam novas demissões para o início de 2017, como meio de se adaptarem à recessão mais prolongada sinalizada pelos índices econômicos.

Até agora ninguém sabe como o governo estadual pretende reagir para amenizar esse cenário de desolação.

 ESPECULAÇÃO

Começa a serem pautados na tal mídia amestrada temas surreais sobre a disputa do governo do estado em 2018, tendo como protagonistas os raposas felpudas da política tupiniquim. Essa mídia começa a tascar nas suas mensagens costuras sobre um suposto loteamento desses caciques, determinando quem vai para o governo e quem vai para o senado.

 APREENSÃO

O cidadão-contribuinte-eleitor precisa estar atento a essas especulações para não ser guiado a novas armadilhas que pretendem inviabilizar mudanças pelas quais a maioria do povo espera ansiosamente. Na verdade, o mundo político rondoniense vive hoje um momento de apreensão por temer que as delações da Odebrecht comprometa boa parte desses caciques, suspeitos de receber recursos ilegais para suas campanhas e para o enriquecimento ilícito.

 PROBLEMAS

Antes de assumir o mandato em janeiro, os vereadores eleitos ou reeleitos têm o desafio de ter as contas de campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral. Diversos vereadores eleitos para mais um mandato estão tendo problemas para ter as contas aprovadas.

BARRA PESADA

O Tribunal de Contas do Estado emitiu, segundo fonte, parecer pela rejeição das contas de vários outros parlamentares reeleitos, que aguardam a decisão da Justiça Eleitoral. Entre as irregularidades mais comuns apontadas pelo MPE estão inconsistência na declaração das despesas e receitas, gastos não declarados e despesas realizadas em data anterior à data inicial de entrega da prestação de contas parcial, mas não informados à época.

MENTIRA

Especializada em fabricar e distribuir factoides da lamentável gestão (??) de Mauro Nazif, a Comdecom da prefeitura enviou ontem aos jornalistas mais uma de suas pérolas. Desta vez para vender a mentira de que a prefeitura tem executado ações para assegurar segurança no trânsito. Pura conversa fiada.

SÍNTESE DO ABANDONO

A maioria das faixas de pedestres estão desbotadas. As lombadas não são pintadas com tinta reflexiva, a sinalização ajuda a travar o trânsito e é colocada sem nenhum critério.

A Semtran portovelhense é uma piada de mau gosto. Serve apenas como uma ferramenta para fabricar multas e um cabide de emprego para cupinchas do prefeito que agora, quando está de saída, escorraçado que foi pelo povo, faz tudo para mascarar com factoides a realidade dessa capital síntese de sua incompetência.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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