Em Linhas Gerais

Com o comando do clã da deputada Mariana tucanos devem voar baixo – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Temos um certo desprezo pela Constituição Federal.” MICHEL TEMER (1940), é o presidente brasileiro. A frase foi utilizada num discurso onde Temer destacou o desconhecimento dos brasileiros sobre a legislação vigente.

INTOCÁVEL

Na próxima quinta feira o Supremo julgará o recurso do senador Ivo Cassol contra a condenação sofrida por ele no próprio STF com pena de prisão que nunca foi cumprida. Ivo fala do assunto com o tradicional sofisma de que “confia na Justiça” para demonstrar sua inocência. Mas há quem pense o contrário, apostando o mais poderoso e intocável político rondoniense sofrerá o seu primeiro grande revés. Pode ser que dessa vez o dia 7 seja realmente o dia D de Ivo Cassol. Até lá ele continuará garantindo que é candidato a retornar ao governo rondoniense.

SNIFF!

A semana começou com uma nota triste: morreu o médico Jacob Atallah, aos 82 anos. Um dos melhores deputados que conheci nos tempos em que a Assembleia rondoniense tinha qualidades de um parlamento representativo da sociedade. Naquele tempo em que mocorongo não fazia parte da política o Jacob Atallah era um tribuno que engrandecia a representação popular. Que ele encontre o descanso eterno ao lado de outros nomes respeitáveis da política do passado e que sua família, orgulhosa de seu legado, encontro consolo nessa passagem.

MISS BARRACO

A mãe de uma candidata a Miss América Rondônia (claramente outra manobra caça-níquel), promoção, segundo disseram, da B&Z Agency (é bom autoridades ficar de olho nesse negócio suspeito), andou denegrindo a Secretária Municipal Ivonete Gomes, dos Esportes, após esta ter negado patrocínio financeiro para a dondoca viajar a Cuiabá onde, pelo que se falou, ocorreria o tal “concurso”. O barraco da mãe da moçoila repercutiu negativamente na rede social (facebook). A secretária, corretíssima, manteve sua posição de preservar o erário, ganhando com isso mais respeito popular.

ANTIGAMENTE

Certamente a progenitora da candidata deve ter sido influenciada por um passado recente, onde os tais fabricantes de concursos de beleza arrancavam generosos patrocínios de instituições do governo. Dinheiro público em Rondônia financiou, por várias vezes, essas sinecuras em diversas ocasiões, especialmente em feiras interioranas. Até concurso de “Moça da Camiseta Molhada” contou com ajuda do dinheiro dos contribuintes. Que o exemplo de Ivonete Gomes seja seguido por todos os ordenadores de despesas no nosso jovem estado.

DESCONFIANÇA

Depois das ultimas notícias sobre as falhas existentes nas urnas eletrônicas utilizadas nas eleições do Brasil certamente uma pergunta vai estar na cabeça do eleitorado brasileiro: Quem pode garantir que não haverá manipulação nas urnas do próximo ano? Certamente não será o TSE, a não ser que se implante voto impresso para que o eleitor possa conferir se não houve fraudes.

PRAÇAS IMUNDAS

Certamente o prefeito da capital rondoniense, por sua vasta cultura e educação esmerada, sabe que aquela situação de autêntico muquifo visível nas principais praças do centro de Porto Velho (especialmente a Jonathas Pedrosa) não combina em nada com a imagem de uma cidade culta ou que pelo menos aspira essa condição. E muito menos na época natalina, quando tais sítios deveriam receber ornamentação especial, capaz de encantar moradores e visitantes.

SEM DATA

O assunto, diversas vezes tratado na coluna, acabou finalmente chamando a atenção da principal rede de TV (retransmissora da Globo) do estado onde, pelo que se falou, não há data para devolver as praças ao povo, hoje dominadas pelos camelôs com o comércio pirata e até de contrabando. Diante do compromisso assumido por Hildon Chaves, o prefeito, de melhorar a qualidade de vida de Porto Velho, recuperando os espaços públicos ocupados ilegalmente, é lícito crer que ainda há determinação da prefeitura em combater os antros que tomaram a praça do povo. Só não se sabe ainda que tipo de pressão consegue fazer o prefeito aceitar a vil decadência das praças centrais da cidade.

TUCANAGEM

Alckmin tem tudo para sair em 2018, mas precisa vencer (ou esmagar)  o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que pede prévias no PSDB. Em Rondônia, devido ao lançamento impensado de José Guedes, tucanos estão trocando bicadas. Com o comando do clã Carvalho, os emplumados não conseguirão voar longe. A constatação dessa realidade e fácil. Quem está sempre ao lado de Expedito Júnior nos eventos sociais que participa é o prefeito Hildon Chaves. Na resenha dessas andanças no Facebook não se vê nunca a figura de Aparício, Mariana ou qualquer outro tucano encantado pelo clã da formosa deputada.

ADESÕES

Jesualdo Pires, prefeito de Ji-Paraná, tem uma avaliação excelente como gestor pela população daquela cidade. Isso não deve encorajá-lo a deixar o cargo para tentar um vôo com destino ao Senado no próximo ano, a não ser que recebesse, de forma segura, uma avalanche de adesões em todo o Estado.

INTERVALO

O político, que já foi deputado estadual, sabe que se não disputar alguma coisa em 2018 vai ficar um grande intervalo sem mandato. Se não desejar isso, terá de pensar noutra alternativa. A força notável de Jesualdo na política de sua cidade poderá garantir-lhe uma cadeira na Câmara dos Deputados. Para isso teria de entrar já no moedor de carne e pedir, talvez, que o parceiro de José Bianco com ex-vice governador e prefeito, desistisse da ideia de tentar voltar à Câmara.

NO PLANALTO

O colunista chega à idade provecta cada vez mais convencido de eliminação de todos os pruridos morais no mundo político, mesmo no judiciário. Gilmar Mendes libertou pela terceira vez, o amigo, de cuja filha, é padrinho de casamento. Dá a impressão de que para Gilmar não existe limite  ao seu poder. E continua não acreditando em impedimento moral. A decisão de Gilmar favorecendo o amigo, não pode ser revogada por HC de outro ministro, mesmo do Supremo. Só o plenário do STF, pode anular a arbitrariedade vergonhosa. Dá para acreditar que isso vá acontecer?

SÓ NO FINAL

Caetano Neto, o advogado que está decidido a concorrer a uma vaga do Senado como uma alternativa de renovação, só deverá anunciar sua filiação partidária em data próxima ao fim do prazo para filiação, ou seja, no fim de março. Ele tem recebido vários convites de partidos. Na próxima semana Caetano deverá conversar, em Brasília, com o presidenciável Jair Bolsonaro.

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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