Aumento de casos é impulsionado por rinovírus, Influenza A e vírus sincicial respiratório; Anvisa amplia indicação de vacina para adultos.
Um novo boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acendeu o alerta para a saúde respiratória no Brasil. O documento sinaliza que 18 estados e o Distrito Federal enfrentam situação de alto risco para casos graves de síndromes gripais. Desse total, pelo menos 13 unidades federativas apresentam uma tendência de aumento nas notificações para as próximas semanas. Entre os agentes identificados nas amostras positivas, o rinovírus lidera com 40,8%, seguido pela Influenza A (30,7%) e o vírus sincicial respiratório (19,9%).
O vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos que mais preocupam as autoridades sanitárias, especialmente pelo impacto em bebês, idosos e imunossuprimidos. Altamente contagioso, o VSR é o principal responsável por casos de bronquiolite em crianças menores de dois anos, podendo causar desde sintomas leves, como coriza e tosse, até quadros de insuficiência respiratória grave que exigem internação hospitalar e suporte de oxigênio.
Para combater o avanço dessas doenças, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana a ampliação do uso da vacina Arexvy. Anteriormente restrito a idosos com mais de 60 anos, o imunizante agora pode ser aplicado em adultos a partir dos 18 anos na rede privada. Estudos clínicos comprovaram que a resposta imune em adultos jovens é eficaz na prevenção de doenças do trato respiratório inferior causadas pelo VSR, auxiliando na redução de hospitalizações em grupos com comorbidades.
Na rede pública, o Sistema Único de Saúde (SUS) mantém estratégias focadas na proteção materno-infantil. Gestantes podem receber a vacina a partir da 28ª semana para transferir anticorpos ao bebê, e recém-nascidos do grupo de risco contarão, a partir deste ano, com o medicamento nirsevimabe. Como não existe tratamento específico para o VSR, o Ministério da Saúde reforça medidas preventivas básicas: lavagem frequente das mãos, higienização de superfícies, ventilação de ambientes e evitar o contato de crianças e idosos com pessoas que apresentem sintomas gripais.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL



















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