Brasil

Cármen Lúcia dá andamento a inquéritos que correm no Supremo

 

Durante os últimos dias, com o Supremo Tribunal Federal (STF) em recesso, a ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte, deu andamento em dois inquéritos que correm no Supremo, um deles apurado no âmbito da Operação Lava Jato. Nessa terça-feira (2), Cármen aceitou estender o prazo da investigação em torno do senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL).

O inquérito foi instaurado em abril, e está sob sigilo. O parlamentar foi denunciado por supostamente cometer crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, apurados pela Lava Jato. O pedido por mais tempo de apuração sobre a denúncia foi feito pela Polícia Federal (PF).

O inquérito entrou no Supremo, em abril, junto de outros 97 autorizados pelo ministro Edson Fachin, com base nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

A única informação pública disponível no andamento do processo de Collor é que Cármen aceitou o pedido da PF, que havia sido feito em 14 de novembro. Na ocasião, o relator do caso, ministro Luiz Fux, pediu a opinião da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a petição feita pela Polícia. A resposta da PGR chegou somente um dia antes de começar o recesso no Supremo, dia 19 de dezembro, mais de um mês após a requisição do ministro. Apesar de não ser possível ver o conteúdo da manifestação da PGR, foi somente após esse passo no processo que a presidente do Supremo aceitou estender o prazo para a PF.

Normalmente, quem faz este tipo de decisão é o relator do caso, ficando a cargo da presidência, durante o recesso, decidir sobre assuntos urgentes que chegam ao Supremo. Mas Cármen tem dado andamento a algumas investigações que tramitam no STF, criticadas pela lentidão dos andamentos. O Supremo só volta as atividades regulares em 1º de fevereiro.

Além do caso de Collor, a investigação sobre o deputado Ronaldo Carletto (PP-BA) registrou movimentações no Supremo. O inquérito, que chegou em junho de 2015 e investiga o deputado sobre possíveis crimes contra o Sistema Financeiro, vem se arrastando na Corte. Em agosto, a PF pediu a prorrogação das investigações, e, vinte dias depois, o ministro Fux, também relator do caso, pediu vista à PGR. Somente após três meses a procuradoria respondeu, considerando necessária a prorrogação por mais 60 dias.

A manifestação, do dia 15 de dezembro, afirma que ainda há oitivas pendentes no processo. Nesta quarta-feira (03), finalmente, foi publicada uma decisão por parte da Corte. O andamento do processo mostra que Cármen Lúcia aceitou um pedido, ainda não disponível para visualização. As indicações são de que a ministra aceitou prorrogar o prazo, acatando a sugestão da PGR, dando atividade ao inquérito durante o recesso.

FONTE: Estadão Conteúdo

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]