Em Linhas Gerais

Capital da Corrupção: Vilhena se comporta como uma vergonha para os demais rondonienses – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A bebida consola, o homem bebe, logo o homem precisa ser consolado.” PAULO MENDES CAMPOS (1922/1991), escritor nascido em Minas Gerais.

 PRESENÇA

É para sentir já o gostinho com o cargo. Essa foi a explicação de Jorge (aposentado da Petrobrás), um frequentador da Câmara Municipal, sobre a presença de vereadores eleitos na casa. A pouco mais de um mês para o começo do mandato; vereadores eleitos na capital frequentam as sessões para irem se ambientando ao clima do Legislativo.

MUDANÇA

O Partido Trabalhista Nacional (PTN) mudará de nome no mês que vem e passará a se chamar “Podemos”. O nome é uma referência ao slogan de campanha de Barack Obama, “yes, we can”.

RIQUÍSSIMO

Um riquíssimo empresário rondoniense, com várias empresas no setor de autopeças espalhadas por Rondônia e região, inspirado nas eleições de Hildon Chaves em Porto Velho, do bilionário Donald Trump nos Estados Unidos e de João Dória em SP, não descarta disputar o governo rondoniense em 2018. Como não é filiado a partido nenhum, começa a ouvir consultores sobre a legenda a ser escolhida.

PATINANDO

Movimentos populares que surgiram nos últimos anos com a bandeira da luta pela corrupção tentam encontrar o rumo. Diante da malandragem política, como o atualíssimo caso em que vereadores fazem todas as manobras possíveis para aumentar os próprios salários, os movimentos que foram para as ruas fechando o Espaço Alternativo, estão patinando e não sabem o que fazer. Aliás, não se vê mais passeatas ou discursos inflamados contra a corrupção, embora ela esteja longe de acabar e continue rondando as instituições políticas.

MENOS

Relatório da auditoria do Tribunal de Contas do Estado sobre o transporte coletivo da capital vai comprovar uma realidade sentida diariamente pelos usuários do péssimo serviço feito pelo “Sim”. O número de ônibus disponíveis está muito aquém daquele previsto no tal “contrato emergencial” usado por Nazif para substituir o antigo “monopólio”.

Pelo que se fala, Mauro Nazif vai, no mínimo, responder pecuniariamente pelo descaso. Serão multas pesadíssimas para punir o prefeito que sai pelas lambanças cometidas nesse importante segmento.

UMA VERGONHA

A cidade de Vilhena sempre se vangloriou de ter uma população “mais empreendedora” e mais “politizada” entre as outras cidades rondonienses, pelo fato de ter sido povoada principalmente por migrantes do sul brasileiro. Mas na realidade os resultados de suas escolhas eleitorais nos últimos anos desmentem essa visão. Vilhena se comporta como uma vergonha para os demais rondonienses.

NA CADEIA

É, certamente, a única cidade do estado que comemorou nessa semana o aniversário de fundação com a maioria de suas “autoridades” presas por corrupção.

E essa imagem não melhora nada em relação à nova gestão que toma posse em janeiro. Afinal, a prefeita eleita faz parte do clã que se tornou sinônimo de corrupção no estado, os Donadons. E ela ainda está na alça de mira da Justiça, não havendo nenhum garantia de que vá manter-se tranquilamente no comando da prefeitura.

NECESSÁRIO

Para obter sucesso no objetivo de recuperar a economia de Porto Velho, destroçada por 12 anos de gestores completamente incompetentes, o prefeito Hildon Chaves precisará na sua equipe de alguém capaz de atrair novos investimentos privados e criar algum estímulo, algum mecanismo para estancar a deterioração das atividades nas empresas existentes.

O nome escolhido para essa difícil missão precisará executar um programa entre área econômica e área jurídica do governo municipal, agilizando procedimentos e reduzindo drasticamente a burocracia. O investimento do setor privado é o motor fundamental para melhorar e animar a economia. Afinal, como o próprio Hildon sabe, não é com despesa do governo (em qualquer nível) que o crescimento virá.

XARADA

Mesmo sem a divulgação dos nomes, não é difícil saber quem são os senadores denunciados por Zé Rover (PP), prefeito de Vilhena denunciado por corrupção no último dia 10, que está preso em Porto Velho. A delação feita com o objetivo de reduzir sua previsível pena foi publicada no matutino que tem como dono o senador Acir Gurgacz. Assim é presumível que a denúncia de Rover deixou de lado o senador do PDT.

MAMBEMBE

A despeito de possuir entre seus parlamentares quadros de qualidade, ainda tem muita força na Assembleia Legislativa parlamentares reféns do estilo mambembe de fazer política, promovendo o desfile de ações mais voltadas para o simples fisiologismo do que para a representação popular e, consequentemente, a defesa dos reais interesses do povo.

E assim, mais uma demonstração de que a destrambelhada política continua no “menu” do parlamento acontecerá na próxima segunda feira. Dezenas e dezenas de láureas do legislativo serão entregues a integrantes (indiscriminadamente) da PM pelo simples fato deles terem cumprido com as obrigações inerentes às funções de seus cargos.

NO RIO

Estas decisões corporativas não melhoram em nada a qualidade dos serviços prestados pelos agraciados. São apenas pretextos para garrotear eleitores com vistas ao próximo pleito. É a clara comprovação de atraso e subdesenvolvimento da representação política estadual que, espera-se, seja afastada na eleição de 2018.

Fato semelhante acontecia na Assembléia do Rio. Agora o parlamento carioca – para reduzir despesas – decidiu suspender essa entrega indiscriminada de títulos, medalhas e outra láureas que geravam despesa (como acontece aqui também) com coquetéis e tradicionais bocas-livres. É… o povo precisa mesmo, com o seu voto, afastar da via pública os políticos nefastos e que ocupam lugar no legislativo sem atender as verdadeiras demandas da sociedade.

PAPAGAIO

E lá estava mais uma vez desempenhando o seu papel de papagaio de pirata o deputado Lindomar Garçom. Dessa vez aproveitou a cobertura da quarta feira realizada pela TV sobre a discussão e votação da proposta do relator Ônyx Lorenzoni (DEM-RS) no projeto de medidas contra a corrupção (PL4850/16) para repetir a mesma tática usada quando se votou o impeachment de Dilma Roussef.

ALIVIOU

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, no início da tarde de quinta-feira (24), revogar a prisão do ex-governador Anthony Garotinho, que cumpria pena domiciliar. A Corte determinou que Garotinho pague uma fiança de R$ 88 mil para ser solto.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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