Política e Economia

Câmara rejeita tributar grandes fortunas

Além disso, os parlamentares autorizaram a transferência de créditos de ICMS ou do futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) entre empresas do mesmo grupo

A Câmara concluiu ontem a votação do segundo projeto de regulamentação da reforma tributária, que vai agora para a análise do Senado. Os deputados rejeitaram a tributação sobre grandes fortunas. Também retiraram a cobrança de imposto sobre herança de fundos de previdência privada e sobre a distribuição desproporcional de lucros entre sócios.

Além disso, os parlamentares autorizaram a transferência de créditos de ICMS ou do futuro Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) entre empresas do mesmo grupo econômico.

O texto-base do projeto foi aprovado em agosto, mas a votação de alguns destaques havia sido adiada, na ocasião, pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Lira chegou a dizer a aliados que só retomaria a análise da proposta depois que o Senado aprovasse o primeiro projeto da regulamentação da reforma, mas mudou de ideia.

Para viabilizar a aprovação do texto, o relator da proposta na Câmara, Mauro Benevides Filho (PDT-CE), elaborou uma emenda aglutinativa com mudanças que foram negociadas com os deputados. As alterações propostas pelo parlamentar foram aprovadas com 404 votos favoráveis e nenhum contrário.

Grandes fortunas

O plenário rejeitou um destaque do PSOL para a criação de um imposto sobre grandes fortunas. A medida, proposta pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP), recebeu 262 votos contrários e 136 favoráveis. Apenas a federação liderada pelo PT, o PSB e o próprio PSOL orientaram voto a favor. O governo decidiu não se posicionar e liberou a base aliada para votar como quisesse.

A cobrança do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), o imposto sobre herança, nos planos de previdência privada, como VGBL, foi retirada do texto por meio da emenda aglutinativa proposta por Benevides.

O secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, defendia essa tributação e disse, em entrevista ao Estadão/Broadcast, que previdência privada era aplicação financeira e precisava pagar imposto de herança.

Benevides também acatou, na emenda aglutinativa, outras duas mudanças pleiteadas pelos deputados: a retirada da cobrança do ITCMD sobre a distribuição desproporcional de lucros entre sócios de empresas e a rejeição da proibição de transferência de créditos de ICMS, ou do futuro IBS, entre companhias do mesmo grupo econômico. O segundo projeto de regulamentação da tributária também institui o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e trata da distribuição das receitas para Estados e municípios.

Lira travou a votação dos destaques em agosto, após o governo sinalizar que retiraria a urgência da primeira proposta a pedido do Senado. Agora, contudo, os senadores já têm um calendário definido para a tramitação do texto.

Tanto Lira quanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), querem deixar a reforma tributária como legado de seus mandatos à frente das duas Casas legislativas. Em fevereiro ocorrerá uma nova eleição para as mesas diretoras do Congresso e nenhum dos dois poderá concorrer à reeleição.

A emenda constitucional da reforma tributária foi aprovada em dezembro de 2023, mas ainda é preciso regulamentar as mudanças na Constituição por meio de projetos de lei.

FONTE: ESTADÃO CONTEÚDO

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]