Em Linhas Gerais

Caciques estão agindo nas sombras, para eleger seus pupilos nestas eleições – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A amizade é o conforto indescritível de nos sentirmos seguros com uma pessoa, sem ser preciso pesar o que se pensa, nem medir o que se diz”. George Eliot (1819/1880), romancista britânico.

DISCURSO E PRÁTICA

Não se pode deixar de repisar esses temas para ver se o eleitor melhora a qualidade de seu voto. Afinal, diante dos índices da primeira pesquisa do Ibope sobre o pleito eleitoral desse em Porto Velho, se ouviram logo dos políticos (principalmente dos escatológicos) discursos ocos de autoelogio, sem que nenhum deles abordasse, por exemplo, o índice da parcela do eleitorado que está arredio ao voto.

Discurso é discurso, prática é prática, eleitor!

RASTEIRA

Nesse momento de tensão e descrédito que domina o debate sobre política, posturas rasteiras como a do ex-prefeito que, de tão ruim, ganhou o apelido de “Prefeito Ali Babá” dizendo-se emocionado por uma liderança pífia na pesquisa (sem levar em conta a altíssimo índice de sua rejeição) é só mais uma de suas conhecidas posturas rasteiras.

NÃO VALE NADA

A leitura correta da pesquisa do Ibope, levando-se em consideração os índices de rejeição e de desaprovação do prefeito atual e de seu antecessor é a de que, na opinião do eleitorado, os dois políticos não valem nada. Essa fama é decorrente do descarado carreirismo desses dois soturnos personagens.

TIPO CÂNCER

Rondônia é um estado muito jovem e mesmo assim está dominado, cercado, por políticos interessados em se eternizar no Poder.

A profissionalização da política, ou melhor, a carreirização (porque profissionalização ainda implicaria fazer algo em alto nível, o que não costuma ser o caso, convenhamos) é um câncer nas relações institucionais rondonienses.

Provar isso é muito fácil: basta ver a quantidade de políticos presos recentemente, sofrendo investigações ou até foragidos.

NAS SOMBRAS

E não pensem que só precisamos ter cuidado com aqueles inscritos nessa disputa do poder municipal. Os verdadeiros caciques (e até alguns que estão foragidos) estão muito atuantes nesse processo, buscando impulsionar seus pupilos.

Para manter-se lá, para ter chance de vencer eleições, para continuar a acomodar a si e aos seus, ou seja, para manter empregos, boquinhas e mordomias vale quase (e esse quase é puro excesso de conservadorismo) tudo. Atrás de cada candidato de um grande partido está um desses personagens facinorosos, alguns investigados até pela Lava Jato, já de olho em 2018. Não preciso nominar ninguém, pois a maioria dos leitores da coluna está careca de saber de quem se trata.

SURDOS

Entre aqueles políticos rebaixados pela pesquisa do Ibope por seus índices de rejeição e desaprovação é possível fazer uma sólida comparação.

Por falta de vergonha na cara, agem como maridos traídos diante do posicionamento do eleitorado, do grito do cidadão-contribuinte-eleitor.

São candidatos porque não percebem que o povo já não suporta mais esse tipo de jogatina com cargos públicos. Ou percebem e não ligam o que é pior ainda. O sistema tem muitas distorções, e precisa ser melhorado para brecar o apetite de muitos políticos gulosos.

BOA NOTÍCIA

O Rabobank, campeão mundial em crédito agrícola, prevê que até 2020 o Brasil vai se tornar uma “superpotência” da aqüicultura. Para o banco holandês, a chegada de seis gigantes internacionais do agronegócio deverá transformar o País no quarto maior produtor mundial de tilápias. No relatório deste mês, o Rabobank também cita o potencial do tambaqui, espécie amazônica resistente e de rápido crescimento. Especialistas apontam que a tilápia e o tambaqui devem se transformar no frango do século 21, em alusão à expansão na cadeia produtiva da ave, cuja produção se intensificou nos últimos 40 anos, transformando o País no maior exportador global.

MÁ NOTÍCIA

A crônica falta de planejamento no Brasil está afetando teu bolso aí na cidade. A Associação Brasileira de Proteína Animal, que representa criadores de frangos, suínos e bovinos, acaba de instalar um comitê de crise para buscar soluções contra a falta de milho no mercado interno. O Brasil exporta o grão que está faltando aqui. No ano, já vendemos 14 milhões de toneladas de milho a outros países. Para completar, a produção caiu 20,5% em 2016, segundo o IBGE, devido ao El Niño. Resultado: o preço do grão disparou. Desde janeiro, a saca de 50 kgs subiu 50%.

ESTIMA ALTA

Se o leitor, assim como o colunista, for apreciador dos sambas de Martinho da Vila, essa é outra boa notícia: depois de 10 anos, sai agora um novo álbum do compositor e cantor repleto de músicas inéditas. “De bem com a vida” foi o nome escolhido para esse disco. E a explicação para esse nome é dada pelo próprio Martinho:

“O Brasil está passando por um momento difícil em diversos aspectos, uma dureza nas opiniões, um desrespeito entre as diferenças que é brutal. Então, quis fazer um trabalho com mensagens positivas, com letras que exaltem a beleza da vida, para elevar a estima do povo”, descreve o sambista.

ESCAPAM

Os segurados que recebem auxílio-doença do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e passaram por alguma perícia de revisão há dois anos estão fora do pente-fino que será feito nos benefícios por incapacidade. O governo estima que 285,7 mil segurados ficarão de fora da convocação que começará a ser feita no mês que vem para quem recebe auxílio-doença e aposentadoria por invalidez há mais de dois anos.

CONSUMADO

Se não terminar hoje, tudo estará consumado até amanhã (30) no Distrito Federal. O “fora Dilma” ganhará repercussão mundial. E nem isso apagará a péssima imagem da “Senadora Narizinho”, do fanfarrão Lindenberg Cara de Pau e dos outros petralhas que podem ser varridos em 2018. Ainda bem, pois o Brasil não aguentava mais essa novela tétrica.

CRISE

No meio político (por falta de verba) é tão grande a crise que tem candidato a prefeito gravando o programa para o rádio e TV no telefone celular

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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