Resenha Politica

Caça aos terroristas de Rondônia; deputados exageraram nas poses; e o delegado com pautas dos extremistas – Por Robson Oliveira

TEMPO 

O ex-policial militar e dublê de influencer, William Ferreira da Silva, conhecido nas redes sociais como ‘o Homem do Tempo’, após a fama adquirida com as mensagens antidemocráticas, foi alvo, nesta sexta-feira, de ordem de prisão no âmbito do inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal em desfavor dos terroristas que depredaram os prédios dos três poderes, em 8 janeiro passado.  

TERRORISMO 

Após as postagens dele (William) próprio nas redes sociais durante a depredação ao patrimônio público, e com as repercussões negativas, ele voltou às redes para esclarecer que sua presença ao vandalismo era meramente profissional. Uma desculpa utilizada por muitos pegos com as provas que eles próprios produziram. Foi questão de tempo para que o extremista rondoniense fosse preso. Há investigações em andamento contra outros extremistas de Rondônia, especialmente em relação aos financiadores, que contribuíram com muita grana visando um golpe de estado.  

PENALIDADES 

Autoridades ouvidas pela coluna em Brasília confirmam que as penalidades a serem impostas aos extremistas processados serão altas como exemplo para que os atos de barbárie não voltem a acontecer. Há entre os investigados muitos que acreditam que os processos deem em nada, continuam inclusive desdenhando nas redes sociais, mas é questão de tempo para que percebam a bobagem insana em que se meteram. A tendência nas cortes é aplicar a lei da forma mais literal possível.  

AVISO 

Esta coluna já havia antecipado que em Rondônia haveria prisões em decorrência do vandalismo de 8 janeiro. Um leitor chegou a duvidar da previsão feita por este cabeça chata. Aliás, não precisava nem avisar uma vez que em outros estados a caça aos terroristas indicava que chegaria a Rondônia. Por enquanto quem foi preso foi um aprendiz de terrorista adepto em ostentar nas redes um discurso raivoso como forma de aparecer, ganhar mais seguidores e faturar com a própria insanidade.  

MUDANÇAS  

Este colunista conhece William Ferreira há muitos anos e a princípio pode atestar que sempre o viu como uma pessoa afável, mas que sacou equivocadamente na polarização ideológica uma oportunidade para catapultar sua ambição ao mundo da política. Foi candidato a deputado estadual e conseguiu amealhar pouquíssimos votos, embora que neste período decidiu enveredar para um discurso radicalizado. Tal mudança jogou o homem do tempo aos tempos primitivos da intolerância.  

CRETINOS 

Tudo indica que a investigação está bem avançada contra os terroristas que vandalizaram Brasília e aqueles que fecharam BRs e ameaçaram pessoas também devem ser responsabilizados pelos malfeitos que fizeram. Foram movimento antidemocráticos e  contrários à legislação em vigor porque reivindicavam uma ruptura constitucional com um golpe de estado. Nada tem a ver com liberdade de expressão, justificativa pela qual se agarram na tentativa de se eximirem da lei. Há uma enorme diferença na livre manifestação de crença, seja política, seja religiosa, seja de outra natureza, com a estridente bandeira na defesa de um golpe constitucional com a deposição de um governo eleito democraticamente, atitude criminosa. Somente os cretinos acreditam nesta farsa libertina.  

ATIVISMO 

Embora não tenha logrado êxito nas três últimas eleições em que disputou, o professor universitário e ativista dos direitos sociais, Vini Miguel, continua firme na sua luta em defesa dos interesses daqueles mais vulneráveis das estratificações sociais. Não há uma semana que o jovem deixe de questionar sobretudo nas cortes o cumprimento de direitos de pessoas que necessitam da ação afirmativa dos governos. Como não é um cidadão que ambiciona tão somente um cargo político, Vini é um ativista nato que merece todos os elogios pela sua disposição em desafiar o sistema político que é altamente discriminatório, em todos os sentidos.  

FOTO 

A maioria dos deputados federais da bancada rondoniense empossada na última quarta-feira enviou release para a imprensa com fotos na tribuna do Congresso Nacional. Nada contra o local onde poderão discursar nos próximos quatros anos em defesa dos interesses do povo de Rondônia, o problema é que exageraram nas poses uma vez que nenhum deles foi chamado pela mesa para usar a tribuna.  

CRIATIVO 

Quem conseguiu atrair mais atenção foi o deputado federal Thiago Flores por manipular as redes sociais de forma criativa ao informar ao eleitor o dia a dia de um parlamentar no Congresso Nacional. Explicou, inclusive, como é a forma usada nas votações das matérias em pauta. Pode ser bobagem para quem conhece o funcionamento da Câmara Federal, entretanto, é pedagógico para quem assiste as votações pela televisão, ainda assim, de forma superficial.  

TÁTICA 

Já o deputado estadual Rodrigo Camargo (Republicanos), também delegado de polícia, deu sinais que vai ser uma voz estridente com as pautas dos extremistas que seguem a liderança bolsonarista. No mesmo dia em que o Parlamento se reuniu para uma solenidade festiva de posse, o deputado verberou o discurso extremado sobre costumes e comportamento. A tática, ao que parece, é manter aceso o negacionismo para se consolidar junto a um eleitor conservador que cresceu em todo estado.   

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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