Resenha Politica

Rondônia está na mira das investigações de atos antidemocráticos – Por Robson Oliveira

Daqui pra frente começam as denúncias aos financiadores e Rondônia está na mira das investigações. Uma questão de tempo

CALAMIDADE 

Embora a saúde pública do município de Vilhena seja uma calamidade em razão de administrações municipais incompetentes, o prefeito Fiori Cordeiro de Miranda Junior, policial de carreira, convidou para gerir a pasta parte da equipe que compunha o staff do então Secretário de Estado da Saúde, o goiano Fernando Máximo – eleito deputado federal – que convenceu o alcaide a declarar emergência na saúde do município para adoção de medidas de enfrentamento ao caos existente. A medida em si é defensável, mas os atos administrativos que sucederam estão sendo contestados por setores representativos da saúde, especialmente, pelo Conselho Municipal e  Coren (Conselho Regional de Enfermagem).  

CONVÊNIO 

Para tentar por uma suposta ordem na saúde vilhenense sob a justificativa de oferecer uma assistência digna e humana à população que dela necessita, o prefeito optou em entregar a gestão e a assistência pública a uma empresa goiana de Chavantes, supostamente sem fins lucrativos,  mas que receberá a bagatela milionária de cerca de 55 milhões de reais, divididos em parcelas de nove milhões mensais, pelo prazo de meses.  

ILEGALIDADE 

Mesmo sendo oriundo das forças policiais, conhecedor das leis e tendo aplicado-as durante suas funções na ativa contra malfeitos de terceiros, sempre o fez com todo o rigor. Entretanto, agora, na condição de vidraça política, o Conselho Municipal de Saúde de Vilhena e o Conselho Estadual de Enfermagem estão denunciando que o milionário convênio está eivado de ilegalidades. E pedem, portanto, que os órgãos de controle suspendam imediatamente para que os parcos recursos destinados à saúde não sejam utilizados de forma supostamente irregular, principalmente por serem do SUS.  

GUERRA 

Ninguém questiona a necessidade de resolver os gargalos da saúde pública vilhenense que, aliás, foi objeto de debates nas eleições governamentais com todos os candidatos, inclusive o atual governador, prometendo a construção de uma Unidade Regional naquele município. O que intriga as entidades que estão criticando é a opção do prefeito uma vez que há entendimentos jurisprudenciais seja na Justiça, seja no Tribunal de Contas, pela vedação da contratação de entidades privadas, com objetivo óbvio de lucrar para gerir e prestar a assistência de saúde pública à população. A legislação permite que empresas privadas atuem na área de forma complementar e não substituindo o poder dever da administração pública. Ao encarar o problema como estado de guerra, o ex-delegado pode estar explodindo a própria gestão.  

RELATÓRIOS 

Como na coletiva que o prefeito anunciou a contratação da empresa goiana ao lado do deputado federal Fernando Máximo, por mera coincidência também goiano, Fiori esqueceu de inquirir o ex-secretário estadual de saúde por não ter ajudado na resolução do problema, uma vez que esteve por quatro anos à frente da Sesau. Especialmente porque a ex-equipe de Máximo é agora a equipe de Fiori, em Vilhena. Uma boa oportunidade que perdeu o alcaide já que cresceu na política pela fama de xerife e que era implacável contra malfeitos dos políticos rondonienses.  

ILEGALIDADE 

Hoje, sexta-feira (27), o Conselho Regional de Enfermagem (Coren), encaminhou uma reclamação ao representante Ministério Público em Vilhena, requerendo providências uma vez que o convênio, segundo o órgão profissional, infringe o comando constitucional do artigo 199, incisos I e II, da carta magna. Nas argumentações ofertadas ao parquet, Manoel Carlos Neri, presidente do Coren, argumenta que ao abrir mão tanto da assistência quanto da gestão da saúde municipal, como é o caso, o prefeito feriu o comando constitucional por transferir para a empresa filantrópica todos os serviços da saúde municipal, driblando a exceção legal da complementariedade.  

LICITAÇÃO 

Também questiona o meio jurídico da contratação, por meio de dispensa de licitação, supostamente ilegal. Alega ainda que qualquer proposta  de celebração de termo de parceria com qualquer entidade privada deve atender aos comandos dos princípios que regem a administração pública contidos no artigo 37, do texto constitucional. E dando publicidade a seus atos para que outros agentes sociais possam oferecer propostas mais vantajosas para a administração pública.  

CONCLUSÃO 

Ao concluir seu pedido ao parquet, o Coren/RO sustenta que o município manipulou o conceito de “forma completar” e ”caráter de urgência” para delegar à Casa de Misericórdia de Chavantes, do estado de Goiás, todo o serviço a ele atribuído por lei. 

RELATÓRIOS 

Ao que parece, no afã de repassar a gestão e a assistência da saúde vilhenense para a setor privado, os ex-assessores de Máximo,  hoje respondendo pela pasta no município,  não atentaram para os relatórios feitos pelos Conselhos apontando a melhor forma para a solução dos problemas crônicos da saúde do município de Vilhena.  

FILA 

O alcaide argumenta em seu decreto de emergência que há uma fila enorme (mais de duzentas mil) para ser atendida. No entanto, os relatórios produzidos tanto pelo Conselho Municipal de Saúde quanto pelo Conselho Profissional de Enfermagem indicavam que fossem contratados os profissionais e especialistas para que a solução do problema fosse definitiva e não temporária, por seis meses, ao valor de um prêmio da mega sena.  

EXPERTISE  

A Casa de Misericórdia de Chavantes tem como expertise a administração de Pronto Atendimento do município de Taquarivaí, São Paulo. Pesquisando nas redes sociais é possível verificar que o contrato desta empresa com a prefeitura de Taquavarí foi objeto de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito para apurar possíveis irregularidades e descumprimento do contrato de gestão na saúde do município. Não significa que em Vilhena ocorra os mesmos problemas embora a expertise de cada empresa privada contratada pela administração pública deva ser avaliada com lupa. Especialmente num município administrado por um “Xerife” com fama de implacável. 

TERRORISTAS

Os que achavam que íam passar incólumes depois dos atos golpistas de 8 janeiro pode tirar cavolo da chuva poque cada semana uma leva de terroristas está sendo denunciado. Daqui pra frente começam as denúncias aos financiadores e Rondônia está na mira das investigações. Uma questão de tempo…

EDILIDADE

Os Ji-paranaenses estão perplexos com parte dos seus representantes na Cãmara Municipal depois da operação policial que investiga atos impóbros de membros daquele legislativo mirim. Há quem diga em reservado que a ação é apenas o início de um fio condutor que deverá alcançar gente mais graúda do município. A ver. 

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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