Em Linhas Gerais

As crônicas de Gessi Taborda

QUEREMOS LÍDERES

E aos poucos vão sendo ventilados nomes de gente de nossa comunidade, alguns muito conhecidos e outros nem tanto, para a disputa eleitoral do próximo ano, quando todo o eleitorado terá pela frente a difícil tarefa de escolher o prefeito e os vereadores.

É nossa obrigação fazer de tudo para não errarmos no voto. Precisamos de líderes de verdade, capazes de tirar o titulo de “uma das quatro piores cidades do Brasil” (conferido numa recente pesquisa da revista Exame) da nossa tão mal amada capital rondoniense.

É tarefa das mais difíceis, identificar o verdadeiro líder entre os vários nomes que vão engrossando a lista dos pretendentes ao cargo de prefeito. Até agora o eleitorado da cidade tem se dado mal nessa tarefa e isso faz com Porto Velho fique longe, muito longe, da cidade dos nossos sonhos. Chega de “líderes” mequetrefes.

 GENTE SEM CONLUIOS

Possivelmente o leitor conheça algum líder e possivelmente esse líder esteja disposto a enfrentar os desafios de fazer de nossa cidade o orgulho dos rondonienses e até dos brasileiros de todo o país.

São líderes os que abraçam uma causa e mobilizam outros para o mesmo fim. Sem imposição, mas conquistando envolvimento e confiança. Liderar uma empresa, uma equipe, uma comunidade nunca é fácil. Empresários, diretores, gerentes, religiosos, políticos só conseguem que os seus objetivos sejam alcançados se transformarem suas ideias em realidade.

A sociedade portovelhense (como a do estado em geral) está carente de líderes de fato. Pessoas que inspirem confiança neste momento turbulento que temos na política e nos cenários macro e microeconômicos. Queremos alguém que tenha passado ilibado, sem conluios, desprovido do jogo de interesse que cerca os Partidos há décadas. Alguém que não seja subserviente a interesses escusos, no jogo do toma lá da cá.

 LANTERNA DE DIÓGENES

Onde está tal figura?

Estará na fisionomia angelical da moça bonita, jovem e vencedora de berço? Estará no político que busca a desaposentadoria dos longos anos de mandato em esferas do parlamento federal?  Ou estará na figura do empresário vencedor, capitão da empresa que começou praticamente do nada e virou uma potência?

 AGLUTINADOR

Um líder político, para uma Porto Velho diferente destes últimos 100 anos, precisa de características próprias e decisivas. Pois toda causa defendida tem sempre componentes que estão ligados ao comprometimento, emoção e razão. Estes desejos devem ser estimulados pelo líder, tornando realidade o sonho de cada um. Deve atualizar-se constantemente às movimentações que o cercam, com visão global, influenciando positivamente a conduta de seus admiradores. Também é papel do líder ser integrador, aglutinar personalidades distintas para o bem comum da sociedade. Possibilitar que seus liderados se mantenham informados, orientados sobre as diretrizes de seu comando, mesmo que não haja uma completa afinidade entre todos. O líder só conseguirá isso sendo extremamente motivado, sincero consigo mesmo, defensor de princípios democráticos em sua função. Atitudes que geram carisma e motivação geral.

 PONTOS ESSENCIAIS

Não é mole para os simples eleitores escolher o verdadeiro líder na hora do voto. Afinal, antes de tudo tem de saber sair das armadilhas montadas pelos marqueteiros políticos, para quem o político não passa de um produto qualquer, como uma marca de sabão… Tudo, dizem eles, é uma questão de embalagem atrativa!

É preciso, portanto, que nós eleitores tenhamos sempre fixo na memória que há pontos que são essenciais na personalidade e atitude de quem liderará a sociedade, municipal, estadual ou nacional: conhecer profundamente a sua atividade e superar a facilidade que terá em se contaminar com atitudes escusas, que beneficiem poucos em detrimento de muitos; dominar a criatividade, explorar a intuição e saber delegar, monitorando as ações dos colaboradores.

CREDIBILIDADE

Isso vale dizer que a cidade precisará que seu novo prefeito seja uma pessoa que demonstre ter sensibilidade diante das necessidades da comunidade; planejar-se; porém, sendo flexível, adaptado a mudanças constantes, com habilidade na avaliação de situações e rapidez na tomada de decisões; e exemplificar na prática o que prega na teoria, demonstrando que se pode confiar no que ele diz.

O seu preferido tem essas qualidades? Já demonstrou habilidades para conduzir e participar de processos antagônicos, buscando a harmonia entre os envolvidos? Afinal, isso faz parte da característica de um líder de verdade.

 ESCRAVO DAS PROMESSAS

Enxergar não apenas o que está aparente, apegando-se a paradigmas; mas ter um poder de abstração, análise e síntese, prevendo consequências diferentes do que normalmente pode se esperar. Intuição frente ao exposto o ajudará na tomada correta de decisão. Enfim, o líder que nossa sociedade quer e precisa deve controlar seu emocional, para que não se torne escravo de suas próprias palavras e promessas. Sua ansiedade por resultados deve ser dosada, para que não contamine negativamente ou crie discórdias e desconfianças desnecessárias. Por isso, fica o ensino de Aristóteles a todos que querem sucesso na liderança: “O homem prudente não diz tudo o que pensa, mas pensa tudo quanto diz”.

 ARREMATE

A coluna não pode deixar de lado o lembrete: lamentavelmente não temos tido sucesso com nossas escolhas. Tanto a capital rondoniense como o estado está a mercê de líderes de fancaria. São eles os grandes responsáveis os responsáveis pelo quadro de estresse e afastamento que submete os rondonienses à humilhação em relação ao restante do Brasil.

São governantes frouxos, que depreciam a governança do estado, fazendo deles mesmos, motivos de piadinhas, deboches e boatos, o que coloca Rondônia na situação constrangedora de ser chamada de “Roubônia” fora de nossas fronteiras.

Tomara que a partir das eleições de 2016 nossa sociedade consiga colocar à frente da gestão pública de líderes de verdade, capazes de nos tirar dessa situação humilhante e vexatória.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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