Em Linhas Gerais

Apesar dos esforços é triste ver a realidade do centro da capital rondoniense – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“O que destrói o ser humano? Política sem princípios, prazer sem compromisso, riqueza sem trabalho, sabedoria sem caráter, negócios sem moral, ciência sem humanidade e oração sem caridade.”MAHATMA GANDHI (1869/1948), foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano. Inspirou ativistas democráticos e antirracistas, como Nelson Mandela e Martin Luther King Jr.

CENTRO TRISTE

Os camelôs portovelhenses são mais fortes do que a lei. É triste ver a realidade do centro da capital rondoniense. Apesar dos esforços e das promessas da prefeitura nessa nova gestão, praticamente nada mudou no cenário. O comércio ambulante continua (com a participação de moradores de rua) dominando a região central, ocupando passeios públicos (calçadas), praças e demais logradouros. A legislação que regulamenta o uso do solo e que impede a venda de produtos contrabandeados e da pirataria (além de comidas sem autorização da vigilância sanitária) não é levada a sério. Assim, fica difícil acreditar que a prefeitura vá, um dia, devolver os espaços públicos ocupados à população e (vá lá!) aos “turistas”.

PRIVATIZAÇÕES

E nessa onda o governo pretende colocar até a Casa da Moeda. Imprimir dinheiro já não é um bom negócio. O dinheiro de plástico tirou um bocado de serviço da nossa Casa da Moeda, sem falar que o filé dessa atividade eram os chamados papéis de segurança, mercado que definhou com a eletrônica desempenhando esse papel, literalmente.

FAVORITO

Estudo divulgado pela Kantar TNS revelou que os pais brasileiros são os que mais leem notícias nas redes sociais: 58% deles acessam jornais e revistas on-line por uma média de 55 minutos, enquanto 34% fazem o mesmo off-line. A pesquisa entrevistou 465 homens, pais de jovens com até 16 anos, e mostrou que o Facebook é o favorito de 93%, seguido pelo Instagram, com 46%, e o Twitter, com 44%.

ELEIÇÕES 2018

Faltando um pouco mais de um ano para as eleições duas realidades saltam aos olhos: todos os nomes mais falados para participar da disputa ao governo rondoniense estão enrolados em investigações criminais por práticas de corrupção e até sonegação fiscal. Há uma exceção: Expedito Júnior, que está com ficha totalmente limpa.

Se a campanha do próximo ano for – como se espera – mais modesta esses políticos terão dificuldade em mudar o nível de rejeição através do marketing principalmente pela falta de dinheiro para contratar as estrelas do setor. Terão de se contentar com novatos ou inexperientes na comunicação política.

REALIDADE SOMBRIA

Até o presente momento ninguém pode afirmar quem está verdadeiramente preparado para disputar a sucessão estadual em 2018. Pior ainda: ninguém conhece os motivos pelos quais os pretendentes cogitados para a disputa querem governar o estado de Rondônia. E diante dessa constatação não há como negar: a realidade sombria que acomete esse jovem estado nos segmentos mais importantes; como Saúde, Segurança, Geração de Empregos, Educação e Transportes não tem garantias de que vá mudar com o resultado eleitoral do próximo ano.

RECESSÃO

A propaganda custeada com o dinheiro público faz de tudo para vender uma imagem falsa, como se Rondônia não estivesse impactada pela recessão atual do país. Nem os empresários do setor (dominados pelo sentimento de apoio ao governo) abordam as consequências deletérias da falta de programas de industrialização do estado, um fracasso dos sucessivos governos incapazes de criar uma política industrial estruturante, mesmo que comedida. Entidade como Fiero sabe que a falta de uma política para o setor não permite quem nem mesmo as empresas que operam no Estado – genuinamente daqui – não conseguem prosperar.

O QUE ESPERAR

Certamente os rondonienses mais conscientes esperam avanço na gestão pública a partir das eleições do próximo ano. Até agora, repito, ninguém sabe o que pensam os pretensos pretendes à chefia do estado. Diante de anos e anos de desacertos não devemos exigir tanto de nossos homens públicos. O que se pode esperar de um governo amador, de um parlamento dominado pelo atraso e de um Judiciário tão conectado à realidade do país quanto Michel Temer o é à Terra do século 21?

A única solução perene para os problemas de Rondônia e conseguirmos um classe dirigente com programas claros e factíveis de desenvolvimento real. E isso significa dar garantia de oportunidades decentes para os milhares de jovens sem perspectiva de trabalho e ascensão social.

OS NERVOS DO RAUPP

A revelação está na coluna de Ricardo Boechat publicada na revista Isto É. O senador Valdir Raupp, do PMDB de Rondônia, consumiu 77 quilos de café em seu gabinete no primeiro semestre desse ano. Médicos do Senado ouvidos pela coluna sustentam que o volume é letal. Raupp, réu na Lava Jato, está com os nervos à flor da pele.

REPERCUSSÃO

A reportagem veiculada nessa semana pela Rede Globo, no Bom Dia Brasil, revelando casos de servidores (comissionados) ganhando super-salários na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul sem trabalhar repercutiu em todo o país. O assunto acendeu o sinal de alerta em órgãos do controle externo também em Rondônia, segundo garantiu uma fonte.

INFORMAÇÕES DETALHADAS

Suspeitas de que a prática não é incomum nos demais estados do país podem ser investigadas aqui pelos órgãos do controle externo, principalmente pelo Ministério Público de Contas.

Segundo a fonte, o MPC pode abrir um expediente cobrando informações detalhadas de órgãos públicos com visível excesso de servidores comissionados. Casos de folhas paralelas já foram detectadas no passado, levando à prisão políticos de alto-coturno.

MAIS BARATA

No mês de setembro a tarifa de energia vai ficar mais barata, com a adoção da bandeira amarela. A decisão foi oficializada ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No mês passado, o consumidor pagou pela bandeira vermelha.

O QUE FALAR

O governo federal acaba de criar uma nova província mineral, do tamanho de uma Suíça, no Estado do Amapá. Desmatamento e internacionalização da Amazônia: isso vai dar o que comentar, dentro e fora do país.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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