Em Linhas Gerais

Apesar de tudo, Hildon continua sendo o melhor para Porto Velho

 

FILOSOFANDO

“O mal é sempre possível. E a bondade é eternamente difícil. Para quem sente dificuldade em acreditar em Deus, o mal é apenas uma questão de ponto de vista.” ANNE RICE (1941), escritora norte-americana cujo nome de batismo é Howard Allen O’Brien. Autora de séries de terror e fantasia.

QUEDA NA CERTA

A chegada de aplicativos de transporte como o Uber a Porto Velho pode até gerar manifestações de motoristas de táxis, mas não impedirá sua atuação em Rondônia. É uma imposição do mundo das tecnologias. O anúncio do Uber está espalhado pela capital rondoniense. A revolta da categoria dos taxistas não vai surpreender ninguém. Afinal, a previsão é de uma queda de até 50% nas receitas dos taxistas se não fizerem nada para não perder passageiros.

INVESTIMENTO

O Brasil desembolsa hoje, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), US$ 3.826 por estudante do ensino fundamental. Isso equivale a metade do que Japão, Coreia do Sul e Estônia investem (entre US$ 7.000 e US$ 8.000). Ou o país aprende a lição e investe em educação para retomar o crescimento, ou verá o mundo desenvolver-se e crescer, debruçado na janela e sem um cobertor sequer.

RESULTADO

Sem estrutura e sem recursos, a qualidade de aprendizado é a primeira vítima. E o problema vai arrastando-se ao longo dos anos. Quando chegam ao ensino médio, os estudantes atingem 267 pontos em matemática, muito longe do desempenho esperado de 350 pontos, segundo os últimos dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). E isso, como se constata, não é assunto nem de nossos “zelosos” deputados e muito menos do “aguerrido” Sintero.

APESAR DE TUDO É MELHOR

A administração municipal comandada por Hildon Chaves está longe de ser a concretização dos sonhos dos eleitores (especialmente detentores de massa crítica) que esperam uma “revolução” na gestão portovelhense. Mas ninguém pode negar (especialmente quem acompanha a vida da capital desde que Rondônia deixou de ser território) que a gestão do tucano é muito melhor se comparada às anteriores.

PROVISÓRIAS

Falta, claro, ajustes e talvez mais coragem de romper com os esquemas fracassados do passado o que ainda vige no setor de transporte público. No segmento permanece como agravante soluções improvisadas (??) e seus lamentáveis efeitos colaterais.

MUDANÇAS

Uma notícia alvissareira circulou ontem dando conta de que o prefeito Hildon está buscando a sintonia fina em sua gestão. Novas mudanças no “staff” de Hildon devem acontecer a qualquer momento. Na lista das substituições, segundo fontes, estão Antônio Ocampo e o advogado Breno.

SAÚDE

Ontem o nome do médico Amado Rahall era especulado para comandar a Saúde. Difícil um nome melhor. O médico foi o melhor diretor geral que o Hospital de Base já teve.

QUEIMAÇÃO

E talvez por isso, também ontem, gente gravitando em torno do prefeito buscava detoná-lo. Falaram sobre Rahall ter tido problemas na esfera do Judiciário. Pura besteira. A primeira prova de que Amado não tem restrições foi sua participação eleitoral. Se sua candidatura foi registrada pela Justiça Eleitoral, é exatamente por ser ficha limpa. Politicamente Amado participou da chapa do principal adversário de Hildon. Mas isso não é questão insuperável. Outros nomes ligados a esquemas políticos que Hildon precisou enfrentar acabaram compondo o gabinete do prefeito atual. Se o importante for o critério de competência, o prefeito não encontrará um nome melhor que o do experiente Amado.

SONHO ANTIGO

Faz tempo que o deputado Maurão de Carvalho, atual presidente da Assembleia, sonha em se transformar governador de Rondônia. Esse lúdico desejo de Maurão chegou perto da realidade quando – por conta própria – lançou-se candidato ainda no PP. Sem o garantido apoio de Ivo Cassol, a candidatura do deputado ficou tão desbotada que seu estado de graça foi bombardeado por seu guru político no dia da convenção partidária. Cassol preferiu a irmã. Nem a candidatura para o senado sobrou. No lugar de Maurão, o ex-governador preferiu colocar a própria mulher na disputa.

A CALHAR

Sobrou para Maurão disputar uma vez mais (o que ele, como afirmava, não queria) a reeleição de deputado estadual. Reeleito, graças à experiência adquirida ao longo dos vários mandatos, Mauro conseguiu algo que parecia ser impossível: tornar-se presidente da Assembleia por dois mandatos sucessivos.

Não demorou muito para o presidente deixar o PP, trocado pelo PMDB do senador Valdir Raupp. O objetivo foi anunciado claramente: ser candidato ao governo do estado pelo vetusto PMDB onde o cacique Raupp demonstrava desinteresse em concorrer à sucessão de Confúcio. Nesse cenário, o PMDB rondoniense tinha diante de si o árido cenário de não ter nome para liderar a corrida sucessória e assim o nome de Maurão vinha mesmo a calhar.

DESBOTANDO

Mas essa “alternativa” não empolgou e nem empolga a maior parte dos peemedebistas. O ex-pepista é um deputado cada vez mais desbotado. Imagina aprovar uma verba de mais de 6 mil reais para pagar alimentação de deputado!  Ora, é claro que isso passou na Assembléia pela insistência do mesmo grupo de deputados que insistem em colocar na pauta da casa, como algo fundamental, a implantação da TV Assembléia, uma verdadeira bobagem. Apenas um ralo por onde escoar dinheiro público. Até parece que esse grupo parlamentar não acredita que vivemos um momento crítico, com desemprego alto e falta de recursos para setores fundamentais.

ANTIGO

Maurão não é fenômeno novo na política. Não explicou até hoje qual seu verdadeiro objetivo de chegar ao governo. Na verdade o deputado não disse até hoje se pretende (e como) mudar a realidade do estado. Parece mais interessado em evitar perdas para aqueles que gravitam em torno de si e defendem sua sonhada candidatura. Parece que busca apenas uma escada para sua paróquia e não caminhos para o conjunto da população de Rondônia. Fica difícil acreditar que Maurão vá se interessar em corrigir injustiças e firmar compromissos de livrar o estado dos grupos cada vez mais sequiosos em dilapidar o erário.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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