Em Linhas Gerais

Além das brigas internas, as suspeitas de corrupção dos caciques enfraqueceram o MDB rondoniense – Gessi Taborda

Além das brigas internas, as suspeitas de corrupção dos caciques enfraqueceram o MDB rondoniense

RESPONSABILIDADE

Somos responsáveis pelo Brasil e pelo futuro do nosso estado. Todos nós queremos um país e um estado melhor para nossos filhos e para a sociedade em geral. Então é necessário insistir no voto consciente da cidadania, pois voto tem verdadeiramente consequência. A qualidade da democracia em que vivemos depende disso: de bons frutos saídos das urnas. É da omissão com o voto consciente que aparece a corrupção permitindo que os maus dominem as instituições representativas. Vamos votar para melhorar o Brasil e melhorar Rondônia.

GAME OVER

Termina amanhã grande parte do jogo eleitoral em todo o Brasil. Em alguns estados deve ocorrer o segundo turno para a escolha de quem vai governar. Em vários outros, de acordo com observadores experientes, é possível a decisão num turno só. E isso também é possível (embora haja controvérsias) para a escolha do próximo presidente da República.

Em Rondônia os analistas mais confiáveis apostam numa decisão final sobre a escolha do governador nesse domingo, dia 7. Pelo menos apostavam antes do fato político determinando o afastamento do candidato do PDT, Acir Gurgacz, da disputa.

TROPEÇO

Ao se inviabilizar a candidatura do PDT surgiram incógnitas pelo fato de não dar para dizer qual será o escoadouro de seu eleitorado. Acir, como se sabe, estava na vice-liderança da corrida sucessória. Se nada tivesse acontecido ele era o único nome com chances de ir ao segundo turno embora estivesse muitos pontos atrás de Expedito Júnior.

Imagina-se que o candidato terceirão, Maurão de Carvalho, pode se beneficiar com a migração dos votos do pedetista. Isso é mera suposição. Certeza só sobre quem perde com o impedimento de Acir Gugacz: os demais componentes de sua chapa. Expedito mantém sua forte liderança e pode, ainda, liquidar a fatura no domingo.

MAL AVALIADO

Dá para sentir conversando com populares especialmente em Porto Velho os principais motivos da perda de força do MDB no estado nas eleições desse ano. As últimas gestões emedebistas de Rondônia foram mal avaliadas pela população. Pesou muito contra o partido as suspeitas de corrupção de seus caciques, as brigas internas que criou uma debandada de suas lideranças históricas, a ponto de obrigar o velho partido a dar legenda para um político sem carisma, sem liderança, sem conteúdo e sem qualquer ligação histórica com o MDB ou com a sigla antecessora, o PMDB.

FALTOU NOME

O neo-emedebista Maurão de Carvalho nunca foi levado a sério nem pelos seus antigos tutores em seu tempo de pupilo de Ivo Cassol. Beneficiou-se do enorme desgaste do MDB, acostumado a disputar eleições sem candidatos próprios ao Executivo, decidiu pela candidatura de governo. Na falta de um nome de peso, o Maurão rejeitado na disputa passada pelo seu grupo cassolista acabou sendo ungido pelos caciques emedebistas.

INSISTÊNCIA

O empresário dono da famosa Eucatur andou afirmando nos potins de ontem que não vai arredar o pé da disputa. Significa que não deverá obedecer a decisão judicial de sair fora do jogo. E significa muito mais: não deverá anunciar uma posição favorável aos demais concorrentes. Então, a adesão de eleitores do PDT por outros candidatos deverá ocorrer por iniciativa de cada um. Verdade seja dita: nessa altura do campeonato não há mesmo condição de se anunciar uma nova aliança.

 

NÃO MANDA

Enquanto os pedetistas ficam nesse cenário de biruta de aeroporto, sem saber qual rumo a tomar diante da insistência de seu cacique-mor de imaginar ser possível continuar na esperança de um milagre nascido de uma nova incursão judicial, os responsáveis pela candidatura do neo-emedebista Maurão de Carvalho agem como se estivessem ainda perdidinhos e temerosos de um resultado negativo, com a fatura sendo liquidada amanhã pelo tucano Expedito Júnior.

Na verdade em cima da hora como estamos uma determinação do cacique do PDT encaminhando os votos de seus partidários não teria maiores efeitos. Afinal, depois desse desenlace a cúpula do PDT não teria menor de chance de mandar no voto de quem estava com seu candidato à sucessão.

POLARIZADA

A campanha que começou pulverizada com tantas candidaturas terminou polarizada, entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad. Ou seja, o antipetismo e o PT.Cenário mais ou menos parecido com o de Rondônia, onde pulularam um monte de candidaturas. Aqui não houve uma polarização, Expedito Júnior liderou a preferência popular desde o princípio.

Acompanho o cenário político, como jornalista, a mais de 40 anos. Do jeito que vi Bolsonaro crescer e se consolidar, e do jeito que vi a consolidação da liderança de Expedito Júnior, não ficarei nem um pouco surpreso se ambos vencerem no primeiro turno. É claro que ainda não há como avaliar os efeitos da saída de Acir Gurgacz da disputa em RO, onde estava classificado na segunda posição. Mas isso ainda não é o bastante para melar uma vitória em primeiro turno de Expedito Júnior.

SEMPRE ELE

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o ex-secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná Pepe Richa, irmão do ex-governador do Estado e candidato ao Senado pelo PSDB, Beto Richa. A decisão beneficia ainda outros sete presos na Operação Lava Jato 55, capturados em 26 de setembro.

LIBERADA

Alguns candidatos a deputados federal e estadual de Porto Velho fizeram ontem e pretendem fazer hoje novas manifestações nos principais cruzamentos da capital e, conforme adiantou fonte, realizar caminhadas pelas principais vias com seus apoiadores, na esperança de conquistar eleitores indecisos.

Até as 22h deste sábado, a campanha de rua está liberada, mas vale o alerta de que a ‘derrama’ de santinho e panfletos em frente a locais de votação é crime e pode dar punições a candidatos, partidos e coligações.

CIRO

Ontem, no cruzamento das avenidas Jorge Teixeira e Calama o PDT promoveu um ato de apoio a favor de Ciro Gomes, no período da tarde. Nas muitas bandeiras não se viu o nome de Acir Gurgacz que foi retirado da campanha por decisão do TSE.

30 ANOS

A Constituição completou 30 anos. Por seu enfoque inédito na garantia aos direitos fundamentais e à dignidade da pessoa humana ficou conhecida como “Constituição Cidadã”. A Constituição cidadã igualizou direitos entre trabalhadores urbanos e rurais, estendendo a mesma conduta aos avulsos, avançou nos direitos dos empregados domésticos de forma significativa. Ampliou a proteção jurídica da empregada gestante (seja pelo prazo de licença previdenciária de 120 dias, seja pela garantia de emprego, com prazo de até 5 meses após o parto).

Ampliou o prazo de aviso prévio para 30 dias, estendeu o FGTS para todos os empregados, ampliou o acréscimo rescisório, minorando os reflexos negativos da rescisão contratual para o empregado. O aniversário da Constituição foi ontem, data que merece as mais sinceras comemorações.    

AUTOR: GESSI TABORDA –  COLUNISTA EM LINHAS GERAIS

JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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