Em Linhas Gerais

AINDA EXISTEM SAÍDAS? 2016 se aproxima -por Gessi Taborda

PENSAMENTO DA SEMANA

“Quem sabe aonde quer chegar; escolhe o caminho certo e o jeito de caminhar.” Thiago de Mello, escritor brasileiro.

AINDA EXISTEM SAÍDAS?

Aproximando-nos cada vez mais de um novo ano eleitoral, quando todas as cidades deverão escolher seus prefeitos e vereadores, uma pergunta espera respostas das principais lideranças, políticas e sociais, do estado: temos saída a curto ou médio prazo? Quais serão? E por que motivos nenhum dos pretensos participantes da próxima disputa eleitoral não estão falando sobre isso?

Na verdade, muitos dos pretensos candidatos apontados até esse momento nem chegam, pelo visto, a reconhecer que o estado – e principalmente seus grandes municípios – enfrenta uma crise econômica e política. Por isso não são atraídos para esse tipo de debate, preferindo focar questões de varejo das dificuldades da vida urbana.

UM VEREADOR

Se falar dos problemas da crise não interessa nem mesmo a quem pretende disputar o cargo máximo, entre aqueles que sonham com a reeleição ou com a primeira vitória no cargo de vereador a situação é ainda mais desanimadora.

Todavia nesse cenário de mesmice e mediocridade, em termos de Porto Velho, a nossa capital, pelo menos um vereador (de 1º mandato) vem surpreendendo por suas posturas de críticas à gestão atual e, consequentemente, por colocar em seus discursos uma mensagem de esperança. Trata-se do vereador e jornalista Everaldo Fogaça.

PONTARIA DE ASPONE

Por não desviar – como a maioria de seus colegas mais preocupados em agradar o Executivo – o olhar crítico da situação real de Porto Velho, especialmente em segmentos como o transporte coletivo, a saúde, a segurança e a qualidade de vida dos moradores; cria desafetos entre os próprios colegas de vereança (com destaque para Jair Montes), responsáveis até por uma tentativa de cassação de seu mandato e, inusitadamente, sofreu ameaça de agressão física da parte de um desses secretários municipais – um reconhecido aspone – que por falta de pontaria acabou acertando vereador Cabo Anjos.

PACTO DA VERDADE

O município de Porto Velho amarga os piores IDH das capitais do Brasil. Não é apenas uma cidade urbanisticamente feia, com aparência de abandono e desleixo. Mas Porto Velho não está sozinha. A maioria dos municípios de Rondônia está diante de desafios imensos no viés econômico/financeiro e atravessam um período extremamente difícil em relação à transparência ética de suas gestões, com prejuízos provocados pelos desvios dos recursos públicos e pela corrupção cada vez mais endêmica no estado de Rondônia.

Tudo isso mostrando a necessidade de que os pretensos candidatos à disputa do próximo ano firmem um pacto da verdade, colocando no centro dos compromissos a serem defendidos temas de estado, deixando de lado interesses corporativos, particulares e pessoais.

RECURSOS DRENADOS

Rondônia nasceu como um estado beneficiado por imensas riquezas naturais. E nesse contexto, Porto Velho foi um importante município na produção de ouro e de outros minérios.

Mas a riqueza extraída em todo o estado (como a cassiterita de Ariquemes) foi drenada para o enriquecimento de pequenos grupos políticos, de espertalhões e aventureiros, sem a contrapartida dos investimentos.

Nos municípios (e esse é um caso inegável de Porto Velho) nenhum prefeito aceitou tomar medidas corajosas e inadiáveis para colocar as comunidades em condições de crescer de forma saudável, conquistando indicadores sociais dos quais nos orgulharíamos.

INVESTIMENTOS

Permitindo rombos contínuos nas riquezas produzidas (até hoje há um total mistério em saber para onde foi todo o ouro produzido em Porto Velho) investimentos fundamentais no processo viário (apena o município de Jiparaná tem algo como um anel viário), de estradas coletoras da produção, na legalização de terras ocupadas pela expansão urbana, na infraestrutura deixaram de ser feitos.

E depois há outro aspecto praticamente não revelado nos discursos dos políticos atuais: as gestões públicas sempre gastaram mais do que arrecadaram, gerando esse aparato estatal fraco, com presença sempre ausente em serviços essenciais para a melhor qualidade de vida dos moradores, como transporte, mobilidade, lazer, etc.

FALTA GENERALIZADA

Há uma clara percepção de que a maioria dos gestores públicos rondonienses (há, claro, municípios que são honrosas exceções) na maioria das vezes atrapalham mais do que ajuda. A sucessão de escândalos, a ação cada vez mais presente de instituições como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (muitas vezes em parcerias com órgãos federais) mostrou que a praga da corrupção fez de boa parte das gestões municipais estruturas a serviço de si mesmas, de seus pequenos grupos de apaniguados.

A REDE SE AMPLIA

Pequenos municípios como Cujubim até municípios fortes como Cacoal e Vilhena caíram nessa mesma rede, que retroalimenta essa ideia de um estado refém do crime organizado, dos ladrões de colarinho branco, sempre mais equipados para vencer as sucessivas eleições.

É preciso criar a partir das próximas eleições uma consciência em todo o estado que possibilite construir um grande pacto de verdade, que mostrando a realidade presente possibilite um olhar de maior esperança para o futuro.

MAIS SÉRIA

A crise econômica, financeira, ética e de competência é, certamente, a mais séria que vivenciamos no estado. Mas, se toda a crise representa também uma oportunidade de fazer diferente e melhor, aproveitemos as atuais dificuldades para construirmos um novo e democrático reordenamento da relação entre as gestões municipais e moradores do estado rondoniense.

É urgente o enfrentamento dessa questão. Precisamos de novos prefeitos e novos vereadores que não sejam um obstáculo ao progresso com desenvolvimento sustentável.

VEREADORES

Precisamos de Câmaras Municipais em que o clima de confronto saudável entre os representantes do povo e os gestores públicos seja preservado.

Chega de vereadores que não enfrentam os problemas administrativos para não se desgastar. Para não perder a capacidade de indicar cabos eleitorais ou membros da família para os melhores cargos do Executivo.

Enquanto nossas Câmaras Municipais não assumir o papel de palco de confrontos é muito provável que não haverá avanços reais para melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano em nossas comunidades.

RECEITA BATIDA

As campanhas eleitorais permitirão a vitória de um único comportamento: negar-se de qualquer forma e a qualquer preço a discutir qualquer problema, antecipar qualquer medida polêmica ou meramente admitir que qualquer solução depende da contribuição de alguém. Ou seja, é aparentemente mais produtivo defender a tal tarifa zero para o transporte coletivo, sem contar que na verdade “a tarifa zero” é paga pelo cidadão-contribuinte-eleitor.

FUTURO ADIADO, DE NOVO

Do jeito que está, parece que mais uma vez o futuro ficará para depois. Assegurado que não discutiremos os assuntos de interesse comum nem mesmo em período eleitoral

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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