Em Linhas Gerais

A situação é de calamidade com os serviços parando, até nas unidades de saúde e na área de segurança, não há dinheiro para nada

PARA PENSAR

“A definição da mentira é transformar a utilidade em verdade. O império da política é, portanto, o império da mentira”. José Ortega Gasset.

PERGUNTINHA SOCRÁTICA

Até quando nosso meritório Judiciário vai permitir que um petista condenado como o ex-prefeito de Porto Velho continue nas ruas como homem acima de qualquer suspeita? E ele já engendrando táticas para voltar a se candidatar no próximo ano. Por que gente dessa laia não vai prá cadeia nem depois de encher a capital de elefantes brancos onde se enfiou dinheiro público às carradas ? A perguntinha socrática fica no ar…

RIDÍCULOS

É como se fosse uma sina na vida de Rondônia. Enquanto o prefeito da capital anuncia bombasticamente que decretou a caducidade do contrato permitindo os operadores atuais do transporte público municipal e, em consequência disso, anunciou uma (pasmem!) uma solução “Emergencial” para substituir os empresários que, por décadas, estão dando as cartas nesse segmento; o Estado tem índices ridículos de saneamento, embora a estatal Caerd tem uma folha de pagamento extraordinária, sem resolver anos de descaso daquilo que deveria ser sua obrigação.
Convenhamos: há algo mais ridículo do que sermos comandados por pessoas que vivem perdidos nas intempéries políticas.

CALAMIDADE

Se a “Oposição” rondoniense não fosse tão comportada, se o governo não conseguisse a blindagem junto aos chamados jornalões e redes televisivas, a população iria conhecer a verdadeira situação do estado que bizarramente é comandado por um governador cassado por condenação da Justiça Eleitoral.
A crise rondoniense nesse momento não tem similar com nenhum outro estado. A situação é de calamidade com os serviços parando, até nas unidades de saúde e na área de segurança, não há dinheiro para nada.

ANDORINHA SÓ
Pode parecer incrível, mas apenas o deputado José Hermínio desmonta o círculo de proteção em favor do governo, denunciando inclusive que até para pagar fornecedores passou a ser praxe a cobrança de 50% de propina em cima da fatura vencida.
Por que os demais deputados fingem que não veem a crise em que se debate o estado? Parecem estar naquela de cuidar de si mesmo e dos seus interesses pessoais. A esperança está nas ações que o Ministério Público e dos conselheiros do TCE.

PATÉTICAS

Por que por aqui sempre é assim e, como sempre, não acontece nada! Dezenas de milhões foram pelo ralo nas m* de obras (literalmente) de ex-prefeitos no orla do rio Madeira (coisas batizadas como Terminal Pesqueiro, Feira do Produtor, Praça da EFMM e outras baboseiras do mesmo tipo) e todo mundo tira o seu da reta. Restam apenas os pedidos de desculpa (quando acontecem) e todo mundo fica flanando numa boa! Ora, vá à m* com as desculpas. Ah, o que se quer mesmo é o dinheiro de volta aos cofres públicos e punição exemplar para TODOS os envolvidos, inclusive políticos. Ora, ora…

ABANDONADA

Quem vem a Porto Velho pela primeira vez leva um susto. Fica com a impressão de ter chegado a uma cidade abandonada pelo poder público municipal. São ruas tomadas por matos, entulhos, buracos por todos os lados. E as praças centrais são exemplos de descaso da prefeitura com o urbanismo e qualidade de vida dos moradores da capital.
Eleito como o “salvador da pátria”, o prefeito Mauro Nazif é só conversa para boi dormir. Insiste em não enxergar a cidade está literalmente abandonada, desde suas praças aos bairros, povoados e distritos.
Em vista da péssima administração desse prefeito do PSB, muita gente passa a acreditar que ele é mais um estigma para acabar com a réstia de sorte da própria cidade e das futuras gerações. É tão ruim que a desgraceira de seu antecessor já está pensando em retornar para a cadeira que nunca deveria ter ocupado.

DESCOLANDO

No programa do PT que vai ao ar nesta terça feira não haverá a aparição da presidente Dilma Roussef. Assim como desistiu de fazer o pronunciamento do 1º de Maio, temendo o panelaço, ela não quis gravar para o programa nacional do PT, que vai ao ar hoje, no rádio e na televisão. Dilma quer descolar seu nome do PT no momento em que o partido é apontado como sinônimo de corrupção, escapando de outro panelaço. Um novo panelaço para hoje foi convocado pelas redes sociais, para acontecer na hora em que for ar o programa do PT.

TOALHA JOGADA

Certamente na lenga-lenga oficial o prefeito da capital rondoniense vai procurar uma saída, uma maneira de tirar o seu da reta, insistindo que sua gestão não jogou a toalha na questão da mobilidade urbana. Mas não será muito explicar porque teve de devolver recursos de milhões que a União tinha disponibilizado para Porto Velho implementar medidas voltadas para melhorar o precaríssimo sistema (??) de mobilidade dessa capital.

Na verdade virou praxe nos arraiais da gestão Nazif devolver dinheiro oriundo dos cofres da União por falta de projetos. Esse foi o motivo da devolução dos recursos milionários colocados para a municipalidade aplicar na mobilidade urbana. Esse comportamento é uma prova eloquente de que é extremamente improvável que Nazif tenha qualquer êxito na resolução dos problemas mais sérios da cidade até o final (ufa!) de sua triste gestão.

MEIO DE ENGANAR

Incapaz de produzir projetos factíveis e de qualidade, as autoridades municipais buscam um método onde fica mais fácil enganar o povo. São as improdutivas e estéreis audiências públicas, até mesmo para assuntos onde a decisão tem de obedecer bases tecnológicas.

É por exemplo o que acontece em relação à promessa da construção de uma nova rodoviária para a capital. É claro que até o momento tudo não passa mesmo de promessa. E não deverá sair disso. Afinal um projeto como o da rodoviária – até no quesito localização – não deve ser decidido em meros palpites de leigos. As decisões em torno de algo como a tal rodoviária precisam ser técnicas, atendendo diretrizes econômicas e não a meros interesses políticos.

PERDENDO TEMPO

Porto Velho está perdendo tempo há muitas gestões. E por isso estamos para trás na história. O prefeito Mauro Nazif que foi eleito como “salvador da pátria” não tem nada para apresentar quando já caminha praticamente para o fim de seu tempo na prefeitura.

Incapaz de construir um projeto para o município, de base tecnológica, pautado na inovação. Vai terminar o seu tempo sem ter ao menos definido as vocações do município, que poderiam atrais múltiplos investidores. Essa perda de tempo vai fazer Porto Velho andar ainda mais para traz no seu desejo de se firmar como uma cidade de qualidade razoável de vida.

JÁ FOI TARDE

Finalmente a primeira condenação de fato da ex-deputada Ana da Oito. Ficará, mantida a condenação, oito anos fora da vida pública. Certamente o cenário político não perderá nada com isso. Que essa decisão possa servir de exemplo para outros políticos prontos a dar o bote no erário ou em negociatas acreditando na impunidade.

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FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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