Em Linhas Gerais

A situação do PT, por motivos óbvios, para as eleições desse ano é periclitante -por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“No ministério tem gente capaz, o problema é que a maioria é capaz de qualquer coisa”. Getúlio Vargas (1882/1954), político brasileiro que foi presidente da República e fundador do PTB.

DIFERENÇAS

Passada as manifestações pelo impeachment de Dilma no próximo domingo, é esperado que os interesses dos políticos e da própria opinião pública se voltem para eleição desse ano, quando os integrantes da Câmara e o prefeito da cidade serão escolhidos pelos eleitores.

E muita gente ainda não se deu conta que nesse ano as eleições contarão com algumas mudanças surgidas com a minirreforma eleitoral, já em vigor.

MAIS AGITAÇÃO

Os trabalhos estarão, até o final desse mês, a todo vapor pois as convenções serão realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. Já o registro de campanha será realizado no dia 15 de agosto, mesma data que começa oficialmente o período de propaganda eleitoral.

AJUSTE FISCAL

Nestas eleições os partidos e candidatos terão de fazer um “ajuste fiscal” mais profundo para bancar os custos e fechar as contas das eleições municipais.

Com iminente proibição das doações de empresas, o Fundo Partidário, alimentado por recursos públicos, se transformará na principal fonte de financiamento de campanhas.

O problema é que, para os padrões de gastos vigentes, os recursos (oficiais) poderão ser insuficientes. Mesmo que fosse integralmente investido nas campanhas, o atual valor do Fundo Partidário cobriria menos de 20% dos custos das mais recentes eleições municipais, realizadas em 2012.

ALTERNATIVAS

Para equilibrar as contas, os partidos terão as seguintes alternativas: cortar gastos, multiplicar as doações de pessoas físicas ou elevar o valor do Fundo Partidário, ou ainda, tentar promover uma combinação dessas três medidas.

Nenhuma das alternativas é de simples aplicação, principalmente doações de pessoas físicas. Conquistar mais doações não será tarefa fácil – essa modalidade de financiamento não tem tradição no Brasil, e mudar esse cenário é ainda mais complicado em um contexto de alta desconfiança em relação a partidos e políticos.

ESPERANÇA

Enfim, as novas regras devem mudar um pouco a forma de se fazer campanha. Mas o que esperamos é que os melhores candidatos, mais bem intencionados e dispostos a colaborar com o serviço público, sejam os eleitos.

ESTRELA

Sergio Moro é uma estrela e não há nenhum mistério sobre a razão. O jovem juiz brasileiro abriu a tampa de um esquema de corrupção de longo alcance que já tinha desviado mais de US$ 3 bilhões da Petrobras, diz a revista norte-americana “Americas Quartely”, que traz Moro na capa de sua edição dessa semana entre o promotor colombiano Iván Velásquez e a procuradora-geral Thelma Aldana, que também vêm atuando fortemente contra a corrupção em seus países.

EM ANO ELEITORAL

Os políticos encalacrados no Poder não perdem a mania de acreditar ser fácil enganar o eleitorado. E assim, basta o ano ser eleitoral para anunciarem ações voltadas de cunho econômico e social, isso após anos e anos no poder sem fazer nada.

Agora, numa corrida maluca, o prefeito que ficou praticamente todo o mandato se coçando busca se mexer principalmente em bairros historicamente esquecidos pelo poder público, realizando ações pontuais, mascarando seu longo tempo de imobilismo. É o que acontece agora no antigo bairro Calama (transformado em Flodoaldo Pontes Pinto) com homens e máquinas recuperando pedaços de ruas até então abandonadas pela prefeitura.

CASTANHA

Seguindo esse mesmo roteiro outro anúncio, este tendo a participação do governo estadual. Trata-se da criação de um grupo de trabalho, envolvendo órgãos do governo estadual, federal e entidades do terceiro setor irá fortalecer a produção de castanha-do-Brasil em Rondônia.

A intenção foi anunciada no Encontro de Consolidação da Cadeia de Valor de Castanha do Brasil, em Porto Velho, promovido pelo governo estadual em parceria com o projeto Pacto das Águas, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Dá para acreditar que alguma coisa com a participação do governo rondoniense e com a Petrobrás vai dar certo, é coisa séria?

COISAS DA CRISE

Deu na FSP: O número de passageiros de ônibus urbanos no país caiu em média 4,2% no ano passado em relação a 2014 (2011 a 2015 menos 14,6%). Levantamento inédito da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano) estima uma perda de 900 mil usuários por dia.

ABERTA

Como é muito comum entre políticos deixar a tomada de posições para os últimos momentos, ainda é possível que a composição da câmara municipal sofra mudanças. A janela aberta para vereadores trocarem de partido sem que haja risco de perder o mandato se fechará no próximo dia 18. Resta uma semana para interessados definirem o seu futuro. Segundo fontes, pelos menos cinco parlamentares da Câmara de Porto Velho convivem com a incerteza sobre qual decisão tomar.

TIPO VELÓRIO

A situação do PT, por motivos óbvios, para as eleições desse ano é periclitante. Mas em Porto Velho o simples anúncio de que o partido pode lançar o nome do ex-prefeito acusado (e até condenado) por denúncias várias de prática de corrupção, a ponto de ir para cadeia antes de encerrar o segundo mandato e receber o apelido popular de prefeito Ali Babá colocou os eventuais pretendes da sigla na corrida pela vereança numa espécie de clima de velório. Muitos já confessam sua desistência, temerosos dos reflexos que a tresloucada decisão provocará em quem imagina ser vereador pela legenda. Vai ser difícil encontrar algum candidato proporcional com coragem de defender o retorno de Ali Babá.

NÃO ESCAPA

Uma fonte bem informada garantiu para coluna que Carlão de Oliveira terá mantido mandado de prisão e seu encaminhamento ao sistema carcerário para cumprir a condenação recebida na Justiça pela prática de corrupção quando presidiu a Assembleia Legislativa rondoniense. A prisão do ex-parlamentar acusado de chefe de quadrilha pela Operação Dominó (quando acabou passando uma temporada na cadeia da PM) vai mostrar que também em Rondônia todos são iguais perante a lei. Vários acusados de pertencerem à quadrilha que agiu por muito tempo dentro da Assembleia já estão presos. Carlão, como disse a fonte, vai ser tratado sem distinção. Ele não é intocável.

PROVA DOS NOVE

Políticos governistas rondonienses adoram bater no peito ao afirmarem que a crise do país não chegou por aqui. Mas a verdade é bem diferente dessa tentativa de criar marketing para blindar a gestão do establishment governista. A situação, isso sim, é crítica. E até os leigos em economia podem verificar isso fazendo uma visitinha ao único shopping da capital e perceber o número de lojas fechadas. Até na praça de alimentação essa situação é evidente.

TIRAMBAÇO

Our man in Brasília confirmou uma ptose no semblante de Lula durante sua visita à capital da República, onde foi tentar mais uma vez salvar Dilma do impeachment, almoçando com senadores e até fazendo beijando a mão de Sarney. Está sofrendo os efeitos das bombas dos últimos dias. O último tirambaço dado pelo promotor Cassio Conserino, do MP paulista, com a denúncia sobre o tríplex de Guarujá. É uma denúncia que ainda precisa ser aceita ou rejeitada pelo juiz, mas atinge Lula em cheio.

Taborda

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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