Em Linhas Gerais

A crise assola o estado e o Brasil – por Gessi Taborda

PENSAMENTO

“Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se. Se escolher o amor ficará sem o mundo, mas escolher o mundo, com ele você conquistará o amor”. Einstein (1879/1955), físico teórico alemão.

BAIXÍSSIMA

Não há uma o informação oficial da instituição representativa desse segmento, mas uma fonte credível voltou a apontar como crítica a situação da rede hoteleira de Porto Velho. De acordo com essa fonte a taxa de ocupação dos hotéis da capital está em torno de 50%. Isso significa que os números está aquém do ideal para se manter um ponto de equilíbrio financeiro nesses estabelecimentos. A queda da taxa de ocupação na rede hoteleira é reflexo direto da crise econômica do país (refletida na economia do estado) e número muito grade de novos hotéis, nos últimos sete anos, em relação ao tamanho da cidade e sua demanda. A situação demonstra Porto Velho não tem turismo de lazer e, mesmo com a propaganda oficial, não tem turismo de negócios.

EM ALTA

Com as quedas de mais de 25% no número de carros novos vendidos em toda Rondônia e a crise financeira que vem assolando as famílias, as impedindo de correr atrás do sonho de adquirir um veículo zero quilômetro, muitos são que estão apostando, neste momento, em fazer um maior número de manutenções para manter o carro usado rodando por mais tempo. Por conta disso, o aumento na procura pelas oficinas por parte de donos de veículos vem crescendo nos últimos meses, especialmente em Porto Velho.

DESCENDO

Seja sincero: você já percebeu como o estado está parado? E não é só o estado, é o Brasil todo. Essa o grupo Votoratin fechou sua fábrica de aço no interior do estado do Rio de Janeiro. Foi o bastante para circular em certos setores da economia rondoniense que a fábrica de cimento do grupo em Porto Velho pode seguir o mesmo destino.

A economia despenca ladeira abaixo, e, é claro, quem mais sente são os que não têm poder nem riqueza, ou seja, a maioria esmagadora da população.

NAS ALTURAS

Essa sensação das coisas desmilinguindo a gente vê aqui nessa capital que não tem nem mesmo um Ceasa capaz de ajudar na regulação dos preços, na hora de comprar até mesmo comida. Nos supermercados, farmácias, bares, restaurantes, postos de combustíveis, os preços sobem quase semanalmente, enquanto hordas de desempregados crescem e os programas sociais são minados.

CASCATA

Aliás, a situação dos preços torna ridículos os maquiadíssimos índices de inflação oficiais. Um deboche, essa manipulação. E olha que em Rondônia nem universidades, nem instituições representativas do planejamento e da economia fazem (ou dão a conhecer) os levantamentos sobre a inflação local que, consta, é mais alta do que a registrada em outras capitais do país.

TERRA DO LEXOTAN

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de consumo de ansiolítico e o desgoverno como praxe das gestões públicas em todo o território nacional segue estressando cada vez mais a sociedade. No caso rondoniense não são apenas as disparadas dos preços que assustam. Há também a insegurança pública explícita e tenebrosa, vista a olho nu nas rebeliões das prisões, nas ações desmedidas de bandidos que agora matam à luz do dia, praticam chacinas e roubam como nunca se teve notícias.

Ai estamos nós entre os sítios mais violentos do Brasil, detendo o 3º lugar em homicídios desse país que parece fadado e não sair nunca de sua posição de Terceiro Mundo.

ENGABELAÇÃO

E diante do massacre praticado principalmente contra os mais pobres e menos conscientes, vem os governantes – diante da total inércia de órgãos que tem o dever de defender a moralidade da gestão, a responsabilidade nos gastos do dinheiro público – engabelando a população com propaganda mentirosa na TV, no rádio e na mídia amestrada em geral. Para isso nunca falta dinheiro. E é dinheiro grosso nessa propaganda vergonhosa para dopar um pouco mais a massa de ignorantes e alegrar os donos da mídia e áulicos que se deliciam com esse imenso teatro.

REPETECO DE SEMPRE

O colunista bem gostaria de ver algo novo saído das próximas urnas. Mas certamente, ano que vem, durante a campanha eleitoral, as mesmas caras, os mesmos tapinhas nas costas, entre tiros e filas na madrugada nos hospitais, nos levarão OBRIGATORIAMENTE (absurdo!) às urnas. E colocaremos ou recolocaremos no comando da política os mesmos, disfarçados de novos. É o fim da picada, podem crer!

DILMA VETOU

A presidente Dilma Rousseff decidiu vetar integralmente o Projeto de Lei do Senado 274/2015, que estende para os 75 anos a aposentadoria compulsória para todo o serviço público. Segundo a mensagem, publicada na sexta-feira, 23, no Diário Oficial da União e encaminhada ao Congresso Nacional, o veto integral ocorreu pela “inconstitucionalidade” do projeto de lei complementar.

ILHADOS

Pelo menos 6 rondonienses estão entre o grupo de turistas brasileiros que não estão conseguindo sair de Machu Picchu, cidade histórica do Peru que pode ser acessada facilmente por rondonienses através da rodovia do Pacífico, em sua conexão com o Acre. Os brasileiros estão ilhados em virtude de uma manifestação da população de Águas Calientes, contrária à entrega da administração do parque arqueológico para a iniciativa privada. E para piorar há, ainda a greve dos ferroviários. Pelo menos duas pessoas rondonienses informaram que estão ficando sem dinheiro, devido ao fechamento das casas de câmbio. Também passam privações pelo fechamento dos restaurantes do local.

É VOCÊ QUEM PAGA

Nos próximos 60 dias a Presidente Dilma tem seis viagens internacionais agendadas: Arábia Saudita, Vietnã, França, Emirados Árabes, Argentina e Japão. Oficialmente é dito que Dilma está tocando a vida, cumprindo agenda de Chefe de Estado porque a crise está controlada. Mas há quem ache que Dilma quer é ficar longe dos problemas políticos e arejar as ideias. De qualquer forma, Dilma manda cada vez menos, o governo foi terceirizado, uma parte para a turma próxima de Lula e outra para o PMDB.

ERA SÍMBOLO DO PT

Na Papuda. Muita gente nem lembra mais dele, ou nem liga mais o nome à pessoa, mas Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e 7 meses de prisão, pelo desvio de R$ 73 milhões do Banco do Brasil para irrigar o Mensalão é um símbolo do PT que tomou o poder. Pizzolato foi um dos sindicalistas do PT que subiu na vida com Lula, virou diretor de Marketing do Banco do Brasil. Ao desembarcar em Brasília não foi esperado ou saudado por nenhum antigo companheiro.

A Papuda, em Brasília, que virou residência temporária de petistas e mensaleiros, certamente ainda abrigará muita gente por conta do Petrolão. E não só petistas, mas outras siglas acomodadas em sua órbita.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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