Em Linhas Gerais

A condenação de Raupp e o conluio entre os Poderes – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Brincar de Deus é certamente brincar com fogo. Mas é aquilo que nós mortais fizemos desde Prometeu, o santo padroeiro das descobertas perigosas. Nós brincamos com fogo e assumimos as consequências, porque a alternativa é a covardia em face do desconhecido”. RONALD DWORKIN, filósofo do direito americana nascido em 1931 e morto em 2013. Foi professor de Teoria Geral do Direito na University College London e na New York University School of Law.

EDITORIALZIM

Há uma grande indagação na política, especialmente no âmbito dos municípios por aqueles interessados em conseguirem uma candidatura a prefeito ou a uma vaga nas câmara municipais: a data das eleições se manterão ou serão modificadas pelo Superior Tribunal Eleitoral. A decisão deve sair ainda nesse mês. O adiamento foi aprovado pelo Senado e agora vai ser apreciado na Câmara dos Deputados. A data não está ainda fixada. Após decisão do Congresso caberá ao STE anunciar a nova data e os critérios da processo.

Parlamentares e dirigentes partidários admitem que não será possível cumprir o cronograma estabelecido pela Justiça Eleitoral em razão do combate à pandemia do Covid19, que impôs enormes restrições a reuniões e atividades públicas em todo o Brasil.

Então há propostas para o adiamento das eleições programadas para outubro próximo. Uma dessas propostas defender a realização das eleições municipais em 15 de novembro para o primeiro turno, o que representaria uma postergação de 42 dias em relação à data estabelecida pela Constituição Federal, que é o primeiro domingo de Outubro (4 do 10). Nesse caso, se a proposta vingar, o segundo turno ocorreria em 6 de dezembro ou, no máximo, em 13 de dezembro, um domingo.

Assim, não haveria alteração quanto ao mandato dos atuais prefeitos – que se encerram em 31 de dezembro próximo – nem em relação à posse dos eleitos em janeiro de 2021. A  PEC que pode autorizar a mudança na data das eleições municipais está tramitando na Câmara e no Senado. O resultado ainda é incerto. Há uma questão que mexe com tudo isso: ainda não há certeza sobre o fim do atual isolamento. A tendência é de que haja a prorrogação.

Foi fixado um prazo para a definição do assunto: o mês de Junho que está praticamente em seu final. E enquanto não se decide nada, o calendário oficial para as eleições está mantido. Por ele, a realização das convenções partidárias que indicarão os candidatos a prefeitos e vereadores nos 5.570 municípios brasileiros devem acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto. Mas um fato é real: não há, no momento, ambiente e condições para o necessário debate e divulgação do processo. Tudo indica que a realização do processo eleitoral em outubro está comprometido.

Pois é, todas as dificuldades técnico-operacional conhecidas para a realização do pleito (como testes de segurança nas urnas eletrônicas) dá uma sensação de que não será possível fazer as eleições em outubro. Então é preciso raciocinar também levando em conta os efeitos políticos. Não dá para simplesmente se adiar para o próximo ano. Isso levaria à prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores.

Isso seria uma inquestionável violação dos princípios democráticos. E não justificativas para se fazer essa dilatação do mandato eleitoral. Aproveitar o momento para se realizar a coincidência de eleições em data única no Brasil, como defendem alguns, seria um enorme casuísmo. Esse é, na verdade, um tema controverso que não deve ser tratado agora.

O atual modelo que separa as eleições estaduais e federais justifica-se tanto por razões políticas quanto práticas, uma vez que escolher candidatos a oito cargos, de vereador a presidente, de uma só vez, não é aconselhável sob hipótese alguma. A maioria dos países do mundo não praticam esse sistema.

Resta ainda o debate sobre o recurso do Fundo Eleitoral, condenado pela maioria dos brasileiros, defensores de que esse recurso seja destinado à Saúde. É assunto que o Congresso precisa enfrentar imediatamente. Certamente que a realização das eleições mais perto final do ano haverá, como explicou o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, uma dificuldade maior para a realização do período de transição. Isso não é um caso extremo em municípios com a economia bem gerida e equilibrada, como acontece aqui na capital rondoniense. As eleições desse ano precisam ser realizadas de forma correta para não causar prejuízos à frágil democracia do país.

BR 319

A informação foi publicada na quarta feira (24) pelo site Diário do Poder, de Cláudio Humberto, em Brasília. Ele informou que o edital para a contratação de empresa que ficará responsável pelas obras de pavimentação do lote C da BR-319, no estado do Amazonas, foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (24). Segundo o Ministério da Infraestrutura, serão pavimentados os primeiros 52 quilômetros, no trecho que vai do quilômetro 198 ao 250. A pavimentação da rodovia, que liga os estados do Amazonas e Rondônia, vai facilitar a logística do transporte da produção agrícola da Região Norte. A expectativa é que as obras comecem o quanto antes, informou o ministro Tarcísio Gomes de Freitas.

FUNDAMENTAL

“Todo o trabalho referente ao licenciamento ambiental da rodovia – estudos, coletas e captura de fauna – será feito pelo Governo Federal nos próximos meses. Com isso, esperamos que a contratação esteja concluída ainda em 2020. E, como compromisso do governo do presidente Jair Bolsonaro, nós vamos licitar essa obra, que representa um marco para o desenvolvimento destes dois estados”, disse.

De acordo com o ministério, a BR-319 é fundamental para o transporte de passageiros e a integração social dos estados do Amazonas e Rondônia. A reconstrução dos 52 quilômetros vai garantir maior segurança e redução no tempo de viagem. Hoje, as alternativas à rodovia são o transporte por barco ou avião.

INVESTIMENTOS

O distritos de Jaci-Paraná recebeu mais de 30 milhões de investimentos nesse ano dentro da programação de obras e benefícios da prefeitura municipal sob a gestão de Hildon Chaves. O anúncio feito pela prefeitura de Porto Velho explicou que esse montante de investimentos atendeu diversas áreas do distrito melhorando a qualidade de vida dos habitantes, especialmente na Saúde. Tal feito só foi possível em decorrência do esforço e compromisso do prefeito Hildon Chaves e sua equipe técnica, o que possibilitou firmar parceria com a Santo Antônio Energia. A empresa disponibilizou os recursos a título de compensação socioambiental, por causa da elevação da cota do reservatório da hidrelétrica de Santo Antônio. Com as obras da prefeitura o distrito de Jaci saiu das longas décadas de abandono e esquecimento em que viveu.

NOCAUTE

O governador Marcos Rocha vai ter de aceitar as implicâncias do Ministério Público em recomendações de como agir para combater o Covid19. O governador tentou inibir procuradores do Ministério Público Federal (Gisele Bleggi e Raphael Bevilaqua) de darem pitacos em suas propostas e decisões relativas ao combate do vírus com uma ação na Justiça Federal. O coronel foi derrotado. A decisão da Justiça reforçou que tanto o Ministério Público Federal como o Estadual tem competência para se meter nesses assuntos do Executivo até para  promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.

FRAUDE

É bom o leitor ficar antenado com ações praticadas por bandidos em relação ao auxílio emergencial do governo. Esse jornalista e sua mulher foram vítimas de bandidos que estão usando o CPF das pessoas para entrar com o pedido de liberação do auxílio emergencial. No nosso caso eles não conseguiram o dinheiro. Veja se seu nome não está sendo usando c[GTC1] riminosamente através do link https://consultaauxilio.dataprev.gov.br/consulta. É importante denunciar o fato às autoridades para evitar enorme dor de cabeça no futuro.

SEM DATA

Ainda não há uma data fixada para o retorno às aulas presenciais no estado de Rondônia. Segundo uma fonte do setor esse retorno não deverá acontecer antes de agosto. A mesma fonte garantiu que o retorno dos estudantes, da creche ao ensino superior de forma gradual, em pelo menos 3 etapas.

ASSINATURA

Entrou em vigor no último dia 17, a Medida Provisória 983/20, a qual  criou dois novos tipos de assinatura eletrônica de documentos, a simples e a avançada, a serem utilizadas na comunicação digital entre órgãos da administração pública e entre o cidadão e o poder público. A assinatura simples se destina a transações de baixo risco que não envolvam informações protegidas por sigilo, permitindo a conferência de dados pessoais básicos, como nome, endereço e filiação. Tal viabilidade possibilitará que aproximadamente 48% dos serviços públicos disponíveis sejam acessados por meio de uma assinatura eletrônica simples, a exemplo de requerimentos de informação, marcação de perícias, consultas médicas ou outros atendimentos, segundo estimativa do governo.

SIGILO

Já a assinatura avançada aplicar-se-á em  processos e transações que tratem informações sigilosas, pois assegura que o documento é de uso exclusivo do titular e permite o rastreamento de alterações feitas no documento assinado. Tal modalidade poderá ser utilizada, por exemplo, no processo de abertura, alteração e fechamento de empresas, na transferência de veículos e na atualização de cadastros do cidadão junto ao governo. Ressalta-se que os dois novos tipos de assinaturas eletrônica não se aplicam a processos judiciais, a interações que exijam anonimato, aos sistemas de ouvidoria de entes públicos, aos programas de assistência a vítimas e a testemunhas ameaçadas e outros casos em que a preservação do sigilo seja necessária.

RAUPP CONDENADO

Os ministros Edson Fachin e Celso de Mello votaram pela condenação do ex-senador Valdir Raupp (PMDB-RO) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato. As manifestações dos ministros, respectivamente relator e revisor do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), foram apresentadas em sessão da realizada nesta terça-feira, 23. Após o voto divergente do ministro Ricardo Lewandowski, o julgamento foi suspenso. A ministra Carmen Lúcia e o ministro Gilmar Mendes ainda não apresentaram suas considerações sobre o caso. As informações foram divulgadas pelo STF.

CAMUFLAGEM

Raupp, com o auxílio dos assessores Maria Cléia Santos e Pedro Roberto Rocha, teria solicitado e recebido R$ 500 mil a título de doação eleitoral. O valor, repassado pela construtora Queiroz Galvão ao Diretório Regional do PMDB em Rondônia, viria do esquema estabelecido na Diretoria de Abastecimento da Petrobras, na época ocupada por Paulo Roberto Costa, e teria como contrapartida o apoio de Raupp à manutenção de Costa na diretoria.

Em seu voto, o Ministro Edson Fachin deixou claro que no caso da “doção” conseguida por Raupp foi “um negócio jurídico simulado, utilizada como estratégia para camuflar a real intenção das partes, que era pagar e receber vantagem indevida em decorrência da manutenção do esquema de contratação das empresas cartelizadas no âmbito da Petrobras”.

CRÔNICA

Nunca imaginei ver a política mequetrefe do Brasil de hoje. Engraçado, olhando para trás percebo agora que sempre gostei de política. Era muito jovem mas não perdia nenhum comício, não deixava de prestar atenção nos discursos dos grandes políticos do meu tempo e, claro, vibrava com a capacidade de cada um de empolgar com discursos e gestos, o povão. Ficava, confesso agora, embasbacado com as falas de um Ulisses Guimarães, com a teatralidade de Jânio Quadros, com a firmeza de um João Cunha esgrimindo as palavras e fazendo senhoras com seus filhos no colo chorando de emoção.

Essa sensação me acompanhou também em Rondônia. Tinha verdadeiro prazer em acompanhar as sessões da Assembleia e Câmara Municipal. Ali via a qualidade de tribunos como Lucindo Quintãs, Raquel Cândido e até o João Paulo das Virgens. Na Assembleia dava gosto ouvir Jacob Atalah, Tomás Correia, Jerzy Badocha, Amir Lando. Quem poderia naquela época imaginar que a política ficaria tão mequetrefe como dos dias de hoje quando ninguém mais tem prazer ou motivação para frequentar os plenários dos legislativos.

Tenho lido aqui e ali muita gente pregando união, superação de divergências e opiniões, deixando-se de lado divergências ideológicas, etc. e tal, pelo bem do Brasil. Lembra muito o que o movimento político revolucionário, chamado por si mesmo eufemisticamente de social, o dos sem-terra, costuma fazer. Invade, destrói, depois chama o bispo e a mídia para negociar.

Vejamos: quem iniciou no país essa divisão ideológica que nunca foi ativa antes foi o lulopetismo descarado com sua política mequetrefe de dividir para governar, criando o “nós” e o “eles”, jogando uns contra os outros. Quem tem desrespeitado a vontade das urnas que derrotou as esquerdas em 2018 e elegeu um presidente de direita, por grande maioria, são os perdedores inconformados que já se achavam donos definitivos da vontade dos brasileiros.

A desarticulação dos esquemas montados ao longo da dominação da esquerda (de Fernando Henrique, passando por Lula e Dilma) iniciada por Bolsonaro, revelou – hoje é claro – que havia um conluio em silêncio entre os três poderes da República, mais a mídia, cuja simpatia foi comprada a preço de verbas bilionárias de propaganda para manutenção de uma convivência onde todos ganhavam. Menos a população brasileira. O país assiste a maior campanha de desestabilização de todos os tempos, de um governo eleito. A palavra democracia, usada como escudo de qualquer tipo de interesse, perdeu sua força intrínseca para se tornar jargão politizado de interesses agora não mais ocultos: tirar do governo que venceu nas urnas.

Em mais 40 anos de jornalismo compromissado com a verdade (posso errar, claro) nunca assisti uma campanha tão organizada (Dirceu por trás?) e abrangendo os poderes legislativo, judiciário (em suas cúpulas e ramificações também aparelhadas) e a mídia saudosa e dependente dos cofres públicos, cujas torneiras foram fechadas. Bolsonaro, eleito pelo voto popular contra tudo e todos do sistema, representa isso: desmontar as redes desse sistema dominante onde os partícipes (nomemklatura?) se fartavam no Tesouro Nacional, e o país todo pagava as contas com impostos, taxas, serviços, ainda hoje, escorchantes.

Que falta que o dinheiro público faz. Que falta que desviar recursos do tesouro para enriquecer amigos, aliados e cumplices, faz.

Montou-se uma articulação de blitzkrieg (tática militar nazista que consistia em utilizar forças em ataques rápidos e de surpresa, com o intuito de evitar que as forças inimigas – governo Bolsonaro, no caso – tivessem tempo de organizar a defesa). Em operação permanente, contra tudo e contra todos do mesmo governo. Como começou a ficar muito evidente essa articulação, pela perda total dos pudores pelo Congresso Nacional, pelo STF e pela mídia viúva dos cofres públicos, a população iniciou manifestações de apoio ao presidente e sua eleição, essa sim, democrática. As forças resistentes do “ancién regime” (mal citando) criaram suas milícias “a favor da democracia”, ou seja, deles voltarem para seguir dominando e saqueando o país, e o bombardeio recrudesceu.

Sabendo que esse quadro de desestabilização do governo legítimo e popular pode gerar reações não mensuráveis, os mesmos autores do bombardeio começam a pregar o “diálogo” entre os poderes acusando o presidente de ser o responsável pelo cenário gerado.

Todos os brasileiros querem paz, trabalho, saúde, educação, boas condições de vida. Quem quer o caos é quem dele se beneficia para tentar voltar ao poder, aos cofres públicos, à dominação perpétua. Com toda a minha experiência no jornalismo político e de opinião não tenho nenhum gana de imaginar um cenário mais promissor para os brasileiros. Nunca imaginei uma classe política tão incompetente, tão decrépita. É isso que me afasta das principais arenas políticas. Não dá para assistir à enorme decadência de hoje…

Uma coisa é certa: hoje há o “nós” e o “eles” irresponsavelmente trazidos à luz e estimulados por alguém que sistematizou todo o esquema, do qual foi tirado o Executivo, mas remanesce no Judiciário e no Legislativo (com a cumplicidade da mídia viúva das verbas públicas). Tomara que estejamos vivendo o momento que poderia ser comparado à dor do parto,  porque somente agora a Nação brasileira está tomando forma, para tutelar e não ser tutelada pelo Estado brasileiro, como sempre foi e ainda é. Que Deus nos ajude a ter novamente políticos competentes e de ilibada conduta moral vitoriosos nas próximas urnas.

AUTOR: GESSI TABORDA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS –  JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by

Sobre nós

Folha Rondoniense todos os Direitos Reservados @ Endereço: Rua Nicaraguá 7246, Centro, Candeias do Jamari

facebook: folha Rondoniense.folha Rondoniense.