Em Linhas Gerais

Operador do PMDB se entrega para a Policia Federal “Hoje muitos políticos do PMDB vão passar a noite com insônia” por Gessi Taborda

HOMEM DO TEMPO

amir-lando-o-caraAmir Lando é um homem de muita sorte. Veio pobre para Rondônia e ficou rico, muito rico mesmo. E não foi só com política não. Amir é considerado um bom advogado e por isso defende causas importantes, desde os tempos do Incra. Politicamente Lando vem tropeçando há muito tempo e mesmo assim acaba sempre pegando a rebarba deixada pelos cassados, garantindo sua presença no parlamento brasileiro.

E nem por ter toda essa sorte Amir pode ser levado a sério quando resolve agir como o “Homem do Tempo”, anunciando nova cheia do Rio Madeira. E não se trata, pelo visto, das cheias normais desse portentoso afluente do Amazonas. O (ainda) deputado Lando deve estar prevendo outro dilúvio, no tamanho do que inundou áreas bem distantes do leito do rio e desabrigou milhares de famílias, especialmente no município.

Até as pessoas leigas podem fazer previsões. O leitor pode sair por ai dizendo que a terra vai ser destruída por um cometa ou um meteoro. Isso é o óbvio e ululante. Anunciar novas cheias no Madeira é coisa fácil. Afinal, o rio tem seu ciclo próprio de cheia e vazante. Agora uma cheia como a mais recente, que ficou na história rondoniense, não é coisa para ser prevista por um leigo, mesmo sendo ele deputado.

BOTANDO FÉ

del bat2A prática de atos de corrupção nas instituições governamentais de nosso estado não é coisa rara. E nem por isso – salvo melhor juízo – o tema da corrupção no estado não foi tão candente como se esperou. Poderia ter sido mais profundo. Mesmo assim, o tema impediu que nos sucessivos debates houvesse um aprofundamento das propostas dos candidatos.

Um dos escândalos de maior calibre registrado nesse primeiro mandato de Confúcio foi aquele que teve como pivô José Batista (ex-secretário adjunto de saúde) e Rômulo Lopes (afilhado e ex-assessor do governador). Os dois acabaram fazendo a chamada delação premiada e deram informações substanciais sobre o suposto envolvimento do próprio governador na prática de cobranças de propinas e outros crimes que passaram a ser rotina nas cercanias do Poder.

O MP COM A PALAVRA

MPAté agora as autoridades responsáveis pela investigação desses fatos e pela ação processual para punir os envolvidos não deram qualquer informação sobre o andamento dessas iniciativas. Essa demora tem levado pessoas a desconfiar de que no final tudo terminará numa imensa pizza.

Pelo menos esse colunista prefere botar    fé no Ministério Público e nos membros responsáveis pela apuração e punição dos implicados nesse esbulho.

Certamente o estado não iria abrir mão de uma punição mais severa contra Batista e Rômula em decorrência da delação premiada se não houvesse um interesse real das autoridades da Justiça em tocar para frente os processos e os procedimentos que terminarão na responsabilização daqueles que promoveram essas práticas cavernosas na gestão do estado em seu próprio benefício. Que o Ministério Público se pronuncie sobre o andamento desses procedimentos após a realização a denunciação premiada de Batista e Rômulo.

INSÔNIA

insonia2 (1).fwPolíticos do PMDB vinham garantindo a jornalistas, que o lobista Fernando Baiano, operador do partido no Petrolão, estaria fora do Brasil. Saiu até publicado que ele estaria na Espanha, e que não voltaria ao Brasil. Pois para surpresa de muitos e perplexidade e desespero da turma do PMDB, Baiano estava no Brasil e resolveu se entregar. Hoje muitos políticos do PMDB vão passar a noite com insônia.

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GRANDE PRÊMIO

dinheiroA Mega-Sena acumulada sorteia, nesta quarta, R$ 80 milhões. É o sonho de alguns milhões de brasileiros. E é menos de um terço do que um gerente, funcionário de médio escalão da Petrobras, Pedro Barusco, se comprometeu a devolver, nos termos de sua delação premiada. A devolução de Barusco é de R$ 252 milhões. Se um gerente junta essa quantia, quanto terá cabido ao primeiro escalão?

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PERGUNTA INSISTENTE

Taborda4Essa coluna divulgou na semana passada tópicos sobre a questão do desmatamento da floresta. E agora saiu a confirmação de que Rondônia lidera – mais uma vez – a destruição da floresta. Afinal, o que o IBAMA e Sedam estão fazendo para por um ponto final nessa tragédia? E quando vamos ver estampados nas páginas de polícia dos jornais a cara desses sujeitos que não tem qualquer condescendência com o clima e com a preservação dos biomas amazônicos?

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EMPREITEIRAS

corrupção2Infelizmente não dá para acreditar que haverá investigações profundas dos negócios das gestões de Roberto Sobrinho e dos pagamentos feitos até agora pela atual gestão de Nazif a empreiteiras envolvidas em obras eivadas de problemas, como os “elefantes brancos” apelidados de “viadutos”. Aliás, uma investigação que parou foi a da rua Vieira Cahulla, onde o antecessor de Nazif enterrou uma baba preta e, até hoje, o trabalho não foi feito como previsto. Por aqui, como se sabe, também atuou o tal “operador” do esquema de laranjas de gente do PT.

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HUMORISMO

Mais dois dias no estrangeiro e a presidente jogaria a roubalheira da Petrobrás no colo de FHC. Fora lembrar-nos personagem do saudoso Chico Anysio que repetia: “Sou, mas quem não é?”.

ASSUNTO COTIDIANO

tarifaUma fonte com livre trânsito no segmento do transporte urbano afirmou que a tarifa do ônibus vai ser o assunto frequente entre os permissionários do transporte e a prefeitura a partir do mês de dezembro. E o assunto não vai se limitar à tarifa técnica.

De acordo com essa fonte a tendência da prefeitura é problema do aumento da tarifa para o próximo ano. Mas, continuou a fonte, haverá uma pressão para que o reajuste seja anunciado antes do natal. A prefeitura tem diversos instrumentos, políticos e legais, para desfazer o atual contrato com as empresas de ônibus. Mas ainda não há vontade política para isso. Afinal, 2016 não está tão longe assim e, como consta, esse segmento empresarial sempre foi grande doador para as campanhas.

IMPUNE

MPAinda tem muita gente em Rondônia precisando responder por rombos praticados na administração pública. Ninguém deveria ficar impune. O fim da impunidade é o que poderá mudar os métodos utilizados pelos gestores públicos rondonienses. Até Augusto Placa, que foi deputado, líder de governo, está encalacrado agora com uma denúncia de práticas nada ortodoxas na Prefeitura de Pimenta Bueno.

Enquanto nomes do haute-monde rondoniense não estiver na cadeia, mesmo que estejam condenados por muitos anos, ninguém terá muito receio de meter a mão no dinheiro público.

ESCOLAS

As escolas rondonienses estão pagando caro pela falta de segurança do patrimônio público. Enquanto não houver escola pública de qualidade não alcançaremos a almejada justiça social.

ESTRADA RUIM

guajaraMoradores de Guajará-Mirim, cidade da fronteira com a Bolívia, não entendem tanto desprezo com a estrada que liga a BR364 à cidade. A estrada praticamente foi destruída com a grande cheia do Madeira. E agora, dizem, parece que a obra de recuperação será feita centímetro a centímetro, num trabalho arcaico diante de toda a facilidade que se tem hoje com a tecnologia das construções rodoviárias.

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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