Em Linhas Gerais

“Reduzir a zero o desmatamento na Amazônia já não basta para garantir as funções climáticas” – por Gessi Taborda

ESTRAGO GRANDE DEMAIS

desmatamento23Aproveitemos esse feriado para tratar de um tema que pouco aparece na imprensa local, embora seja dos mais relevantes para nós, moradores de Rondônia e de toda a Amazônia.

Reduzir a zero o desmatamento na Amazônia já não basta para garantir as funções climáticas do bioma. Além de manter a integridade da floresta, é preciso iniciar um amplo processo de recuperação do que já foi destruído. Quem adverte é o pesquisador Antônio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), no relatório “O futuro climático da Amazônia”, elaborado a pedido da Articulação Regional Amazônica (ARA) e lançado recentemente em São Paulo.

PAPEL DA FLORESTA

desmatamento23Na publicação, são sistematizados, pela primeira vez, cerca de 200 dos principais estudos sobre o papel da Floresta Amazônica no sistema climático, na regulação das chuvas e exportação de serviços ambientais para áreas produtivas, circunvizinhas e distantes da Amazônia. O relatório aponta o potencial climático da floresta pristina, também chamada de “oceano verde”, e os impactos de sua destruição com o desmatamento e a queimada. O estudo indica ainda ações para conter os efeitos no clima provocados pela ação humana sobre a maior floresta tropical do mundo.

CLIMA DE DESERTO

desmatamento23A destruição do ecossistema gerará um clima inóspito. Modelos climáticos antecipam, há mais de 20 anos, os variados efeitos danosos do desmatamento sobre o clima. “Entre eles estão: a redução drástica da transpiração, a modificação na dinâmica das nuvens e chuvas e o prolongamento da estação seca”. Outros efeitos não previstos, como o dano por fumaça e fuligem à dinâmica de chuvas, mesmo sobre áreas de floresta não perturbada, também são observados. Somente no Brasil, uma área de 763.000 quilômetros quadrados já foi destruída, o que equivale a três vezes o território de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol.

ESFORÇO DE GUERRA

desmatamento23De acordo com o relatório, o desmatamento por corte raso atual beira os 20% da cobertura original na Amazônia brasileira, e a degradação florestal, estima-se, já teria perturbado a floresta remanescente em variados graus, afetando, adicionalmente, mais de 20% da cobertura original. “O ponto preocupante desses exercícios de modelagem é a indicação de que aproximadamente 40% de remoção da floresta oceano-verde poderá deflagrar a transição de larga escala para o equilíbrio da savana, liquidando, com o tempo, até as florestas que não tenham sido desmatadas”, alerta o pesquisador.

Diante desse contexto, o estudo recomenda um plano de mitigação baseado na reversão radical tanto dos danos passados quanto das expectativas de danos futuros, como um “esforço de guerra”.

ZERAR QUEIMADAS

desmatamento23“As florestas da Amazônia são essenciais para a manutenção do clima e, com ele, a segurança das gerações futuras. Felizmente, os avanços das ciências fazem desta guerra um desafio que pode ser bem sucedido”, avalia o pesquisador Donato Nobre.

Como ação primeira, o pesquisador aponta a necessidade de universalizar e facilitar o acesso às descobertas científicas. “Que podem reduzir a pressão da principal causa do desmatamento: a ignorância”, comenta o cientista no relatório. Em segundo lugar, será preciso zerar o desmatamento, a degradação florestal e as queimadas. Ao mesmo tempo, sendo esses os mais graves fatores de danos ao clima, é urgente desenvolver um amplo esforço para replantar e restaurar a floresta destruída.

“Tal esforço precisa ter perspectiva de médio e longo prazos, para culminar com a regeneração da floresta oceano-verde original”, alerta Nobre. “Diante disso, as elites governantes podem, devem e precisam tomar a dianteira na orquestração da grande mobilização de pessoas, recursos e estratégias que possibilitem recuperar o tempo perdido”, conclui.

DÉCIMA VEZ

inseguranca-publica2Total falta de segurança pública na cidade leva o medo justificado às escolas. Pela décima vez, a Escola Eloisa Bentes foi vítima de larápios. Dessa vez os ladrões decidiram roubar também a cantina da escola. A situação ficou tão ruim que as aulas da última sexta feira (14) foram suspensas. E 10 vezes depois da ação de bandidos a escola permanecerá tão insegura como antes.

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VAIDADE

bumbum_valesca_280x210É preciso ter cuidado com a vaidade. Em nome dela ficamos sabendo como algumas mulheres pagaram caro ao injetar em seus glúteos – através de pessoas não habilitadas – produtos para torná-los maiores e mais arredondados do que aqueles com que a natureza lhes deu.

E não pense que a vaidade provoca prejuízos apenas na questão da aparência. Ela também cria problemas no mundo político.

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MIREM-SE NO IRMÃO VALTER

valterA vaidade e o egoísmo roubam o discernimento. Mesmo que se esteja cercado de boas venturas, razões para sentir-se um felizardo, a cegueira mental ofusca os tesouros. Disperso de Deus, o indivíduo é atraído pelas ilusões, numa visão míope da vida. Seus interesses podem custar o preço de velhas amizades, de um amor verdadeiro, família e tudo que deveria ser inegociável. Não foi exatamente isso o que aconteceu, por exemplo, como ex-deputado Irmão Valter, tirado de seu pedestal e mantido até hoje na cadeia, no “Pandinha”?

Os novos e antigos políticos que vão iniciar no próximo ano mais uma jornada nos seus devidos cargos devem se lembrar dos muitos episódios negativos ocorridos nesse período que se encerra.

Ninguém veio ao mundo para cuidar do próprio umbigo. Estamos aqui para contribuir com os que estão à nossa volta. Precisamos uns dos outros. A autossuficiência é uma utopia. Quando se perde a capacidade de cuidar de si e falta lucidez para tomar as próprias decisões é que descobrimos se as pérolas que conseguimos preservar foram formadas nos moluscos dos oceanos. Na inutilidade, quando não se cultiva as relações, a solidão pode ser a única companheira.

CREDIBILIDE ARRANHADA

As duas mais recentes decisões do TSE reformando decisões do Tribunal Regional Eleitoral rondoniense certamente contribuiu para arranhar a imagem da corte local.

Recentemente o TSE considerou errônea a decisão que garantiu ao político Moreira Mendes, condenado por sua participação no “Escândalo das Passagens Aéreas” que provou um rombo milionário na Assembleia Legislativa rondoniense, o direito de disputar na eleição de outubro último uma cadeira no Senado.

A essa decisão o TSE somou-se outra; que devolveu a Francisco Edwilson Bessa Holanda de Negreiros o mandato de vereador conquistado em 2012, reconhecendo assim a sentença do Tribunal Regional Eleitoral como errada. No caso presente, o TSE entendeu que Negreiros foi vítima de numa armação.

DESCULPA DE NAZIF

mauro_nazifEmbora Mauro Nazif tenha rechaçado todas as opiniões e até exigências de órgãos de controle para promover uma auditoria (uma espécie de devassa) na gestão de seu antecessor, agora, quando praticamente sua gestão foi para o brejo na percepção popular, o prefeito apresentou justificação para tanta incompetência e imobilismo de seu governo.

“Pegamos uma prefeitura toda desarrumada e ainda hoje estamos arrumando a casa para que possamos trabalhar no ritmo que queremos. O que esperávamos ao sermos eleito era encontrar problema como os casos de alagações, deficiência no transporte urbana, atendimento nas unidades de saúde. Jamais imaginaríamos pegar a prefeitura como pegamos”, afirmou Nazif numa entrevista ao radialista Sérgio Gomes, da Rádio Caiari. O prefeito não tem cara de tonto para dizer que não sabia. Tá saindo pela tangente ao percebeu que sua gestão está inexoravelmente indo prô brejo.

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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