Em Linhas Gerais

Acostumados a tratar eleitores como meros apêndices, edis serão derrotados – Por Gessi Taborda

NOCAUTE

A gripe colocou a nocaute o colunista no final da última semana. Foi isso o que impediu de escrever a coluna da última segunda-feira. O efeito da gripe não foi apenas de ficar prostrado na cama. Teve também a péssima sensação de dores nas juntas. Poderia ter sido pior se eu não tivesse me vacinado recentemente. Então a coluna dessa quinta-feira é a primeira do mês de setembro.

DIFERENTE

Eleições de 2020 já é pauta obrigatória para quem atua no campo das análises do meio político. Levando-se em conta o cenário atual e suas tendências, a disputa deverá ser ainda mais difícil para quem for disputar o cargo de vereador. Vai ser diferente, não só pela reforma eleitoral impedindo a coligação em disputas proporcionais.

MUDANÇA

Outra mudança significativa reside no tempo de domicílio eleitoral. Em 2020 o tempo de domicilio eleitoral diminuiu para 6 meses. Anteriormente era estabelecido o prazo de um ano.

ANTES

Anteriormente os votos de todos os candidatos e legendas da coligação eram somados conjuntamente. De modo que são as coligações, e não os partidos individualmente, que conquistam vagas no Legislativo. Com o fim das coligações a partir de 2020 os partidos não poderão mais fazer coligações partidárias nas eleições para vereadores, isso no plano municipal. Os partidos poderão se juntar somente na eleição majoritária, ou seja, para prefeito, devendo concorrer isoladamente nas eleições proporcionais (vereadores).

No próximo ano o sistema proporcional continuará existindo, mas, e isso é o x da questão, os partidos concorrerão em chapas separadas, sem alianças, contando apenas com seus próprios votos para alcançar o coeficiente eleitoral. Quem não for bom de voto pode tirar o cavalo da chuva se imagina que ganhará uma cadeira na câmara municipal.

DECEPÇÃO

A recente revelação da mídia sobre como os vereadores da capital dos rondonienses gastam suas verbas compensatórias certamente auxiliou, e muito, a decepção do eleitorado cada vez mais exigente de lisura no exercício do mandato dos representantes do povo.

Candidato a vereador que não for capaz de convencer a sociedade de que ela não é um simples apêndice na equação da democracia vai sofrer derrota, especialmente se estiver disputando uma reeleição. O eleitor quer se sentir uma peça importante do jogo democrático e não um mero depositante de voto nas urnas.

DISTORÇÕES

O sistema adota pela edilidade para o exercício do mandato, cultivando benesses pessoais e mordomias inaceitáveis caracterizam (e não só em Porto Velho) os aspectos mais importantes da representação parlamentar municipal por distorções que comprometem aspectos importantes das funções de representação.

Vereadores não gostam de ser publicamente confrontados e acabam se voltando contra os veículos da mídia que revelam suas traquinagens.

O faraônico volume de gastos com os gabinetes (alguns custeando com o dinheiro público a contratação e o abastecimento de até 30 veículos) agravam o descrédito popular nas instituições de representação, tornando ainda mais difícil pleitear uma reeleição.

DESLIGO

Ao longo dos meus quase 70 anos cultivei o hábito de ao acordar ler os jornais do dia, assistir os principais telejornais e ouvir os programas informativos do rádio. Tudo isso para me sentir bem informado. Nunca pensei que na velhice (Que? Melhor idade? Uma ova!) teria asco com as mídias de hoje (há raríssimas exceções) e acabaria desligando especialmente as TVs mais representativas.

Estou fazendo isso hoje. Desligo a maioria dos canais, interrompo (desligando) telejornais pretensiosos e vou buscar outras fontes de informações em redes sociais e mídias alternativas. Essa mídia de hoje claramente manipuladora e panfletária, com sua narrativa impregnada da militância comprometida a inviabilizar o Brasil por não aceitar a derrota eleitoral, me irrita.

PELO EM OVO

A mídia pautada pelas lideranças mais abjetas da esquerda, lideranças orientadas pelo prisioneiro-mor de Curitiba, não esconde seu objetivo de buscar por desacertos nas menores questões da república com o objetivo de desacreditar e inviabilizar o governo daquele que foi eleito pelo povo, numa conversa franca e direta que não dependeu de conchavos e da montanha de dinheiro do qual a mesma mídia golpista se nutria. Estão sempre procurando pelo em ovo.

Não quero nem imaginar a possibilidade do retorno dos criminosos que verdadeiramente jogou o país nesse abismo, destroçaram os valores da família com essa pregação enrustida de politicamente correta que hoje nos faz duvidar até do papel de nossa mais importante corte de Justiça. É pela esperança de permitir que meus filhos e meus netos possam viver num melhor do que o recebido por meus ancestrais que decidir manter-me distante dessa mídia apodrecida e amestrada pelos golpistas.

TORCIDA

No PSDB de Porto Velho a maioria dos tucanos torcem pela indicação do prefeito Hildon Chaves como candidato à reeleição no próximo ano. Enquanto isso, na prefeitura a conversa é sempre voltada para a aceleração das obras programadas e em desenvolvimento nesse ano.

GOL DE PLACA

E por falar em obra de resgate histórico, o prefeito vai Hildon Chaves quebrará um tabu ao retomar de forma definitiva as obras de saneamento básico do município (água e esgoto) esse ano. O que foi tentado e inviabilizado pelos governantes anteriores deverá finalmente ter uma solução de continuidade.

TRANSPORTE

Enquanto estiver no âmbito da Justiça a disputa para a definição final do transporte urbano de Porto Velho, o SIM deve continuar remediando o setor. Ainda existem nós difíceis de serem desatados, criados pelos inventores dessa aberração batizada de SIM. Mas a busca por uma solução definitiva está nas prioridades da gestão atual.

INDEFINIÇÃO

O PSL de Porto Velho ainda não definiu sua situação política em nossa cidade e qual o rumo que tomará nas eleições do próximo ano.

AUTOR: GESSI TABORDA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS –  JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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