Em Linhas Gerais

Todo mundo quer Jesualdo Pires (Prefeito de Ji-Paraná) em 2018 – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“As instituições políticas estão perdendo representatividade porque sofrem com um déficit perpétuo de poder, já que a moda de líderes e formadores de opinião é aceitar todas as manifestações, mas não apoiar nenhuma.” ZYGMUNT BAUMAN (1925), sociólogo polonês, graduado na URSS, ex-professor na Universidade de Varsóvia, de onde emigrou em consequência das perseguições antissemitas, tornando-se professor-titular da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha.

 ESTUPIDEZ

O cenário mais visível na manhã de ontem dentro da Assembleia Legislativa rondoniense servia para a constatação de como nossas mazelas mais primitivas estão erodindo os conceitos de respeitabilidade das instituições que deveriam se manter significativas para os melhores conceitos do estado democrático.

Transformar (com o beneplácito de deputados) a sede do legislativo estadual numa hospedaria para quem protesta pela ineficiência do governo do estado uma decisão estúpida.

 DEBOCHE

“Um deboche para a tal ordem e progresso que deveria nortear as relações institucionais do aparato governamental”, como definiu um cidadão-contribuinte-eleitor assustado com as dezenas de colchões utilizados por manifestantes da polícia civil que dormiram no plenário e nas galerias do Legislativo na noite de segunda feira.

Para alguns observadores, o acontecimento promovido com o apoio de um deputado oriundo do PT, “foi apenas mais uma evidência da contaminação avançada deteriorando os bons costumes da política e imponência augusta das instituições”.

 SEM REAÇÃO

É certo que a invasão de prédios públicos (eufemisticamente chamada de ocupação) tem acontecido com frequência no Brasil, sobretudo em prédios escolares. Mas no caso de Rondônia a ocupação ocorreu de forma consentida. Nesse diapasão, o prédio da Assembleia, por uma questão de conveniência política pontual de algum membro da casa, poderá num futuro ser transformada, sem maiores problemas, no autêntico campo de refugiados.

Tudo isso acontecendo e nenhum membro do próprio poder vilipendiado reagindo na defesa de dogmas fundamentais daquela instituição. Péssimo exemplo de cidadania, de ordem, de progresso e de respeito para com as instituições representativas do povo.

 DANDO AS CARTAS

Pura bobagem imaginar que os políticos rondonienses não se locupletaram com o dinheiro fácil distribuído pela Odebrecht para corromper e comprar políticos. É preciso não esquecer que a empreiteira mandou por vários anos em Rondônia, no período de execução das grandes obras.

Certamente por aqui também o esquema não foi diferente. Uma fonte afirmou que quando as denúncias se tornarem mais densas em relação aos estados irão surgir até nomes insuspeitos que também tiveram “as mãos molhadas” para garantir benesses nas execuções das obras, com aditivos e superfaturamentos. É fácil identificar quais políticos rondonienses transitavam com desenvoltura em áreas de interesses do conglomerado Odebrecht.

 CAMPEÃ

Por enquanto a conversa é apenas um informe. Se confirmada de forma oficial, a Semtran (que até onde se sabe não passava de um feudo das empresas de transporte coletivo e de taxistas poderosos) poderá ser conhecida como a recordista de funcionários em cargos de chefia. Pelo informe, cerca de 50 funcionários daquele nicho tem status de chefes. É literalmente muito cacique para poucos índios…

 DESAFIO ENORME

Tornar as mudanças justas e socialmente legítimas, com a adoção de regras iguais para todos e o fim de regimes especiais para algumas categorias é o grande desafio da Reforma da Previdência.

Se a reforma consagrar a aposentadoria integral como um privilégio de castas do serviço público, enquanto impõe perdas pesadas à população, o projeto esbarrará na oposição dos sindicatos e empacará no Congresso Nacional.

 MEMÓRIA

Ayres do Amaral continua preso no xadrez da Polícia Federal. Se abrir a boca para contar tudo o que conhece de políticos do andar de cima na composição do poder estadual poderá complicar a vida de muita gente. Afinal, eclético, já serviu a quase todos. Na eleição passada esteve do lado de Leo Moraes. Mas também transitou como muito poder ao lado do carismático Expedito Júnior, de quem já foi tesoureiro de campanha num passado recente.

 JESUALDO

Aos poucos vai se formando um conglomerado de lideranças políticos interessados em fazer do nome de Jesualdo Pires (prefeito reeleito de Ji-Paraná) o nome consensual para disputar a sucessão estadual em 2018. Tido como um dos melhores executivos do estado, Jesualdo conta com a simpatia da mídia e do empresariado, especialmente de grandes produtores de grãos e da pecuária do estado.

 REFORÇADA

A aprovação, com folga, da PEC do teto dos gastos públicos no dia de ontem, reforçou a governabilidade de Michel Temer. A vitória acachapante do governo afasta todos os riscos de uma segunda destituição do governo, pois abre caminho para as outras reformas propostas por Temer.

 SEM SURPRESA

O lance inicial da Operação Imprevidência desfechado pela Polícia Federal com a condução coercitiva do irmão do prefeito, Gilson Nazif, e com a prisão de Ayres do Amaral explodiu como uma bomba, especialmente na política no nível do município.

Prontamente o (ainda) prefeito Mauro Nazif tratou de correr para um canal de televisão para dar uma resposta – no formato de entrevista – negando qualquer tipo de envolvimento na suposta montagem de um negócio escuso no âmbito do IPAM. As palrações do (desastrado) prefeito não surpreendeu ninguém. Negações de políticos quando pegos de calças curtas nessas operações da polícia é a praxe.

 PROFUNDIDADE

A meritória ação da PF em mais essa operação simplesmente expõe a profundidade das raízes da corrupção em Rondônia. A prática é antiga. E mesmo no IPAM não é a primeira vez que esse tipo de denúncia aparece. Aliás, é bom que se diga que fato semelhante também foi denunciado em relação ao IPERON, só que nesse caso o pivô era aplicações de alto risco no Banco Cidade de Santos. Ninguém sabe, até hoje, se tudo acabou numa enorme pizza, pois não houve  notícias sobre a punição de ninguém.

 NA PUBLICIDADE

De acordo com fontes da coluna se uma investigação da envergadura da Operação Imprevidência for realizada em outros setores, como os gastos com propaganda por órgãos públicos rondonienses, o outro câncer da corrupção será revelado. E esse comprometimento, adiantou a fonte, é coisa que vem de vários anos do passado rondoniense. Práticas de torrar dinheiro público através do segmento da publicidade são generalizada em todo o território rondoniense.

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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