Em Linhas Gerais

Confúcio Moura se lixa para as autoridades do Judiciário, “A corrupção nunca foi tão avassaladora em Rondônia”-Por Gessi Taborda

 FRENESI DE GOVERNO

Coiote33A corrupção nunca foi mais avassaladora em Rondônia do que nos tempos presentes. Há acusações e indiciamentos em todos os níveis de governo. Talvez seja por tudo isso que começou a surgir uma bolsa de aposta sobre quanto tempo vai durar toda essa bandalheira e quanto tempo permanecerá sentado no gabinete de governador, Confúcio Moura, o político cassado por decisão da Eleitoral.

Todo dia tem notícia nova mostrando os descaminhos transformados numa espécie de rotina da gestão publica. A denúncia sobre “coiotes” atuando na Policlínica Oswaldo Cruz não é apenas um fato capaz de angustiar ainda mais quem precisa de atendimento médico na rede pública. Por si só, este fato seria o bastante para a troca do Secretário e para decisão de governo de abrir uma sindicância e até pedir apoio da polícia especializada para investigar esse crime.

 DEGRINGOLAÇÃO DIÁRIA

SUPELMas há denúncias de nepotismo cruzado entre Supel e DER, de gente protegida de alguma figuração do governo que estava na folha, como servidor do estado, mas morava em outro país. Há coisas cabeludas, justificando ações não só da Justiça, mas também da Assembleia para investigar e até propor impeachment do chefe da administração.

Tudo degringolou geral e deve ficar ainda mais bisonho. Até quando essa politicalha ficará conduzindo Rondônia para o retrocesso que não merece?

 CONFÚCIO TÁ NEM AI

SUPELO último fato é a confissão de que estamos aparentemente vivendo numa republiqueta filosófica e sem lei. Francisco de Assis Moreira de Oliveira, que vem a ser o cunhado de Confúcio, e Gilvan Ramos (ex Secretário de Finanças), ambos pegos na “Operação Plateias”, foram transferidos do presídio “Pandinha” para a Penitenciária Estadual Aruanã. Pasmem leitores! Isso aconteceu sem autorização judicial. Mais uma demonstração de que Confúcio Moura se lixa para as autoridades do Judiciário ou então se julga tão blindado que pode fazer o que bem entender de Rondônia, como se isso aqui fosse um fazenda de sua propriedade.

 FINALMENTE ELE É RÉU

niltonNilton é Balbino, todavia prefere ser chamado de Capixaba. É mais uma figura manjada da política rondoniense. E talvez exatamente por isso sempre fosse prestigiado por quem ocupa o governo rondoniense. Mesmo depois de sair todo enodoado da “Operação Sanguessuga”, acusado de tirar proveito próprio do chamado esquema das ambulâncias continuou personagem importante no palco político do estado. Ah! É verdade: ele viu desmoronar naquela época o projeto de faturar uma cadeira no Senado e também colheu sua primeira derrota eleitoral.

 CONFRARIA DOS ESPERTALHÕES

niltonMas ter entrado na mira do Judiciário pelas supostas traquinagens de ter levado vantagem pessoal com essa manjada tática das emendas orçamentárias para prefeitos não colocou o deputado de Cacoal no limbo. Amparado por outros políticos como (só para exemplificar) Ivo Cassol, Nilton Balbino ganhou novamente um cargo de relevância (Secretário de Agricultura) e assim pavimentou novamente sua estrada eleitoral e faturou mais um mandato de deputado, na Câmara.

Agora, graças à morosidade com que caminham os processos contra quem tem cargo público nesse país, a denúncia de pratica de corrupção feita contra Balbino em 2003 deu origem a uma Ação Penal que pode por um ponto final da vida pública desse personagem, finalmente transformado em réu perante o Supremo Tribunal Federal.

 CURRICÚLO APROPRIADO

niltonPode ser que agora o parlamentar, caso se beneficie (como é praxe) da lentidão da Justiça, no plano rondoniense passe a ser até mais valorizado para ocupar algum outro cargo de relevo na gestão pública ou mesmo nos meandros da política.

Fontes acostumadas a acompanhar o mundo político em Brasília contaram à coluna não demonstra muita preocupação com a nova condição perante o STF. Para ele o julgamento de quem é poderoso e vitorioso na política, mesmo regional, é sempre um fato empurrado com a barriga dando aos réus todo o tempo necessário para uma longa sobrevivência no parlamento federal.

 CONFIANTE

niltonConsta dessas confissões de cocheira que o deputado Balbino está confiante e responde sempre: “Veja o caso de Ivo Cassol: ele está condenado a ir para a cadeia, mas continua firme no Senado, livre e solto, e ainda influenciando a política no estado”.

Mas e em relação à opinião pública do estado de Rondônia? Veja o que disse “our man in Brasília”: “Balbino acha que conseguirá mistificar e enganar a opinião pública por muitos anos com ajuda de líderes religiosos e da imprensa domesticada, sempre pronta a mostrá-lo pelo lado da dignidade, da ética, do bem senso e da responsabilidade pública”. É flórida!

 NOVO VALE DO SILÍCIO

SibaLMarEnquanto Rondônia não busca alternativas concretas para seu desenvolvimento, o vizinho estado do Acre faz um esforço danado para se tornar o novo “Vale do Silêncio” no Brasil. E quem está à frente dos esforços para fazer de Rio Branco um novo centro de tecnologia é, pasmem leitores, exatamente Sibá Machado.

O líder do PT, Sibá Machado (AC), levou comitiva do Estado para Florianópolis, para conhecer a Fundação Certi, que reúne as maiores incubadoras de ciência & tecnologia. Ele pretende levar um braço da Certi para Rio Branco, a fim de oferecer cursos de capacitação.

 COISA DO CAPETA

Na Câmara dos Deputados, onde está nossa mais bela representante política, a Mariana Carvalho, moças contratadas recolhem assinaturas de deputados de apoio a projeto de lei que proíbe missa campal, procissão, Marcha para Jesus e afins.

 ALTA RENDA

O mercado imobiliário rondoniense descobriu um novo e rentável negócio nesse setor: aluguel de prédios para órgãos públicos do município e do estado.

 HORIZONTE TISNADO

vergonhaO ano de 2015 será perdido, apesar de o governo querer passar otimismo e dizer que no segundo semestre a economia vai começar a se recuperar. E para deixar ainda mais escuro o horizonte, uma pesquisa do Ibope Inteligência mostra que 48% dos brasileiros estão pessimistas com a economia, enquanto apenas 21% estão otimistas. A produção industrial em queda pelo terceiro mês consecutivo e 40 mil empregados do setor automobilístico sendo colocados em férias coletivas nos coloca diante da realidade preocupante. Certamente os rondonienses, mesmo sem a existência de um parque fabril, vão sentir os reflexos dessa retração do país.

 SEMPRE FOI CASCATA

mauroooE acabou se confirmando não ter passado de mais uma cascata do nada confiável prefeito Mauro Nazif. Com as contramarchas na conversa mal contada da contratação emergencial de uma empresa para explorar o transporte coletivo da capital rondoniense mais uma vez ficou fácil constatar que tinha caroço nesse angu. Nenhuma empresa de porte, expertise nesse negócio, iria entrar numa canoa furada de licitação simplificada para um contrato emergencial.

Estava certa a posição do Tribunal de Contas, como a argumentação da coluna. Tomar que agora as autoridades do judiciário fiquem de olho vivo para impedir mais uma desdita aos moradores de Porto Velho.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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