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1º ENCONTRO DE MODA E NEGÓCIOS DE RONDÔNIA – POR SILVIO PERVISO

Sempre que possível é a melhor solução. “No fundo, o mundo é feito para acabar num belo livro( Stéphane Mallarmé).

1º ENCONTRO DE MODA E NEGÓCIOS DE RONDÔNIA

O Sindicato das Indústria de Confecção do Estado de Rondônia (Sindivest-RO), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), realizam de 7 a 9 de setembro, o 1º Encontro de Moda e Negócios de Rondônia, no Porto Velho Shopping, que apoia a iniciativa, com objetivo de fomentar a indústria do vestuário e aumentar sua visibilidade. Segundo a presidente do Sindivest-RO, Cida Mourão, “A maior meta é levar entusiasmo, motivação aos empresários para continuarem com as suas portas abertas, gerando emprego, distribuindo renda, pagando salários e recolhendo impostos para o governo estadual. Assim nós teremos uma indústria mais forte, mostrando que é um segmento sólido e com potencial”. A líder sindical fez elogios ao Sebrae que está ofertando uma macro vitrine, sem custos, para as empresas  e ao apresentarem seus produtos, e ao presidente da FIERO, Marcelo Thomé, que ofereceu as melhores condições para a realização do evento, desde workshops, palestras, até o desfile. Cida destacou ainda que a expectativa é a melhor possível de atingir o público do shopping e que um dos pontos altos do Encontro será a palestra magna com o tema “Design que fica” tendo como ministrante a Designer de Moda Charlene Santos, do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (SENAI CETIQT), do Rio de Janeiro.

 

PORTO VELHO É A CAPITAL ONDE SE CONSOME MAIOR PERCENTUAL DA RENDA PARA ENCHER O TANQUE DE GASOLINA

No 2º trimestre de 2023, encher o tanque de gasolina consumiu, em média, 6,5% da renda das famílias brasileiras, segundo o Indicador de Poder de Compra de Combustíveis, calculado pela Fipe com base em dados da PNAD Contínua (IBGE). O indicador representa a proporção da renda domiciliar mensal que seria necessária para custear o abastecimento de um tanque de 55 litros com gasolina comum. Há diferenças regionais relevantes no peso dos combustíveis no bolso dos brasileiros. Sendo este peso era maior no Nordeste (10,6%), região representada por Maranhão (12,1%), Alagoas (11,7%) e Bahia (11,3%). Os três lideram o ranking de estados de acordo com maior percentual da renda necessário para arcar com o custo de um tanque de gasolina. As regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentaram o menor percentual: o valor do tanque cheio foi de 5,3%, destacando-se, neste caso, o Distrito Federal (3,5%). Estados do Sudeste e Sul completaram a lista da menor média da renda dos brasileiros em gastos com gasolina, com percentuais apurados de 4,8%, em São Paulo, 5,3%, em Santa Catarina, e 5,4%, no Rio Grande do Sul. Entre as capitais, no segundo trimestre de 2023, a cidade de Porto Velho (RO) registrou o maior percentual no ranking, com 9,0%, seguida por Rio Branco (AC), com média de 7,6%, e Manaus (AM) com 8,3%. Já nas capitais onde o custo de um tanque de gasolina comum pesou comparativamente menos no bolso dos brasileiros incluíram: Florianópolis, com 3,3%; São Paulo, com 3,5%, seguida por Brasília e São Paulo, ambas com 3,5%. Na média das capitais brasileiras, o custo de se abastecer um tanque de gasolina equivaleu a 4,2% da renda domiciliar mensal.

DIESEL ULTRAPASSOU OS R$ 6 REAIS E IMPACTA NA INFLAÇÃO

Por falar em combustíveis, as notícias não são boas. Isto porque o preço do diesel nas bombas já ultrapassou R$ 6, na média nacional, e deve subir por causa da volta, nesta 3ª feira, da cobrança de impostos federais sobre o óleo diesel. As alíquotas, que haviam sido zeradas em março de 2021, por Bolsonaro, será retomada, de forma parcial, para bancar o programa de descontos em veículos. Se o preço do diesel já subiu, nas últimas seis semanas, agora, , segundo projeção da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes), com a alíquota de PIS/Cofins  em R$ 0,11 por litro do combustível,  impacto esperado na bomba será de mais R$ 0,10 de alta.  Sobe diesel, sobe o transporte, sobem os custos e a inflação.

 

BRASIL ENTRE OS PAÍSES MAIS EMPREENDEDORES

A Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a partir do Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP), constatou que os pequenos negócios no Brasil estão entre os cinco países que tem o maior nível de empreendedorismo: Brasil (30,4%), Chile (35,9%), Guatemala (39,8%), Sudão (41,5%) e República Dominicana (45,2%). E se ressalta este resultado como fruto do empreendedorismo digital que os brasileiros, com a pandemia, passaram a ver como o caminho mais indicado para empreender. O lado ruim é que, em grande parte, isto se dá pelo que se chama de “empreendedorismo forçado”, ou seja, o empreendedorismo surge como estratégia de sobrevivência.

 

 

O VAI, MAS NÃO VAI DO ENDIVIDAMENTO

A informação é proveniente da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), feita mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que constatou ter a proporção de famílias endividadas no País tido sua segunda queda desde novembro de 2022, atingindo 77,4% das famílias em agosto, o menor nível desde junho de 2022. Porém, o que parece ser, em parte, efeito do programa Desenrola, um lado não muito bom: o endividamento está em declínio, mas, ao mesmo tempo, houve um aumento dos níveis de inadimplência, que, agora, atinge  12,7% da população, que afirma não ter condições de pagar suas dívidas de meses anteriores, um recorde da série histórica do indicador, iniciada em janeiro de 2010.  A CNC estima que a proporção de consumidores endividados continuará a diminuir nos próximos meses, chegando a cerca de 77% em setembro. No entanto, a previsão é que o endividamento volte a crescer na reta final de 2023, encerrando o ano próximo de 78% do total de famílias no País.

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  JORNALISTA E ECONOMISTA –  COLUNA TEIA DIGITAL

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