Interior

VILHENA: Primeira edição da feira itinerante de agroindústrias e artesanatos é realizada no município

30 expositores marcaram presença nessa primeira edição

A feira itinerante AgroArtes teve a primeira edição realizada na sexta-feira (6), em Vilhena, sendo prestigiada por mais de mil pessoas durante todo o dia. A ação do Governo do Estado em parceria com o Município foi realizada no estacionamento da prefeitura e contou com 30 expositores de todo o Cone Sul do Estado. A AgroArtes é a primeira feira itinerante que reúne agroindústrias e artesanato da região.

A parceria é formada pelo Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro) e a Secretaria Municipal de Turismo e Comércio (Semtic) de Vilhena.

Segundo o técnico da Seagri em Vilhena, Fabiano Cremonini, a ideia é percorrer todas as cidades do Cone Sul, com o intuito de promover a economia da região. “Há muito tempo vínhamos estudando uma maneira de realizar um evento que contribuísse com a fomentação das agroindústrias da nossa região. Agora, com boa parte dos expositores e servidores vacinados, todos os parceiros envolvidos nos reunimos para colocar em prática”, disse.

Artesãos e agroindústrias que queiram participar devem procurar a equipes de organização

De acordo com a coordenadora de artesanato da Fundação Cultural de Vilhena (FCV), Hurby Santos, quinze expositores cadastrados participaram do evento de hoje. “Já estávamos sentindo falta desses eventos, que são essenciais na geração de renda dos nossos artesãos”.

O gerente da Unidade do Sebrae em Vilhena, Charif Mohamed, juntamente com a analista técnica, Cristiane Arruda, destacam as parcerias essenciais para que o evento acontecesse. “Os parceiros da nossa região são muito unidos. É uma honra poder trabalhar com as equipes regionais do Estado e do município, pois juntos conseguimos prestar apoio e serviço de qualidade à agricultura familiar do Cone Sul”, disse Cristiane.

A agente de desenvolvimento da Semtic, Rita Correia, agradeceu toda população que se fizeram presentes no evento. “Acredito que mais de mil pessoas passaram pela feira, tivemos também a visita de turistas de outros Estados que aproveitaram para conhecer os produtos das agroindústrias e do nosso artesanato. Foi um sucesso, todos os expositores venderam muito bem e estão animados para a próxima edição, que acontecerá no próximo mês, em Cerejeiras”.

Rita também reforçou que todos os expositores são cadastrados e que quem quiser participar das próximas edições, deve procurar as equipes de organização para obter informações.

EXPOSITORES

Feirante desde 2014, a produtora Ivoní Wagner, proprietária de uma agroindústria de bolachas, não escondeu a alegria com o retorno das feiras. “Finalmente chegou à hora de retornarmos, as feiras são primordiais para quem sobrevive da agricultura familiar. Além de tudo, eu já estava com saudades dos meus amigos e conhecidos que não via desde o início da pandemia, quando precisamos nos afastar”. Ainda durante a manhã, dona Ivoní já tinha vendido quase 90% de suas bolachas.

Com um grande dom e amor pela costura, a artesã Eliane Wendland encontrou um refúgio por trás das máquinas e dos tecidos para vencer a depressão. “Eu estava cansada de trabalhar para fora, como já sabia costurar desde pequena, encontrei uma maneira de conciliar meu papel de mãe, dona de casa, fazer o que eu gostava e ainda ganhar um dinheirinho”.

Cadastrada na FCV, Eliane participava de quase todas as feiras, mas a pandemia chegou e juntamente com ela a crise financeira, pois o esposo ficou desempregado. Foi aí, que com o apoio da família, a costureira manteve a casa por três meses, somente com a venda de máscaras e outras peças. “Era uma correria, tinha muitos pedidos, todos lá em casa me ajudavam. Meu marido virou meu braço direito e juntos vencemos mais uma etapa”, conta cheia de alegria. Eliane conseguiu montar um ateliê e hoje trabalha na produção de bolsas, carteiras, necessaire, máscaras, bonecas e outros.

A professora aposentada, Beatriz Camilo, há alguns anos trabalha com artesanato em geral, em especial, na restauração e customização de imagens católicas. “Fico muito feliz com o retorno das feiras, quero poder participar de todas que acontecerão no nosso Cone Sul. Assim, levo meu trabalho para outros municípios e conheço o trabalho de outros colegas”.

Desde 2015, o casal Dirlene Pedreira e Valtair dos Santos trabalha com a agroindústria de café. “Compramos os grãos em Ji-Paraná e processamos tudo na nossa agroindústria. Acredito que todos nós, expositores, fomos afetados de alguma forma com a chegada da pandemia. Participamos das feiras municipais, mas agora com a volta desses eventos iremos poder faturar mais”, comemorou Dirlene, confirmando presença em todas as feiras itinerantes.

Trabalhando na agricultura familiar de embutidos e defumados, o casal Anna Paula e Valdir Junior ficou surpreso com o sucesso nas vendas durante a feira. “Chegamos cedo e por volta das 12h já havíamos vendido todos os nossos produtos. Fui dormir já era 1h da manhã, fiz 50 cucas, vendi todas. Vendemos todos os salames, bacon e carne de sol, estou muito surpresa. Vamos ter que aumentar a nossa produção para as próximas feiras”, contou Anna, lembrando que participou da última feira realizada no CPA, em Porto Velho, “Nós levamos muitos produtos, por volta das 9h já não tínhamos mais nada”.

A organização do evento vai se reunir, na próxima semana, para fazer um levantamento sobre as vendas, pontuar ações que possam melhorar e corrigir as falhas. “Nosso objetivo foi alcançado. Fomentamos a economia da nossa região, com muita responsabilidade e sempre mantendo os cuidados sanitários para evitar a propagação da covid-19, e já vamos nos reunir para organizar as próximas edições”, comemorou Rita.

FONTE: SECOM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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