Teia Digital

Varejo e serviços devem abrir mais de 100 mil vagas de emprego até final do ano – Por Sílvio Persivo

A escuridão é uma benção que Deus nos deu. É melhor não mexer com ela.  “Cada um de nós é uma lua e tem um lado escuro que nunca mostra a ninguém” (Mark Twain). 

ATRASADOS DA ESC 

Este ano, em evento realizado no dia 24 de abril, o  presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que criava a Empresa Simples de Crédito (ESC). A lei permitia que qualquer pessoa pudesse abrir uma empresa simples de crédito para emprestar recursos no mercado local para micro e pequenas empresas. Sinceramente dei uma nota pensando que, em Rondônia, este tipo de negócio fosse bombar, pois, faz muita falta o crédito para pequenos negócios, como cabeleireiros, mercadinhos e padarias. No Brasil este tipo de empresa já deu resultados, pois, nos últimos cinco meses, 350 empresas simples de crédito (ESCs) foram criadas, uma média de duas por dia. O grande lance do  novo modelo de pessoa jurídica, espécie de microfinanceiras locais, é permitir às micro e pequenas empresas obter crédito com juros mais baixos e menos burocracia. Um cálculo da Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas, o novo modelo deve injetar cerca de R$ 20 bilhões por ano nos pequenos negócios e na economia do país. Os dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), porém, ao constatar o sucesso, da iniciativa demonstram que apenas dois estados não possuem este novo modelo de negócio: Acre e Rondônia.  

CAMPANHA PARA SOLUÇÃO DE DÍVIDAS FOI UM SUCESSO 

O Serviço de Proteção ao Consumidor em Rondônia (Procon) lançou a Campanha de Negociação de Dívidas com Bancos, Financeiras e de Energia Elétrica que ocorreunos dias 19 e 20 deste mês, em Porto Velho. Segundo o coordenador do Procon, Estevão Ferreira, a expectativa era receber cerca de 400 pessoas, mas a iniciativa alcançou quase o dobro, mais de 700 pessoas procuraram o órgão para resolver problemas de dívidas. “Esta é a primeira campanha de negociação de dívidas que realizamos na Capital. Tivemos uma grande procura por parte da população. Muitos saíram daqui felizes sabendo que podem contar com o Procon quando precisam de soluções”, destacou o coordenador.  Segundo ele, o resultado surpreendente vai de encontro às propostas do novo governo. Para atender a demanda, foram disponibilizados nove guichês. A maior procura foi por atendimentos relacionados à energia elétrica, cerca de 247 atendimentos, seguidos de 79 atendimentos de bancos e financeiras, e 117 outros atendimentos.

PRAZO PRORROGADO 

Dei uma nota afirmando que no final de semana passado (domingo, 29) estaria chegando ao fim o 13º Festival de Flores de Holambra. A informação estava nas faixas que eram ostentadas nos locais do Festival (na praça das Getúlio Vargas, em frente ao Palácio do mesmo nome, e  no Parque da Cidade, próximo ao Porto Velho Shopping), mas, tomei um susto quando, já no sábado, vi uma faixa nova anunciando que o festival irá até o próximo dia 13, ou seja, aumentou a oportunidade anual dos consumidores de Porto Velho terem a chance de ver, e comprar, muitas espécies de flores expostas no festival entre crisântemos, orquídeas e roseiras, uma variedade de flores que agrada a todos os tipos de estilos e gostos. 

HOJE É O DIA DO TRADUTOR

Dia 30 de setembro é o dia de em que faleceu, em 419 ou 420, São Jerónimo, o tradutor da Bíblia do grego antigo e do hebraico para o latim (a Vulgata), portanto, considerado tradicionalmente o santo padroeiro dos tradutores. Aqui preciso homenagear minha querida amiga, Lila Rayol, uma das melhoras tradutoras do Norte e, porque não dizer, do País. Já me socorri dela,  muitas vezes, que é maravilhosa, metódica, uma referência no Pará. Em nome dela, os meus parabéns a todos os tradutores, aos que se dedicam ao ramo ou, igual a mim, amadores, se esforçam para, mesmo traindo (e errando), procuram resgatar ou a utilidade ou a beleza de outras línguas. 

AMAZONAS REGISTRA SÉTIMO MÊS SEGUIDO DE AUMENTO DO EMPREGO

O Amazonas registrou, em agosto, seu sétimo mês seguido de aumento do saldo de empregos com carteira assinada.  A alta foi puxada pelos setores de serviços, construção civil e indústria. Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que, em relação a julho, o saldo avançou 0,42%, impulsionado pela criação de 1.905 empregos celetistas, já que as admissões (12.171) superaram os desligamentos (10.266). No ano, 101.980 trabalhadores ingressaram no mercado de trabalho do Amazonas e 91.313 deram baixa na carteira, gerando uma alta de 2,4% em relação ao estoque anterior. Em 12 meses, a diferença entre contratações (148.465) e demissões (135.772) gerou uma alta de 2,86%. 

VAREJO E SERVIÇOS DEVEM ABRIR MAIS DE CEM MIL VAGAS ATÉ O FIM DO ANO

Uma pesquisa realizada em todo o país pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito-SPB faz a previsão de que, até dezembro, cerca de 103 mil vagas serão abertas- – um crescimento de 43,8 mil postos de trabalho em relação ao previsto ano passado. Apesar do cenário mais otimista, os dados apontam  somente um leve recuo de 72% para 69% na percentagem de empresários que não têm a intenção de fazer contratações neste fim de ano, sejam temporários, informais, efetivos ou terceirizados. Por outro lado, houve um aumento de 17% para 23% no percentual dos que contrataram ou devem contratar ao menos um novo colaborador. A principal justificativa para os reforços do quadro de funcionários é atender ao aumento da demanda neste período do ano, com 88% das menções.  A pesquisa também mostra que a maior parte (48%) dos empresários consultados deve contratar mais este ano do que no ano passado, enquanto 37% planejam abrir o mesmo número de vagas. Apenas 9% pretendem contratar menos funcionários. Considerando os que irão ampliar o quadro, 41% acreditam que a perspectiva de retomada da economia deve refletir no aumento das vendas – um crescimento de 30% em relação a 2018. Para 39%, a intenção é suprir a demanda para vender mais e 17% acreditam ser necessário investir na qualidade do atendimento.

AUTOR: SÍLVIO PERSIVO –  COLUNISTA TEIA DIGITAL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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